Publicado em 03/03/2021 - Atualizado 15/03/2021

Não quero ser mãe agora: conselhos para quem deseja adiar a gravidez

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Para muitas mulheres, os estudos, a realização profissional e a independência financeira importam mais do que a maternidade. Isso não significa que elas não queiram engravidar — elas apenas não querem ser mães antes de concretizar objetivos que não envolvem filhos (ou que seriam mais difíceis de realizar sendo mães). Mas, apesar dessa escolha ser bem mais comum hoje em dia, ouvir de uma mulher a afirmação “não quero ser mãe agora” ainda pode desencadear uma avalanche de julgamentos.

Neste artigo, mostramos porque planejar bem esse tipo de escolha é imprescindível para não se arrepender. Continue a leitura e descubra como é possível postergar a decisão de ser mãe para um momento mais oportuno!

É impressão ou existe uma tendência de adiamento da maternidade?

A tendência é real. Nos últimos anos, a maternidade deixou de ser vista como uma obrigação para se tornar mais uma opção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam o aumento do número de mulheres que decidem esperar mais para se tornarem mães.

Uma análise comparando os anos de 1998, 2008 e 2018 no Brasil mostrou que a quantidade de mulheres que se tornaram mães entre 20 a 24 anos vem caindo progressivamente. Ao mesmo tempo, o grupo das que se tornaram mães com 30 ou mais tem aumentado.

Quais são as consequências do adiamento da gestação?

Tudo bem a mulher querer adiar a gravidez. Não há nada de errado nisso. Mas se os anos forem passando, a queda na taxa de fertilidade poderá, simplesmente, inviabilizá-la.

Por isso, é importante que essa decisão seja tomada conscientemente, após serem levantadas e consideradas todas as possibilidades e implicações envolvidas ao se postergar a gestação. Mas onde encontrar essas informações?

Bem, a mulher em idade reprodutiva e com vida sexual ativa é orientada a agendar uma consulta com o ginecologista, ao menos, uma vez por ano. O intuito é acompanhar como está seu estado geral de saúde.

A consulta pode ser um bom começo dessa busca por informações. Assim como a mulher que quer engravidar vai ao médico para ser orientada quanto aos cuidados necessários para conceber o bebê, aquela que pretende adiar a maternidade deve conversar com seu ginecologista acerca do seu desejo de ainda não querer ser mãe. Muitas vezes, o médico a aconselhará conversar com um especialista em reprodução humana assistida.

Por que o “não quero ser mãe agora” precisa ser bem pensado?

Afirmar “não quero ser mãe nunca” é bem diferente de dizer “não quero ser mãe agora”. O motivo é simples: mesmo que existam procedimentos, como o congelamento de óvulos e embriões, realizados em clínicas de reprodução humana, que aumentam as chances de uma gravidez tardia, eles têm um limite de idade para serem viáveis. Na prática, quanto mais cedo as células reprodutivas forem criopreservadas, melhor.

Biologicamente, o ideal é que a mulher engravide até os 35 anos. O mesmo vale para o congelamento de gametas. Acima dessa idade, a gravidez não deixa de ser uma possibilidade, mas as chances de ela acontecer são bem menores — e diminuem ainda mais com o passar dos anos.

Por isso, dependendo do quanto a gravidez for adiada, vale a pena se informar sobre quais são as possibilidades para que a maternidade aconteça sem problemas (no momento que a mulher considerar oportuno). Dessa maneira, a chance de ter um filho biológico não é perdida por falta de informação.

Como os especialistas em reprodução humana assistida podem ajudar?

A equipe de especialistas em reprodução humana assistida é multidisciplinar. Além do ginecologista e do embriologista, ela costuma ter psicólogos com capacitação específica à disposição das pacientes.

Esses profissionais são essenciais para atender às necessidades psíquicas das mulheres que, de alguma forma, planejam engravidar. Para elas, realizar um bom acompanhamento psicológico, de modo a compartilhar questionamentos e reflexões, é muito benéfico, principalmente em um momento que mobiliza sentimentos tão intensos e particulares.

Muitas vezes, a orientação e o carinho desses profissionais substituem o apoio da família, que pode não entender a decisão da mulher. O importante é que, ao afirmar “não quero ser mãe agora”, que as mulheres se sintam tranquilas e saibam que não estão abrindo mão de nada. Estão apenas assumindo o controle das suas vidas com maturidade e consciência, com a certeza de que cada etapa tem a sua hora.

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Publicado por: Equipe Fecondare

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