Publicado em 17/12/2021 - Atualizado 23/12/2021

Dicas para o casal infértil conseguir engravidar

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De maneira geral, um casal infértil é aquele que não consegue engravidar após o período de um ano de relações sexuais regulares e sem proteção. Essa dificuldade pode ser devida a problemas com o homem, com a mulher ou com ambos. Em um levantamento recente, publicado pela Rede Latinoamericana de Reproducción Asistida (Redlara) em 2020, estima-se que existam cerca de 48 milhões de casais inférteis no mundo.

Se vocês fazem parte desse contingente, fiquem calmos. Neste artigo, mostramos o que pode ser feito para superar as dificuldades e conseguir completar a família. Confira!

O que fazer quando não se consegue engravidar?

O casal infértil deve buscar um médico especializado. Mas atenção: ainda que a recomendação seja para procurar esse tipo de especialista depois de um ano de tentativas, em alguns casos, a investigação pode ser realizada antes dos 12 meses de tentativas. Isso vale, principalmente, para mulheres acima de 35 anos de idade ou com ciclos menstruais irregulares.

Como é a consulta com um especialista em fertilidade?

Durante a primeira consulta médica, há uma longa conversa. Ela serve para o especialista saber mais sobre o histórico clínico do casal e sobre as tentativas de engravidar.

Além disso, o médico realiza os exames físicos e solicita uma bateria de exames complementares. A partir deles, pode identificar possíveis problemas em ambos os parceiros.

Muitas vezes, os resultados iniciais são suficientes para chegar ao diagnóstico. Mas em certos casos, pode ser preciso realizar outros exames e procedimentos mais específicos, para, enfim, chegar às causas da infertilidade.

A investigação na mulher

Para conhecer a paciente, o médico faz uma série de perguntas sobre sua saúde, ciclos menstruais, vida sexual e hábitos de vida. Além disso, realiza o exame físico (toque vaginal). Depois, solicita um ou mais exames, tais como:

  • exames de sangue (dosagens de FSH, HAM, LH, TSH, progesterona, testosterona, estradiol, prolactina e DHEA-A),para verificar os níveis hormonais;
  • testes ovulatórios, para verificar se está ovulando normalmente, ou seja, se os óvulos estão sendo liberados em todos os ciclos;
  • exames de imagem (geralmente, ultrassonografias),para verificar a presença de folículos antrais (capazes de crescer e ovular) e avaliar a função ovariana, bem como observar o útero, as tubas uterinas e demais estruturas pélvicas;
  • videolaparoscopia, um procedimento realizado com a introdução do laparoscópio, para procurar anomalias muito pequenas, como inflamações e tecidos cicatriciais; entre outros.

A investigação no homem

Nos homens, o médico também pergunta sobre a saúde em geral, vida sexual e hábitos de vida. Em seguida, realiza o exame físico (inspeção visual da genitália). Após essa primeira análise, solicita os exames complementares, tais como:

  • exames de sangue (testosterona, LH, FSH e prolactina),para verificar as taxas hormonais;
  • espermograma, para analisar a quantidade e a qualidade do esperma no sêmen;
  • exames de imagem (geralmente, a ultrassonografia),para observar os órgãos reprodutores internos e identificar possíveis anormalidades, em caso de suspeita de bloqueio no trato reprodutivo;
  • exame de urina, para verificar se o esperma não está se movendo pela direção errada e indo para a bexiga durante a relação sexual, em vez de ir para fora do pênis
  • biópsia testicular, um procedimento realizado quando o homem não tem espermatozoides no sêmen, por meio da coleta de uma pequena amostra de tecido testicular, que será submetida à análise microscópica.

Como é o tratamento para o casal infértil?

Depois de todos os exames e procedimentos necessários serem realizados, geralmente, descobre-se o que está causando a infertilidade. Dessa forma, o especialista sugere a técnica de reprodução assistida (de baixa ou alta complexidade) mais indicada e o casal infértil dá início ao tratamento.

Em alguns casos, no entanto, a causa da infertilidade permanece desconhecida, mesmo depois de realizar todos os testes e exames possíveis. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA),isso acontece com 10% dos casos. Outras vezes, há problemas que não podem ser tratados. A boa notícia é que, mesmo quando existem essas dificuldades a mais, há alternativas (protocolos individualizados) para auxiliar os casais inférteis que desejam gerar filhos.

Como potencializar as chances de engravidar?

Para algumas pessoas, todo esse processo pode ser difícil e desgastante. Por isso, é importante que, além de ter uma alimentação saudável e evitar maus hábitos, o casal encontre formas de relaxar e de se manter unido.

Nesse sentido, o acompanhamento psicológico faz toda a diferença. Afinal, sabe-se que o estado emocional influencia o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, as chances de sucesso no tratamento.

Para o Dr. Jean Maillard (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107),ginecologista da clínica Fecondare, localizada em Florianópolis, SC, a infertilidade é um problema conjugal e não individual. Assim, os parceiros devem estar dispostos e motivados a enfrentarem os exames e as terapias, eventualmente, necessárias.

“Independentemente de o fator da infertilidade ser masculino, feminino ou de ambos, a impossibilidade primária da procriação sempre abala a autoestima das pessoas. Mas, apesar de toda a expectativa envolvida, é importante que os casais não se apressem, querendo engravidar logo no primeiro mês de tentativas. Da mesma forma, não devem ficar tranquilos demais, postergando a procura por tratamento. Isso porque, nesse caso, há o risco de enfrentarem as limitações da resposta ovariana”, ressalta o médico.

Para concluir, se vocês são um casal infértil, sigam as orientações referentes à busca por ajuda especializada e mantenham a esperança. Mas, como bem colocado pelo Dr. Jean, apenas tomem cuidado para não demorar muito — pois, quando se trata de infertilidade, quanto mais cedo o tratamento começar, melhor!

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Publicado por: Equipe Fecondare

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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