A infertilidade é um problema real para muitos casais. O melhor caminho é buscar ajuda médica especializada a fim de superar essa dificuldade. Muitas vezes a fertilização in vitro (FIV) aparece como solução – procedimento no qual o óvulo e o espermatozoide se encontram fora do corpo da mulher após terem sido extraídos de ambos os parceiros ou doadores. Essa técnica pode ser precedida pela estimulação de ciclos de ovulação, na tentativa de facilitar o processo.
Assim, a estimulação ovariana tem a intenção de garantir a formação de óvulos viáveis para serem extraídos e posteriormente utilizados na FIV, a partir de óvulos maduros retirados dos ovários. O que ocorre é que muitas vezes essas células não estão prontas para serem estimuladas e, se assim o forem, podem comprometer a futura tentativa de fertilização.
Um recente estudo comparou as característias dessas células em mulheres que passaram pela estimulação ovariana artificial e naquelas que não tiveram este estímulo adicional, com o objetivo de analisar em qual situação daria mais certo a fertilização feita posteriormente, ou melhor, em qual grupo de mulheres os óvulos formados seriam mais viáveis.
Foram de fato observadas diferenças hormonais e diferenças genéticas entre eles. Acredita-se que esses hormônios tenham um papel significativo na qualidade do óvulo e na viabilidade da ovulação. Após análise dos resultados, concluiu-se que as técnicas de estimulação ovariana promovem, sim, uma modificação no microambiente da célula que se tornará o óvulo, apesar de não comprometerem de fato a sua habilidade de fertilizar nem a forma do embrião que resultará dele.
Os achados da pesquisa não podem ser interpretados como algo decisivo, apontam os próprios autores, pois, nas mulheres sob estimulação ovariana, apenas um de seus óvulos foi estudado e, portanto, não se sabe ainda se as diferenças observadas são prevalentes naquele grupo de células assim como se a diferença na qualidade delas superaria a vantagem de se ter uma quantidade maior de óvulos para se tentar a fertilização.
Qualquer que seja a causa da infertilidade, existem diversas opções as quais o casal pode recorrer. A técnica de FIV, precedida ou não por estimulação ovariana, pode muitas vezes ser a melhor delas. A ciência ainda está buscando novas técnicas e maneiras de aperfeiçoar as já existentes com a finalidade de ajudar esses casais, por isso o médico especialista é fundamentalmente o melhor recurso para eles.
Dr. Jean Louis Maillard (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107) salienta que a hiperestimulação ovariana controlada traz-nos uma maior capacidade de escolha de óvulos a serem fertilizados, o que culmina numa melhor escolha de embriões para a transferência. “Não acredito que o ciclo espontâneo possa ser a primeira opção nos ciclos de fertilização, mas a transferência de menor numero de embriões, esta sim.”, finaliza Dr. Jean.