Fertilização In Vitro
Conteúdo revisado pela equipe médica da Fecondare · Atualizado em
A fertilização in vitro (FIV) é a técnica em que óvulos e espermatozoides são unidos em laboratório e o embrião formado é transferido para o útero. É indicada em casos como obstrução das trompas, endometriose, alterações importantes no sêmen e baixa reserva ovariana, ou quando tratamentos mais simples não deram resultado. Do início da estimulação ao exame que confirma a gravidez, o ciclo leva de 4 a 6 semanas.
A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida mais conhecidas e eficazes no tratamento da infertilidade. Quando um casal enfrenta dificuldades para engravidar de forma espontânea — mesmo após avaliação médica e tratamentos adequados — a FIV pode representar uma alternativa segura e bem-estabelecida.
De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo definida como a incapacidade de conceber após 12 meses ou mais de relações regulares sem contracepção.
O que é a fertilização in vitro?
A fertilização in vitro (FIV) é um procedimento em que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre em ambiente laboratorial. Após a formação dos embriões, eles são cultivados por alguns dias e depois transferidos para o útero da mulher para que possam se implantar e evoluir para uma gestação bem-sucedida. Veja também mitos e verdades sobre a FIV.
FIV na Fecondare
- Quem conduz: ginecologistas especialistas em reprodução humana, certificados pela SBRH e pela SBRA, com uma equipe de embriologistas sob a direção da Dra. Fernanda Souza Peruzzato. Diretor técnico médico: Dr. Jean Louis Maillard (CRM-SC 9987, RQE 5605). Conheça a equipe
- Onde: no Baía Sul Medical Center, dentro de um complexo hospitalar no Centro de Florianópolis. A coleta dos óvulos é feita com sedação.
- Apoio emocional:acompanhamento psicológico com psicóloga especializada em reprodução assistida.
- Primeiro passo: uma consulta de avaliação do casal ou da paciente, com os exames iniciais. A partir dela, o médico indica se a FIV é o tratamento certo ou se há uma opção mais simples. Agende sua consulta
Quando a FIV é indicada?
A fertilização in vitro é recomendada quando outras tentativas de engravidar não têm sucesso, especialmente em casos como:
- Obstáculos nas tubas uterinas, como obstruções ou aderências
- Endometriose com comprometimento tubário
- Baixa contagem ou qualidade espermática
- Falência ovariana precoce
- Homens vasectomizados
- Casais homoafetivos e uso de gametas doados
A indicação deve sempre ser feita por um especialista em reprodução humana, com avaliação individualizada de cada caso.
Como a fertilização in vitro é realizada?
O processo envolve várias etapas (veja também as orientações gerais sobre o tratamento de FIV, em e-book):
- Estimulação ovariana: hormônios são administrados para estimular múltiplos folículos a se desenvolverem.
- Coleta dos óvulos: realizada por punção transvaginal com auxílio de ultrassom.
- Coleta do sêmen: por ejaculação ou punção testicular, quando necessário.
- Fecundação em laboratório:
- FIV convencional: encontro natural entre óvulo e espermatozoides em meio de cultura.
- ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides): um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo — técnica ideal em casos de fator masculino severo.
- Cultivo embrionário: embriões são cultivados por até sete dias.
- Transferência embrionária: os melhores embriões são transferidos para o útero. Os embriões excedentes de boa qualidade podem ser congelados para uso futuro.
Após 10 a 12 dias da transferência, é possível realizar exame de sangue para confirmar a gravidez.
Taxas de sucesso e fatores que influenciam o resultado
A eficácia da fertilização in vitro depende de diversos fatores, como idade da mulher, qualidade dos gametas, receptividade endometrial e causas da infertilidade.
Estatísticas clínicas indicam que:
- Mulheres até 35 anos têm chances maiores de sucesso por ciclo de tratamento.
- A taxa de sucesso diminui gradualmente com a idade.
Além disso, aspectos como alimentação adequada, controle do peso corporal e hábitos de vida saudáveis contribuem positivamente para os resultados da FIV.
Possíveis efeitos colaterais
A maioria dos efeitos relacionados à fertilização in vitro é temporária. O principal risco é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO), causada pelos hormônios da estimulação, que pode resultar em sintomas como dor abdominal e inchaço.
Complicações graves, como trombose ou infecções, são raras, especialmente com os protocolos modernos de tratamento.
Uso de gametas doados e criopreservação
Em casos de ausência de produção de gametas próprios, a utilização de óvulos ou espermatozoides doados é uma opção válida e segura.
Além disso, a fertilização in vitro pode aproveitar gametas congelados, que mantêm suas características biológicas após a criopreservação.
Quantos embriões podem ser transferidos?
Segundo a Resolução CFM nº 2.320/2022, o número de embriões transferidos com segurança varia conforme a idade:
- Até 37 anos: até 2 embriões
- Acima de 37 anos: até 3 embriões
- Embriões euploides (geneticamente testados): até 2, em qualquer idade
Essas diretrizes buscam equilibrar as chances de sucesso com a redução de riscos de múltiplas gestações.
Onde realizar a fertilização in vitro
O ideal é o casal buscar uma clínica especializada em reprodução humana assistida que possua equipe técnica qualificada, equipamento moderno e estrutura adequada. Geralmente, a indicação de familiares, amigos e conhecidos é um bom começo para esta busca, mas não deve ser o único. Há os recursos da internet que podem ser usados para pesquisar sobre as clínicas existentes e os profissionais que atuam nelas, e nosso artigo que fala sobre os critérios para escolher uma clínica de fertilização.
A Fertilização in Vitro é uma técnica que tem ajudado muitos casais a viver o sonho de serem pais e mães. Realizá-la requer conhecimento do tratamento e prática nas técnicas de reprodução humana assistida. Nunca deve ser feita por um médico que não seja especialista, nem enquanto o homem, mas principalmente a mulher, não se sentir segura para fazê-la.
Se você está pensando em fazer FIV ou quer entender se ela é indicada para o seu caso, agende uma consulta com a equipe da Fecondare.
Leia também
- Como funciona a FIV: as etapas explicadas passo a passo
- FIV ou ICSI: entenda a diferença
- FIV ou inseminação artificial: qual é indicada para você?
- Quantas tentativas de FIV são necessárias?
- Sintomas após a FIV
- FIV com óvulos doados: como é?
Perguntas frequentes sobre Fertilização In Vitro
Na inseminação artificial, o sêmen preparado em laboratório é depositado diretamente no útero e a fecundação acontece dentro do corpo. Na FIV, óvulos e espermatozoides são unidos em laboratório e o embrião formado é transferido para o útero, sendo indicada em casos de infertilidade mais complexa. Entenda as diferenças entre inseminação e FIV
O ciclo passa por estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fecundação em laboratório, cultivo dos embriões por até 7 dias e transferência para o útero. Do início ao exame de sangue que confirma a gravidez, o processo leva entre 4 e 6 semanas. Veja o passo a passo da FIV
As normas do Conselho Federal de Medicina não permitem que clínicas divulguem valores de procedimentos médicos publicamente. Por isso, você não vai encontrar uma tabela de preços aqui ou em nenhuma clínica séria. O valor final depende do protocolo de medicação, dos exames necessários e do número de ciclos. Na consulta inicial, a equipe da Fecondare apresenta um orçamento personalizado para o seu caso.
Na Fecondare, geralmente até três ciclos são recomendados antes de reavaliar outras opções de tratamento. Muitos casais engravidam com ajustes personalizados de protocolo entre uma tentativa e outra, sempre acompanhados de perto pela equipe médica. Entenda quantas tentativas de FIV podem ser necessárias
Segundo dados da própria Fecondare, mulheres com até 35 anos têm cerca de 60% de chance de gravidez por ciclo, com até 6 embriões grau A disponíveis para transferência em 2 a 3 tentativas. Entre 35 e 38 anos essa taxa cai para cerca de 40%, entre 38 e 40 para 30%, e após os 40 anos para cerca de 8%. A idade é o fator isolado mais determinante para o resultado. Entenda as taxas de sucesso da reprodução assistida
Pela Resolução CFM nº 2.320/2022, a idade máxima para a reprodução assistida é de 50 anos. Exceções podem ser avaliadas pelo médico responsável, com base em critérios técnicos e científicos e após esclarecer os riscos à paciente. Como as taxas de sucesso caem bastante depois dos 40 anos, buscar avaliação o quanto antes amplia as opções. Leia: qual é a idade máxima para engravidar?
Sim, principalmente quando mais de um embrião é transferido. Por isso, a tendência atual é priorizar a transferência de um único embrião de boa qualidade, reduzindo os riscos de uma gestação múltipla. Saiba mais sobre gestações múltiplas
Pela Resolução CFM nº 2.320/2022: até 37 anos, no máximo 2 embriões; acima de 37 anos, até 3. Embriões euploides (geneticamente testados): até 2, em qualquer idade. O objetivo é equilibrar chance de gravidez com a segurança da gestação. Saiba mais sobre a fertilização in vitro
Esses casos pedem investigação adicional, incluindo exames genéticos do casal e dos embriões e avaliação uterina. A equipe médica revisa o protocolo anterior para ajustar a estratégia da próxima tentativa. Saiba mais sobre o aborto de repetição
No método ROPA, uma parceira fornece os óvulos e a outra gesta a criança, o que permite que as duas participem biologicamente da gravidez. Os óvulos são fecundados em laboratório com sêmen de doador e o embrião é transferido para o útero da parceira que vai gestar. A Fecondare realiza o método, e a escolha entre ROPA e outras técnicas depende da avaliação do casal. Saiba como duas mulheres podem ter um filho biológico
A coleta de óvulos é feita com sedação e a transferência embrionária é geralmente indolor. Não é necessário repouso absoluto, apenas evitar esforços físicos intensos nos dias seguintes. Veja o que esperar depois da FIV
A maioria dos efeitos é temporária, como inchaço abdominal e sensibilidade. O principal risco é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO). Complicações graves, como trombose ou infecções, são raras com os protocolos atuais. Entenda os efeitos dos hormônios no tratamento
Apenas em casos clínicos específicos, quando há risco de doenças genéticas ligadas ao sexo. Não é permitido por escolha pessoal. Leia: posso escolher o sexo do bebê?
Na FIV clássica, cada óvulo é colocado junto com milhares de espermatozoides, e a fecundação acontece sozinha. Na ICSI, o embriologista escolhe um espermatozoide e o injeta dentro do óvulo.
Não existe garantia absoluta. Cada caso é único, e o resultado depende principalmente da idade da mulher, da qualidade dos óvulos e dos espermatozoides e da causa da infertilidade.
