Publicado em 19/07/2016 - Atualizado 26/07/2019

O que é uma gestação de alto risco?

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Você já ouviu falar em gestação de alto risco? Ela é assim chamada quando há algo que aumente as chances de haver complicações durante a gravidez ou no parto, colocando a vida da mãe ou do bebê em risco. Esses riscos, na maioria das vezes, são detectados durante a realização do pré-natal, destacando ainda mais a importância desse procedimento. Estima-se que de 15 a 20% das mulheres grávidas apresentem problemas.

O que pode levar a mulher a ter uma gravidez de alto risco?

Algumas mulheres já têm alguma doença antes da gravidez e outras desenvolvem o problema durante a gestação e colocam em risco a sobrevivência do feto, ou seja, é uma gestação de alto risco. Mulheres com mais de 35 anos ou portadoras de doenças como as cardíacas, renais, diabetes, hipertensão arterial, entre outras doenças crônicas são colocadas no grupo de gravidez de risco e se não tomarem cuidados, poderão ter uma gestação de alto risco. Quando já há problemas antes de engravidar, eles podem piorar durante a gestação.

O outro grupo de risco é o composto por mulheres saudáveis que apresentam problemas após se tornarem gestantes, como é o caso das síndromes hipertensivas, das doenças infecciosas maternas e fetais, da diabetes gestacional e do diagnóstico de malformações do feto.

Como evitar problemas?

Quem já tem um problema de saúde deve procurar um médico quando estiver programando a gravidez. Com isso, ele poderá orientar quanto aos riscos e cuidados a serem tomados para evitar complicações para a mãe e para o bebê. Claro que nesse caso o acompanhamento médico frequente durante toda a gestação é de extrema importância, visando garantir a saúde da gestante e do feto.

Além disso, ao consultar um médico antes, será possível até alterar medicamentos. Por exemplo, alguns medicamentos usados para tratamento da hipertensão arterial são contraindicados para a gestante, ou seja, a mulher que quer ter filhos não poderá tomar essa medicação.

Já as mulheres saudáveis não devem descuidar do pré-natal. É importante que você saiba que nas primeiras semanas dificilmente você apresentará alguma nova doença gestacional. É no decorrer dos meses que elas surgem e precisam ser diagnosticadas com rapidez. Por exemplo, a hipertensão ocorre depois da 20ª semana de gestação. Já a diabetes gestacional costuma acontecer após a 26ª semana.

As recomendações médicas irão variar a cada caso. Ao mesmo tempo em que algumas gestantes precisam de repouso absoluto, outras devem se exercitar com acompanhamento profissional para melhorarem. Caso o acompanhamento e o tratamento não sejam feitos, o feto pode morrer, há risco de parto prematuro, pode ocorrer má-formação fetal ou até causar complicações metabólicas e glicêmicas no bebê.

É por isso que não importa a idade da gestante ou as condições atuais de saúde, o pré-natal é essencial para garantir a vida e a saúde da mãe e do bebê. É através dele que as doenças serão diagnosticadas no início e que o melhor tratamento poderá ser realizado.

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Publicado por: Equipe Fecondare

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