O café, a fertilidade e a gestação

Publicado em: 7 de junho de 2013

O café, a fertilidade e a gestação

O consumo do café faz parte de nossa cultura há séculos, e é muito comum na população feminina adulta jovem. A cafeína também está nos chocolates, nos refrigerantes, em alguns tipo de chás e em muitas medicações. Acreditava-se que ela estava associada à queda da fertilidade na mulher e que, se consumida em excesso durante a gravidez, poderia acarretar diversos problemas para o feto, como malformações, crescimento restrito, aborto espontâneo, natimorto (quando o feto morre antes de ser completamente expulso do corpo da mulher durante o parto) e que efeitos a longo prazo também poderiam estar presentes.

Embora não se saiba como, a cafeína pode influenciar no insucesso da fertilização in vitro (técnica de reprodução assistida), mas não há estudos suficientes que comprovem isso. O que se sabe é que seu consumo excessivo está associado a um menor número de óvulos que conseguem ser retirados para o procedimento, assim como também a uma menor qualidade do embrião produzido. Apesar de ainda faltarem evidências científicas maiores para essa afirmação! Até o momento não há relação entre a cafeína e a infertilidade masculina.

Em relação à gravidez, sabe-se que cafeína é eliminada mais lentamente pela mulher que é gestante, e que ela se acumula nos tecidos fetais, e por ele também não é facilmente eliminada. É possível que a cafeína dificulte o acesso do feto ao oxigênio enviado pela mãe. Aparentemente não há influência sobre a taxa de aborto espontâneo, sobre o crescimento do feto ou sobre a taxa de natimorto. Também não está associada a parto prematuro ou a anormalidades fetais.

Sabe-se que o consumo a longo prazo do café está associado a menores taxas de diabetes gestacional e também de pre-eclâmpsia (doença específica da gestação relacionada ao aumento da pressão arterial). Os efeitos a longo prazo na criança que poderiam ser decorrentes do consumo da cafeína na gestação, como déficit de atenção, leucemia, câncer testicular entre outros, não estão comprovados.

Em relação à amamentação, o consumo de até três xícaras de café por dia está liberado, embora já se tenham relatos de associação com irritabilidade e alterações no sono no bebê. Como as pesquisas ainda são insuficientes para garantir os resultados, a recomendação é a de que as mulheres que estão tentando engravidar consumam no máximo 200 mg de cafeína por dia, e que tenham um consumo moderado durante a gestação.

Conteúdo atualizado em: 16 de Fevereiro de 2017

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