Aborto espontâneo: quando há risco de perder o bebê?

Publicado em: 25 de Janeiro de 2017

Aborto espontâneo: quando há risco de perder o bebê?

O risco de perder o bebê é um receio existente em todas as mulheres grávidas, principalmente no início da gestação. Não interessa o quão saudável seja ou o quanto cuide da saúde, toda gestante espera ansiosamente o primeiro trimestre da gravidez passar para respirar mais aliviada e afastar de vez o medo de que algum aborto espontâneo ocorra.

A preocupação é ainda maior em mulheres que só conseguiram engravidar após fazer fertilização in vitro, inseminação artificial ou outro tratamento em reprodução humana assistida. A probabilidade de um aborto acontecer nesses casos é a mesma de qualquer outra gravidez, em condições normais.

O que está relacionado ao risco de perder o bebê?

A maior parte dos abortos  ocorre devido à fatores genéticos. Claro que os hábitos não saudáveis da mãe são prejudiciais à saúde do bebê, mas não são a principal causa da interrupção espontânea da gravidez.

O risco de perder o bebê está mais relacionado à anomalias no feto do que a qualquer outra coisa e não é algo sobre o qual a mulher possa ter controle. Grande parte das malformações são resultado de uma célula ou embrião com o número inadequado de cromossomos e é justamente essa alteração que provoca o aborto espontâneo.

A possibilidade de haver mutações nos cromossomos aumenta com a idade. Mulheres acima dos 35 anos estão mais suscetíveis ao problema e, consequentemente, a sofrerem um aborto espontâneo.

Outra possível condição que impede a gestação de prosseguir chama-se “gestação anembrionada”, também desencadeada por anomalias nos cromossomos e que pode ser caracterizada pela não formação do embrião ou pelo não desenvolvimento deste. Os sinais de que é esse o problema são a ausência repentina dos sintomas normais da gravidez e um sangramento vaginal castanho-escuro.

Outros fatores que também podem representar um risco de perder o bebê são infecções e problemas hormonais ou de saúde da mãe (por exemplo, diabetes mal controlados, lúpus ou doenças da tiróide).

Os hábitos não saudáveis da mãe também podem aumentar as chances dela ter um aborto espontâneo durante o primeiro trimestre. Ingerir bebidas alcoólicas, fumar ou usar drogas ilíticas ampliam o risco da perda. O uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios e aspirinas também estão na lista de coisas perigosas a se fazer durante a gravidez.

A mulher grávida que perceber qualquer alteração que pareça anormal para a gestação deve recorrer ao médico para realizar os exames necessários para verificar se está tudo bem com o bebê. É a forma mais segura de saber se há risco de perder o bebê e contornar a situação, quando possível.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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