Publicado em 20/04/2016 - Atualizado 21/12/2021

Reprodução assistida de alta complexidade X reprodução assistida de baixa complexidade

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Às vezes, tudo o que um casal deseja é ter um filho. Porém, devido a um motivo ou outro, nem sempre é possível engravidar de forma natural. Nesses casos, a alternativa para aumentar a família está na medicina reprodutiva. As técnicas, por sua vez, podem ser divididas entre tratamentos de reprodução assistida de alta complexidade e tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade.

Neste artigo, mostramos as principais diferenças entre os tratamentos de baixa e de alta complexidade. Para conhecê-las, continue a leitura!

Como escolher entre um tratamento de baixa ou de alta complexidade?

Existem vários tratamentos de reprodução humana assistida, por meio dos quais é possível conceber um filho. A escolha da técnica para gerar o tão desejado bebê não é feita aleatoriamente pelo casal — muito pelo contrário.

A indicação do tipo de tratamento, seja ele de baixa ou alta complexidade, requer o acompanhamento de um médico especialista em reprodução humana. Isso porque, a definição pela estratégia terapêutica varia de acordo com o problema identificado como o entrave para a concepção natural. Geralmente, a preferência é dada aos tratamentos de baixa complexidade, e as técnicas de alta complexidade são definidas quando exames ou tentativas mal-sucedidas apontam a necessidade de uma maior intervenção.

Quais são os tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade?

As chances de um casal com problemas de fertilidade engravidar por intermédio dos tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade giram em torno de 20%. São eles: a indução da ovulação com coito programado e a inseminação artificial (IA).

Após 15 dias da realização dos procedimentos, já é possível realizar o exame de sangue (Beta HCG) para confirmar se o resultado foi positivo. A principal diferença entre as técnicas está na maneira como o espermatozoide chega ao óvulo. Veja, a seguir, como isso ocorre.

Indução da ovulação com coito programado

Na indução da ovulação com coito programado (também chamado de namoro programado ou relação programada), as tentativas de concepção são feitas de maneira natural — após estimulação, ou não, da ovulação.

Além disso, realiza-se o acompanhamento dos folículos ovarianos por meio de ultrassonografias seriadas. Dessa maneira, pode-se determinar, exatamente, o dia da ovulação.

Inseminação artificial (IA)

Na inseminação artificial (ou inseminação intrauterina),realiza-se a estimulação ovariana e, também, o acompanhamento com ultrassonografias seriadas. Mas nesse tipo de tratamento, diferente do coito programado, o semem e colhido, melhorado em laboratorio e é o médico que libera os espermatozoides dentro do útero da paciente, com o auxílio de um cateter, guiado por US.

Quais são os tratamentos de reprodução assistida de alta complexidade?

A possibilidade de uma paciente submetida a um tratamento de reprodução assistida de alta complexidade engravidar é de até 40%. Porém, a partir dos 35 anos de idade, as chances de sucesso começam a diminuir consideravelmente.

O resultado aparece após 12 dias da realização do procedimento. A essa altura já é possível identificar, pelo exame de sangue, se a mulher está realmente grávida.

O grupo dos tratamentos de reprodução assistida de alta complexidade é composto pela fertilização in vitro (FIV) e pela injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Apesar de serem semelhantes, cada técnica detém um procedimento próprio a ser realizado em laboratório — e é isso o que as diferencia. Confira os detalhes a seguir!

Fertilização in vitro (FIV)

Na FIV, também chamada de FIV clássica, os óvulos e espermatozoides colhidos previamente são postos juntos em uma placa no laboratório, para que ocorra a fertilização. Após a fecundação, o embrião formado é implantado no útero da paciente.

Esse procedimento é bem simples, semelhante à coleta feita em um exame ginecológico preventivo. O processo é realizado com auxílio de um cateter, por via vaginal com controle ultrasonografico.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICIS)

ICSI também é um tipo de FIV. Porém, diferente do que ocorre na FIV clássica, na ICSI o processo de fertilização se dá de outra forma. É o embriologista quem realiza a fecundação, ao injetar o espermatozoide selecionado diretamente dentro do óvulo. Assim como na FIV clássica, o embrião gerado é transferido para o útero da paciente, por via vaginal.

Como é a procura pelos tratamentos de reprodução assistida?

Com o estilo de vida moderno, cada vez mais mulheres optam por adiar a maternidade para um momento que julguem propício. No Brasil, a tendência é comprovada por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),os quais apontam um crescimento no número de mulheres que tiveram filhos depois dos 30 anos. Esse cenário fez com que a procura pelos tratamentos de reprodução assistida aumentasse.

Além disso, mais recentemente, as incertezas trazidas pela pandemia de Covid-19 ajudaram a incrementar essa busca. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA),com a retomada das atividades, houve uma alta na busca por procedimentos para preservar a fertilidade. Essa busca foi materializada, principalmente, no congelamento de óvulos.

Para concluir, as tecnologias ligadas à medicina reprodutiva têm sido, cada vez mais, utilizadas em todo mundo. Neste artigo, mostramos as principais diferenças entre os tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade e os tratamentos de reprodução assistida de alta complexidade. Porém, como mencionado, apenas um especialista pode indicar a melhor técnica para o seu caso.

Quer descobrir o que pode estar por trás da sua dificuldade para engravidar e qual seria o tratamento necessário? Conte com a equipe da Fecondare. Não perca tempo e agende uma consulta com um especialista em reprodução humana agora mesmo em Florianópolis!

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Publicado por: Equipe Fecondare

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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