Como funciona a FIV: etapas da fertilização in vitro explicadas passo a passo

Como funciona a FIV: etapas da fertilização in vitro explicadas passo a passo

A FIV, ou fertilização in vitro, é um tratamento de reprodução assistida em que os óvulos são coletados dos ovários, fertilizados em laboratório e transferidos para o útero da mulher, onde a gravidez pode se desenvolver. Para entender como funciona a FIV, é importante saber que o processo completo dura, em média, de 4 a 6 semanas e é dividido em sete etapas: avaliação inicial, estimulação ovariana, punção folicular, fertilização em laboratório, cultivo embrionário, transferência embrionária e espera pelo resultado.

Ao longo dos anos, a FIV tornou-se uma das técnicas mais eficazes para o tratamento da infertilidade, permitindo que milhares de famílias realizem o sonho da maternidade e da paternidade. Apesar disso, ainda é comum que pacientes tenham dúvidas sobre como o processo acontece e quais são as fases envolvidas.

Neste artigo, você entenderá como funciona a FIV, quais são as principais etapas do tratamento e por que o acompanhamento de uma equipe especializada faz toda a diferença.

Etapa 1: Avaliação e planejamento

Antes de qualquer medicação ou procedimento, o médico realiza uma avaliação completa do casal. Para a mulher, os principais exames incluem dosagem de hormônios para avaliação da reserva ovariana (AMH e FSH) e ultrassonografia transvaginal. Para o parceiro, o exame essencial é o espermograma.

Com os resultados em mãos, o médico define o protocolo de estimulação mais adequado para cada caso, porque a FIV não é igual para todas as mulheres. Cada protocolo é personalizado de acordo com a idade, reserva ovariana e histórico clínico.

Entenda como funciona essa investigação inicial na Fecondare.

Etapa 2: Estimulação ovariana

Naturalmente, o corpo da mulher libera apenas um óvulo por ciclo. Na FIV, o objetivo é obter mais óvulos para aumentar as chances de formar embriões saudáveis. Por isso, a mulher recebe injeções subcutâneas de hormônios durante 10 a 12 dias para estimular os ovários a desenvolverem vários folículos ao mesmo tempo.

Durante esse período, o médico realiza ultrassons seriados e exames de sangue para acompanhar o crescimento dos folículos e ajustar as doses quando necessário. Quando os folículos atingem o tamanho ideal, é aplicada uma injeção final para desencadear a maturação dos óvulos. Essa fase pode causar sensação de inchaço abdominal e desconforto leve, o que é esperado e acompanhado de perto pela equipe.

Etapa 3: Punção folicular

A coleta dos óvulos é feita por uma punção transvaginal guiada por ultrassom, realizada com sedação leve em centro cirúrgico. O procedimento dura cerca de 15 a 20 minutos e a paciente recebe alta no mesmo dia, com repouso recomendado apenas nas horas seguintes.

Ao mesmo tempo, o parceiro realiza a coleta do sêmen. Em casos de azoospermia ou outras alterações severas, pode ser necessária uma biópsia testicular para obtenção dos espermatozoides.

Etapa 4: Fertilização em laboratório

Os óvulos coletados são encaminhados ao laboratório de embriologia, onde a embriologista seleciona os melhores óvulos maduros e os fertiliza com os espermatozoides. Na maioria dos casos, a fertilização é feita pela técnicaICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide): um único espermatozoide selecionado é injetado diretamente dentro de cada óvulo com uma micropipeta.

Essa técnica aumenta a precisão da fertilização, especialmente em casos de infertilidade masculina. No dia seguinte, a embriologista avalia se a fertilização aconteceu com sucesso.

Etapa 5: Cultivo embrionário

Após a fertilização, os embriões ficam em cultivo no laboratório por 5 a 6 dias, até atingirem o estágio de blastocisto. É nesse momento que os embriologistas avaliam a qualidade de cada embrião e identificam quais têm maior potencial de implantação.

Em alguns casos, o médico pode indicar oTeste Genético Pré-Implantacional (PGT-A), que analisa a genética dos embriões antes da transferência para identificar alterações cromossômicas. Essa análise aumenta as chances de sucesso e reduz o risco de aborto espontâneo.

Etapa 6: Transferência embrionária

A transferência é o momento em que o embrião vai para o útero. O procedimento é simples, rápido e indolor: feito com um cateter fino introduzido pelo canal vaginal, sem necessidade de anestesia ou internação. A mulher retorna para casa logo após.

A transferência pode acontecer no mesmo ciclo da punção (ciclo fresco) ou em um ciclo posterior, com o embrião descongelado (ciclo de congelado). A decisão depende das condições clínicas da mulher e do protocolo definido pelo médico. Embriões de boa qualidade que não forem transferidos podem ser vitrificados e armazenados para uso futuro, sem perder o potencial reprodutivo.

Etapa 7: Espera e resultado

Após a transferência, começa o período de espera de 10 a 14 dias até o teste de gravidez. Esse costuma ser o momento mais intenso emocionalmente do processo. A mulher mantém o uso de medicações de suporte e realiza acompanhamento com a equipe.

O resultado é confirmado por exame de sangue (dosagem de beta-hCG). Se positivo, o acompanhamento médico continua até a confirmação da gravidez por ultrassom. As taxas de sucesso da FIV chegam a 40 a 60% por transferência em mulheres com menos de 35 anos, variando conforme idade, reserva ovariana e qualidade embrionária.

O próximo passo é a avaliação

Entender como funciona a FIV é o primeiro passo. Saber se ela é o tratamento indicado para o seu caso depende de uma avaliação médica completa de ambos os parceiros. Cada ciclo de FIV na Fecondare é conduzido por uma equipe multidisciplinar certificada pela SBRH e pela SBRA, com laboratório próprio e acompanhamento em cada etapa do processo.

Não existe um momento certo para buscar ajuda, mas existe um momento que faz toda a diferença: o quanto antes você souber o que está acontecendo, mais opções estarão disponíveis para o seu tratamento.

Assista ao vídeo da Fecondare e veja como funciona a FIV na prática:

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Conteúdo revisado por Dr. Jean Louis Maillard  – Ginecologista | CRM-SC 9987 | CRM-RS 13107 | RQE 5605 | Clínica Fecondare, Florianópolis/SC.

Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa. O tratamento indicado para cada caso deve ser definido por um médico especialista após avaliação clínica completa.

Dr. Jean Louis Maillard

Especialidade: Ginecologista - Diretor técnico médico
CRM: CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605

Ginecologista formado na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1983, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, Precertopship de Histeroscopia e Fellow nos Hospitais Tenon e Port Royal em Paris

Perguntas Frequentes

Como funciona a FIV?

A fertilização in vitro (FIV) consiste na união do óvulo e do espermatozoide em laboratório. Após a fertilização, os embriões são cultivados por alguns dias e, posteriormente, um deles pode ser transferido para o útero, conforme o planejamento individualizado de cada tratamento.

Quanto tempo dura um tratamento de FIV?

O tempo pode variar conforme o protocolo adotado e as características de cada paciente, mas, em geral, um ciclo de FIV dura entre quatro e seis semanas, desde o início da estimulação ovariana até o teste de gravidez.

A coleta dos óvulos é dolorosa?

A coleta dos óvulos é realizada com sedação e guiada por ultrassom, proporcionando conforto à paciente durante o procedimento. A recuperação costuma ser rápida e a alta geralmente ocorre no mesmo dia.

Todos os embriões são transferidos?

Não. A quantidade de embriões transferidos é definida pela equipe médica conforme critérios clínicos e as recomendações vigentes. Os embriões excedentes que apresentarem indicação podem ser criopreservados para utilização futura.

A FIV garante uma gravidez?

Não. Embora a fertilização in vitro seja um dos tratamentos mais eficazes da reprodução assistida, o sucesso depende de diversos fatores, como idade da paciente, qualidade dos óvulos e espermatozoides, desenvolvimento embrionário e condições do útero. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada.