Indução da ovulação com coito programado

Por   Equipe Fecondare

Um dos empecilhos para uma mulher concretiza uma gravidez é a falta de ovulação. Quando esse é o problema, é preciso descobrir o que o está causando, já que diversos fatores o desencadeiam. Entre eles, a ausência ou os baixos níveis de hormônios que estimulam a ovulação e são produzidos pelo próprio cérebro (hipotálamo e hipófise) ou mesmo um ovário (produtor do óvulo) que não responde aos estímulos que recebe.

O diagnóstico desta condição é feito por meio de exames hormonais associados à ultrassonografia seriada para verificação da ovulação e da existência da quantidade adequada dos diferentes hormônios e de folículos ovarianos necessários para um ciclo saudável. Taxas muito altas ou insuficientes de alguns deles podem ser a causa da dificuldade da mulher em ovular e, consequentemente, engravidar.

A indução da ovulação e o coito programado

Compreendido o motivo do insucesso nas tentativas de gravidez devido a não ovulação feminina, segue-se para a definição do tratamento, que pode ser a indução da ovulação com coito programado. Essa técnica de reprodução humana assistida é a mais simples de todas as que existem. Ela é a mais recomendada para mulheres que têm Síndrome do Ovário Policístico (SOP), outras causas de anovulação ou que já estejam em idade acima dos 35 anos.

Em última análise, a indução da ovulação visa a formação de um óvulo para ser fecundado e gerar um embrião. Essa indução pode ser feita com diferentes medicamentos, que variam em custo e duração de tratamento. Eles podem causar diferentes efeitos e têm indicações de uso distintas. A utilização da opção mais adequada depende de cada paciente e da causa específica da falta de ovulação.

Com o estímulo à produção de óvulos na mulher, é possível conhecer o período em que a mulher estará na fase de ovulação. Após a administração dos medicamentos, o casal deve se programar para ter relações sexuais no período em que a mulher estiver produzindo mais óvulos. 

Acompanhamento

O procedimento é acompanhado por ultrassonografias seriadas, que são realizadas cerca de três a quatro vezes, desde o início do ciclo até a ovulação, em diferentes dias, para averiguar a eficácia do tratamento.

No primeiro exame é observada a presença de folículos com boas chances de liberar o óvulo. O segundo é o que determina o período certo para o casal ter a relação sexual com a perspectiva de haver a concepção. O último é para verificar se ocorreu a liberação do óvulo.

Ao induzir a ovulação, a mulher estimula até 15 folículos por ovário, mas somente um a três deles poderão vir a eclodir o óvulo de fato. Caso a concepção não ocorra na primeira tentativa, pode-se repetir a indução da ovulação com coito programado mais algumas vezes, não excedendo três tentativas. Caso a gravidez não se confirme após o terceiro procedimento, o casal pode ser encaminhado para outras alternativas de tratamento.

Na indução da ovulação com coito programado, assim como em alguns outros tratamentos de reprodução humana assistida, pode ocorrer a gravidez de múltiplos (geralmente gemelar) em 15% dos casos, já que induzir a ovulação pode gerar a eclosão de mais de um óvulo.

Taxas de sucesso

Como trata-se de uma técnica de baixa complexidade, os índices de sucesso são relativamente baixos, sobretudo se comparados às técnicas de alta complexidade. Em mulheres que não produzem óvulos, a taxa de ovulação com a indução por medicamentos pode ser de 70% a 80% com estimulação ovariana, mas a taxa de gravidez é de 20% a 25%, com uma taxa de gravidez cumulativa em seis meses de até 60-75% nestes casos.

Com o aumento da idade, as taxas de sucesso podem cair. A partir dos 35 anos, a chance de gravidez diminui devido ao envelhecimento e redução na produção de óvulos, o que é normal até mesmo para mulheres que não possuem problemas de fertilidade. 

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