Sintomas da tricomoníase: DST relacionada à infertilidade

Publicado em: 13 de Janeiro de 2018

Sintomas da tricomoníase: DST relacionada à infertilidade

Causada pelo parasita trichomonas vaginalis, a tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível (DST). É importante estar atento aos sintomas da tricomoníase para evitar possíveis complicações. Da mesma forma, é importante saber que é possível uma pessoa apresentar essa e outras DSTs sem apresentar todos os sintomas associados a ela. No entanto, na aparição de uma ou outra sinalização, fique atento e esteja pronto a procurar um médico especialista. Assim, é possível evitar complicações.

Sintomas da tricomoníase manifestados por cada sexo

Nas mulheres

  • Aparecem durante ou após o período menstrual;
  • provocam dor durante as relações sexuais;
  • causam coceira na área vaginal;
  • em alguns casos, surge coceira na parte interna das coxas;
  • geram dificuldade e/ou dor para urinar;
  • desencadeiam corrimento vaginal de cor amarelada ou esverdeada espumosa, com um  cheiro forte característico.

Nos homens

  • Provocam queimação após ejacular;
  • causam queimação após urinar;
  • geram coceira e dor na uretra;
  • provocam presença de corrimento uretral.

 

A tricomoníase é transmitida por meio de sexo vaginal sem proteção. Qualquer pessoa sexualmente ativa pode contrair a doença. O contágio não ocorre pelo sexo oral ou anal, nem por beijos e outros contatos mais superficiais. No entanto, a utilização de utensílios sexuais durante o sexo podem ser um veículo para o parasita causador da doença.

A tricomoníase pode ser confundida com a candidíase, o que é um perigo para o paciente, já que necessita de urgência no tratamento. É importante que o especialista que tratar a doença insista em realizar exames laboratoriais de análise da secreção vaginal e o papanicolau, que verifica a saúde do colo do útero.

A eficiência no diagnóstico é fundamental para que a doença não seja confundida com outras, semelhantes. O tratamento da tricomoníase é feito com antibióticos. Ambos os parceiros devem ser medicados, mesmo que não apresentem sintomas.

Durante e após o tratamento, considera-se fundamental a abstinência sexual por um determinado período, segundo orientações do médico. Esse período pode variar, mas de uma maneira geral, a recomendação é que se evite o contato sexual durante duas a três semanas após o término do tratamento medicamentoso. Assim que voltar a ter relações sexuais, é importante que qualquer desconforto seja seguido de um maior tempo de reclusão sexual, para que o organismo se recupere.

Complicações

Se houver o contágio por trichomonas e a pessoa for saudável, o tratamento surte efeito e não causa complicações. Em casos demasiadamente graves, pode levar à anemia, destruição do sistema hematopoiético, exaustão, perda de visão e hipoxia geral.

 

Nas mulheres, as possíveis complicações podem levar a:

  • endometrite (inflamação do útero);
  • salpingite (inflamação das trompas);
  • cistite;
  • adesões que inflamam os ovários;
  • pielonefrite;
  • aborto espontâneo;
  • complicações pós-natais;
  • nascimento de crianças com deficiência.

Em alguns casos, a mucosa vaginal infectada pode enfraquecer o colo do útero e a probabilidade de contrair outras infecções aumenta. Além disso, a tricomoníase se caracteriza como porta de entrada para clamídia, podendo causar infertilidade. Isso acontece pois o protozoário da tricomoníase é parecido com um espermatozóide, por apresentar uma cauda que abre caminho para a clamídia seguir pelo canal do útero.

Os homens podem apresentar:

  • disfunções sexuais;
  • prostatite;
  • inflamação do pênis;
  • viabilidade de espermatozoides reduzida;
  • infertilidade.

 

Também pode aumentar as chances de desenvolver câncer de próstata, principalmente quando a doença é negligenciada, geralmente por não apresentar sintomas. Isso acontece pois o trichomonas vaginalis ativa um grupo de proteínas que pode levar a uma reação em cadeia e ao consequente aparecimento do tumor.

Previna-se da tricomoníase

Caso uma pessoa já tenha tido a doença e tiver sido medicada, isso não significa que esteja imune à tricomoníase. A melhor maneira de se proteger contra a infecção por trichomonas é o sexo com camisinha, seja vaginal ou anal. Caso utilize acessórios na hora do sexo, é indispensável o uso do preservativo, assim como lavá-los após a utilização. Outro cuidado importante é fazer exames regulares, a cada seis meses, além de procurar um médico caso algum sintoma estranho se manifeste.

Conteúdo atualizado em: 20 de agosto de 2018

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