Reprodução assistida de alta e baixa complexidade: principais diferenças

Publicado em: 20 de Abril de 2016

Reprodução assistida de alta e baixa complexidade: principais diferenças

Ás vezes, tudo o que um casal deseja é ter um filho. Uma vontade que nem sempre é possível realizar de forma natural devido a um motivo ou outro. E a alternativa para aumentar a família é contar com a ajuda da medicina reprodutiva. Pelas técnicas de reprodução humana assistida (RHA),  é possível manter ou reascender o plano de aumentar a família.

Há vários procedimentos, considerados de baixa ou alta complexidade, pelos quais é possível conceber um filho. A escolha do ideal para gerar o bebê não é feita aleatoriamente pelo casal. Muito pelo contrário, requer o acompanhamento de um médico especialista em reprodução assistida, até por quê cada procedimento é indicado de acordo com o problema identificado como sendo o entrave para a concepção natural.

Quais são os procedimentos de baixa complexidade

A chance de um casal com problemas de fertilidade engravidar por intermédio dos tratamentos de baixa complexidade é em torno de 25%. Esses tratamentos incluem a relação programada e a inseminação intrauterina, e a principal diferença entre eles está na maneira como o espermatozoide chega ao óvulo.

Na relação programada, as tentativas de concepção são feitas de maneira natural – após estimulação ou não da ovulação, com controle de US para sabermos exatamente o dia da ovulação. Na inseminação intrauterina – após estimulação mínima dos ovários, também com controle de US –  é o médico que libera os espermatozoides dentro do útero com o auxílio de um cateter. Após 15 dias da realização dos procedimentos, já é possível realizar o exame de sangue para conferir se o resultado foi positivo.

Quais são os procedimentos de alta complexidade

A possibilidade de a mulher submetida a um procedimento de alta complexidade engravidar é de 40%. A exceção são as mulheres com idade superior a 35 anos. Isso ocorre devido a falta de qualidade que um óvulo mais velho detém.

As técnicas de fertilização in vitro (FIV) clássica e de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) são as que a medicina reprodutiva considera como sendo de alta complexidade. Apesar de serem semelhantes, cada uma detém um procedimento próprio para ser realizado em laboratório e é isso o que as diferencia.

Na FIV clássica os óvulos e espermatozoides colhidos previamente são postos juntos em uma placa no laboratório para que ocorra a fertilização. Na ICSI esse processo laboratorial ocorre de outra forma. É o embriologista quem faz a fecundação, ao injetar o espermatozoide dentro do óvulo.

O embrião originado na concepção, por qualquer método de Fertilização In Vitro, é transferido para o útero da mulher por meio de um cateter, por via vaginal. O procedimento é bem simples, semelhante à coleta feita em um exame preventivo. O resultado aparece depois de 12 dias, quando já é possível identificar pelo exame de sangue se a mulher está realmente grávida.

As tecnologias de reprodução assistida têm sido amplamente utilizadas no Brasil. Como funcionam os tratamentos em reprodução humana, a equipe da Fecondare explica no e-book Tratamentos em Reprodução Humana, do qual pode ser feito o download gratuitamente.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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