Qual é a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

Publicado em: 8 de agosto de 2016

Qual é a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

Quando um casal deseja engravidar de maneira espontânea, mas não consegue, mesmo depois de ter passado por uma investigação médica completa e pelos tratamentos adequados, pode utilizar uma das técnicas de Reprodução Humana Assistida (RHA) para gerar um filho biológico. Entre as disponíveis estão a Inseminação Artificial (IA) e a Fertilização in Vitro (FIV).

Diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro

Fertilização in Vitro

Pela  fertilização in vitro convencional o óvulo e o espermatozoide são colocados em uma placa de Petri, numa incubadora no laboratório de reprodução, onde as condições das trompas é simulada, para que o espermatozoide fecunde o óvulo, como ocorreria no processo natural. Ocorrendo a fecundação, os chamados pré-embriões são implantados no útero da mulher.

Os óvulos que são fecundados são coletados por uma punção transvaginal depois de o médico se certificar de que estão maduros o suficiente para serem usados na FIV. Essa conferência é feita por exames de ultrassom que são realizados periodicamente após a mulher receber os medicamentos necessários para estimular a produção de um número maior de folículos.

Os embriões obtidos com a Fertilização in Vitro ficam na incubadora por até cinco dias. Depois, são transferidos para o útero. O processo é indolor e após 12 dias já pode ser realizado o exame de sangue (Beta HCG) para confirmar a gravidez.

A outra possibilidade é de a Fertilização ser realizada por intermédio da ICSI (sigla em inglês para Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides). Neste processo, é o embriologista que introduz o espermatozoide no óvulo, com o auxílio de uma microagulha. Nesse procedimento, um único espermatozoide fecunda um único óvulo, enquanto na fertilização convencional vários espermatozoides são colocados juntos ao óvulo para que um possa fecundá-lo.

Inseminação Artificial

A inseminação artificial consiste em melhorar a capacidade dos espermatozoides em laboratório para injetá-los no útero da mulher que recebeu indução da ovulação. A técnica é utilizada nos casos em que há uma redução do número e/ou da motilidade dos espermatozoides, causando a impossibilidade de gravidez.

Nos casos em que não há como os espermatozoides utilizados no procedimento serem oriundos do próprio homem que está realizando o tratamento, há a possibilidade de usar os gametas de um doador anônimo. O material biológico pode ser adquirido em um banco de sêmen.

Tanto a amostra de esperma do próprio homem quanto a de doação é preparada no laboratório, sendo avaliada em termos de qualidade e quantidade. Depois, passa por um sistema de classificação e capacitação. Posteriormente, é colocada em uma seringa acoplada a um cateter para ser introduzido diretamente no fundo do útero, para seguir o próprio caminho pela tuba uterina.

Ou seja, a principal diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro é que na IA a fecundação é para ocorrer dentro da pelve feminina, da forma que aconteceria naturalmente. Na FIV o embrião se forma no laboratório. Somente depois da fecundação ter ocorrido, é implantado no útero.

O uso de uma ou de outra técnica de Reprodução Humana Assistida depende do motivo pelo qual o casal está tendo dificuldade para engravidar. Consultar com um médico especialista para detectar o motivo pelo qual a gravidez não ocorre naturalmente é o primeiro passo.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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