29/04/2019

Doença auto-imune dificulta a gravidez?

Uma doença autoimune é caracterizada por uma condição que resulta de uma defesa imunitária anormal em que o corpo ataca o próprio organismo na tentativa de defendê-lo de algum agente prejudicial. Basicamente, qualquer parte do corpo pode ser afetada, podendo causar diferentes sintomas no paciente.

As doenças autoimunes podem afetar tanto pacientes do sexo masculino quanto feminino, mas nas mulheres, algumas doenças podem aparecer com mais frequência. Além de afetar a saúde, existem doenças autoimunes que podem dificultar a gravidez. 

Quais são as doenças autoimunes que dificultam a gravidez?

Uma doença autoimune nem sempre representa um risco para a gravidez, mas em outros casos, ela pode torná-la bem mais difícil de acontecer. Saiba quais são as doenças mais comuns!

Doença de Graves

Trata-se de uma doença em que anticorpos anormais estimulam a produção excessiva de hormônio da tireoide. Durante a gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e estimular a glândula tireoide do bebê, resultando em aumento de frequência cardíaca e fazendo com que o feto não atinja o tamanho esperado. Além disso, o problema pode provocar o aumento de líquido nas membranas que envolvem o feto, aumentando os riscos de parto prematuro.

Síndrome do anticorpo antifosfolipídeo 

Essa doença provoca hipertensão nas gestantes e pode fazer com que o feto não se desenvolva normalmente. Em casos mais graves, a Síndrome provoca coágulos sanguíneos que podem resultar em aborto espontâneo ou natimorto. O problema pode ser tratado com anticoagulantes e com uma baixa dose de aspirina. 

Lúpus

O lúpus é uma doença autoimune que pode acometer mulheres adultas não gestantes. No entanto, ao engravidar, o quadro da doença pode se agravar. Pacientes que têm lúpus podem sofrer abortos espontâneos, partos prematuros ou afetar o desenvolvimento do feto. Se houver complicações mais graves, como lesão renal ou hipertensão arterial, a doença pode representar maior risco de vida para o feto e para a gestante. 

Trombocitopenia imune

A doença provoca uma diminuição do número de plaquetas na corrente sanguínea, comprometendo o processo de coagulação e aumentando as chances de causar hemorragia, tanto na gestante quanto no bebê. O tratamento deve ser realizado por meio da administração de corticosteroides para aumentar o número de plaquetas e melhorar a coagulação.

Doenças autoimunes podem se manifestar durante a gravidez?

A gravidez é um período que mexe com todo o organismo da mulher e o torna mais suscetível a uma série de problemas, dentre eles as doenças autoimunes. Se elas aparecerem durante a gestação, é importante conversar com um profissional para conhecer os riscos de levar a gravidez adiante. 

A boa notícia é que com o acompanhamento correto e o uso de medicamentos adequados, além de seguir à risca as recomendações médicas, é possível prosseguir com a gravidez e garantir a saúde de mãe e filho. 

É possível engravidar tendo uma doença autoimune?

Sim. Apesar de representar maior risco para a gestante e para o bebê, as doenças autoimunes podem ser acompanhadas e controladas durante a gestação. No entanto, é sempre importante que a grávida redobre a atenção no período gestacional e fique atenta a qualquer sinal de piora.

Quando desejar engravidar, também é importante deixar claro para o ginecologista que você possui uma doença autoimune. Caso o diagnóstico surja durante a gravidez é preciso ter em mente que, além do ginecologista, poderá ser necessário o acompanhamento de outros especialistas da saúde.

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Publicado por: Dr. Ricardo Nascimento - Ginecologista - CRM-SC 3198 e RQE 2109
CRM 3198 e RQE 2109  Ginecologista Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1981. Residência Médica na Maternidade Carmela Dutra- Secretaria Estadual de Saúde-SC, em 1982- 1983. Estágio de Especialização em Reprodução Humana na Universidade Federal do Paraná- Departamento de Tocoginecologia – Serviço do Prof. Rosires Pereira de Andrade, em 1984. Título […]

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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