Teste Genético Pré-Implantacional

Conteúdo revisado pela equipe médica da Fecondare · Atualizado em

O teste genético pré-implantacional (PGT) analisa algumas células do embrião formado na FIV antes da transferência para o útero. O PGT-A verifica alterações no número de cromossomos, como as que causam a síndrome de Down. O PGT-M investiga uma doença genética específica que já existe na família. É indicado principalmente para mulheres acima dos 35 anos, casais com abortos de repetição ou falhas de implantação e casais com doença genética conhecida. Na Fecondare, em Florianópolis (SC),o teste é feito durante o ciclo de FIV.

Um dos avanços mais recentes da ciência reprodutiva é o Teste Genético Pré-Implantacional (PGT-A), uma técnica avançada de diagnóstico que permite uma série de análises de predisposição para doenças genéticas e cromossômicas.

Antes de mais nada, é importante entender o que é a reprodução assistida e quais suas técnicas principais. Dessa forma, podemos aprofundar como funciona o PGT-A e qual sua importância na reprodução humana.

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) define a reprodução assistida como todo processo reprodutivo assistido feito com a ajuda da medicina. Ou seja, utiliza um conjunto de técnicas para auxiliar um casal infértil a engravidar.

Portanto, antes da realização do Screening Genético Pré-Implantacional (PGT-A), o profissional precisa analisar o quadro de cada paciente e realizar todo o tratamento necessário.

Como funciona o PGT-A

A genética exerce uma forte influência na saúde e, por esse motivo, a medicina reprodutiva segue trabalhando cada vez mais com os geneticistas no aconselhamento pré-concepcional. Mas, por que existe essa importância?

Existem muitas pessoas que são portadoras de alguma deficiência, e com isso, as chances de uma possível transmissão para o embrião são bem grandes. O PGT-A é um procedimento que irá prevenir essa transmissão, além de oferecer outros benefícios.

Portanto, antes da transferência dos embriões para o útero, é feito uma avaliação por meio da coleta de quatro a oito células (do total de aproximadamente 200 a 300) que o embrião apresenta.

As células obtidas nessa etapa são fundamentais para as informações sobre a genética do embrião. Dessa forma, os casais que apresentem chances de gerar filhos com doenças genéticas, podem saber através desse exame.

O PGT-A detecta alterações no número de cromossomos, como as que causam as síndromes de Down e de Edwards. Já o PGT-M investiga doenças de um gene só, como a hemofilia e a distrofia muscular, quando elas já existem na família.

O PGT-A é um exame fortemente recomendado para casais com mulheres com idade avançada, acima dos 40 anos. E, também, quando um dos parceiros apresenta alterações cromossômicas avaliadas pelo exame cariótipo.

Teste genético na Fecondare

O teste é feito durante a fertilização in vitro. No laboratório, a equipe de embriologia retira algumas células do embrião, que são enviadas para análise genética, e o embrião fica congelado até o resultado. Com o resultado, o médico conversa com o casal sobre quais embriões transferir.

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Perguntas frequentes sobre Teste Genético Pré-Implantacional

O que é o PGT-A (teste genético pré-implantacional) e para quem é indicado?

O PGT-A analisa os embriões antes da transferência, verificando alterações cromossômicas. É indicado principalmente para mulheres acima de 35 anos e casais com histórico de aborto de repetição ou falhas de implantação. Conheça o teste genético pré-implantacional

Quantos embriões podem ser transferidos por tentativa?

Pela Resolução CFM nº 2.320/2022: até 37 anos, no máximo 2 embriões; acima de 37 anos, até 3. Embriões euploides (geneticamente testados): até 2, em qualquer idade. O objetivo é equilibrar chance de gravidez com a segurança da gestação. Saiba mais sobre a fertilização in vitro

O que fazer em casos de falha de implantação ou aborto de repetição?

Esses casos pedem investigação adicional, incluindo exames genéticos do casal e dos embriões e avaliação uterina. A equipe médica revisa o protocolo anterior para ajustar a estratégia da próxima tentativa. Saiba mais sobre o aborto de repetição

Posso escolher o sexo do bebê?

Apenas em casos clínicos específicos, quando há risco de doenças genéticas ligadas ao sexo. Não é permitido por escolha pessoal. Leia: posso escolher o sexo do bebê?

O teste genético pré-implantacional pode ser feito sem FIV?

Não. O PGT analisa embriões formados em laboratório, então faz parte de um ciclo de FIV.

Quanto custam os tratamentos de reprodução assistida?

As normas do Conselho Federal de Medicina não permitem divulgar valores de procedimentos médicos. O valor depende do protocolo de medicação, dos exames e do número de ciclos, e é apresentado em um orçamento personalizado na consulta.

Veja todas as perguntas frequentes

Equipe responsável: ginecologistas especialistas em reprodução humana, certificados pela SBRH e pela SBRA. Diretor técnico médico: Dr. Jean Louis Maillard, CRM-SC 9987, RQE 5605. Conheça a equipe

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