Coito programado ou inseminação artificial? Entenda as principais diferenças

Publicado em: 3 de Maio de 2016

Coito programado ou inseminação artificial? Entenda as principais diferenças

Cerca de 15% dos casais em idade fértil apresentam algum tipo de dificuldade para engravidar. As principais causas, na mulher, que levam a essa condição são a idade avançada, alterações hormonais, infecções pélvicas, endometriose, obstrução tubária, as consequências dos tratamentos para o câncer, algumas cirurgias e a laqueadura das trompas. Entre as relacionadas ao homem estão a redução do número e motilidade dos espermatozoides ou ausência de espermatozoides por algumas doenças como a varicocele, alterações hormonais, cromossômicas ou neurológicas, sequelas de tratamentos para o câncer, impotência sexual, ejaculação precoce e a vasectomia. O tabagismo e o uso de drogas, doenças crônicas como o diabetes e o hipotireoidismo, assim como a obesidade, são fatores que também contribuem para a infertilidade de ambos.

Após o casal ser avaliado, indica-se o tratamento mais adequado para se obter a gravidez. Os tratamentos podem ser de baixa complexidade, como o Coito Programado e a Inseminação Artificial, e  de Alta complexidade, como a Fertilização In Vitro e a ICSI (Injeção Intracitoplasmática do Espermatozoide).

Como funciona o coito programado?

O Coito Programado ou relação sexual programada consiste em orientar o casal a ter relações sexuais no período ovulatório da mulher. Para ovular mais e aumentar as chances de gravidez, a mulher utiliza hormônios para a estimulação ovariana. Durante o uso dos hormônios são realizadas ecografias para definir o dia ideal para o casal ter relações sexuais. No período pós ovulatório outra ecografia é realizada para confirmar a ovulação. Mas é preciso esperar pelo menos 12 dias para fazer o teste de gravidez.

Inseminação artificial

A diferença entre o coito programado e a Inseminação Artificial (IA) ou Inseminação Intra-uterina (IIU) é a maneira como ocorre a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Na Inseminação os espermatozoides móveis, após processamento e capacitação no laboratório da clínica de Reprodução, são colocados dentro da cavidade uterina com o auxílio de um fino e delicado cateter. O procedimento é realizado no dia em que a mulher estiver ovulando após ter sido feita a estimulação ou indução da ovulação. Para confirmar a ovulação é feita uma nova ecografia entre 4 a 7 dias após o período ovulatório.

A Inseminação Artificial é um tratamento simples, de baixo custo, sem necessidade de anestesia e realizado no consultório da clínica de Reprodução Assistida. Após a inseminação artificial, a mulher fica em repouso por 20 minutos e depois pode retornar às atividades diárias normalmente.

Para que a Inseminação ocorra é necessário que o útero e o endométrio da mulher estejam adequados para uma gestação e que pelo menos uma das trompas seja permeável visualizada pelo exame de histerossalpingografia ou laparoscopia prévia. Já o homem deve ter pelo menos cinco milhões de espermatozoides móveis após o preparo de capacitação realizado no laboratório da clínica de reprodução assistida.

A inseminação artificial é indicada para casais com infertilidade sem causa aparente (ESCA), mulheres com alterações cervicais, ou seja, alterações no colo uterino,  com endometriose mínima ou leve, homens com diminuição no número e motilidade dos espermatozoides e e para casais com discordância para o vírus do HIV. Também pode ser realizada com sêmen doado, no caso de homens com ausência de espermatozoides ou alterações cromossômicas, de mulheres solteiras ou homoafetivas.

Apesar de ser crescente a taxa cumulativa de gravidez a cada procedimento, geralmente indica-se um total de até três ciclos de Inseminação. E se após estas tentativas não ocorrer a gravidez, indica-se os tratamentos de maior complexidade como a Fertilização In Vitro.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

 Agendar Consulta

Para agendar uma consulta preencha o formulário: