Publicado em 05/04/2021

9 exames que ajudam a diagnosticar a infertilidade feminina

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As causas da infertilidade feminina são diversas. O envelhecimento, fatores como doenças e até um estilo de vida pouco saudável têm relação comprovada com a queda da fertilidade na mulher. Além da história clínica e do exame físico, os médicos podem solicitar exames complementares (laboratoriais e de imagem) para definir o diagnóstico. Dessa forma, conseguem traçar a melhor estratégia de tratamento.

Neste artigo, listamos 9 exames para a infertilidade feminina que costumam ser solicitados pelos especialistas. Para conhecê-los, continue a leitura!

Como diagnosticar as causas da infertilidade feminina?

Existem inúmeras causas para a infertilidade feminina. A suspeita que leva à investigação do problema surge quando a mulher está há mais de um ano tentando engravidar sem sucesso. No caso das que têm mais de 35 anos, isso deve ser feito após seis meses de tentativas frustradas.

A partir daí, o ginecologista levanta hipóteses que possam justificar a dificuldade na concepção. Às vezes, o médico resolve o dilema durante a primeira consulta. No entanto, na maioria dos casos os exames complementares são imprescindíveis.

Ao mesmo tempo, é importante ressaltar que os parceiros também devem procurar um especialista em fertilidade para avaliar sua capacidade reprodutiva. Afinal, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA),as causas da infertilidade podem ser tanto provenientes do homem como da mulher, na proporção de 35% cada (o restante está relacionado a ambos ou a razões desconhecidas).

Quais são os principais exames para a infertilidade feminina?

Como explicado, o ideal é que o casal procure ajuda especializada, para que ambos façam uma investigação detalhada do problema. A seguir, confira a lista dos exames mais solicitados quando se trata de investigar as causas da infertilidade feminina.

1. Toque vaginal

O toque vaginal é um exame ginecológico de rotina, geralmente, realizado na primeira consulta. Ele permite avaliar a vagina e o colo e corpo do útero, sendo essencial no diagnóstico da endometriose e da doença inflamatória pélvica (DIP).

2. Exames de sangue

Alguns exames laboratoriais permitem medir os níveis hormonais e, assim, fazer a pesquisa da reserva ovariana, bem como identificar possíveis alterações ligadas à infertilidade. Entre eles, destacam-se as dosagens de:

  • FSH (hormônio folículo estimulante);

  • HAM (hormônio anti-mulleriano);

  • LH (hormônio luteinizante);

  • TSH (hormônio estimulante da tireoide)

  • Progesterona;

  • Prolactina;

  • Testosterona;

  • Estradiol;

  • DHEA-S (sulfato de hidroepiandrosterona).

3. Ultrassonografias

A ultrassonografia transvaginal revela o tamanho dos ovários, bem como a presença de folículos antrais (capazes de crescer e ovular). Já a ultrassonografia transvaginal seriada permite avaliar a função ovariana mais a fundo. Para isso, é feita a contagem de folículos antrais (CFA),sendo que quanto mais baixo o número de óvulos, menor a reserva ovariana.

Além disso, os exames de ultrassom também são usados para averiguar a recuperação da paciente após realizar uma cirurgia uterina. Afinal, a capacidade reprodutiva só é restabelecida quando ocorre a cicatrização completa da área tratada. As demais estruturas pélvicas também são avaliadas por essa via.

4. Colposcopia

A colposcopia é um exame que permite examinar, visualmente, a vagina, vulva e colo do útero. Ela é muito útil para identificar junto com a o exame do Papanicloau (citologia oncótica)a presença de HPV em casos assintomáticos e sem lesões visíveis a olho nu.

5. Videolaparoscopia

A videolaparoscopia possibilita examinar o útero, trompas e ovários. Para isso, introduz-se um tubo rígido (o laparoscópio) na cavidade abdominal, por meio de uma pequena incisão (abaixo do umbigo),e uma sonda (na vagina e útero). Dessa forma, é possível identificar anomalias muito pequenas, inflamações e tecidos cicatriciais.

6. Cistoscopia

A cistoscopia é um exame usado para diagnosticar cálculos, malformações, a infecções urinárias recorrentes, como cistites, uretrites. Trata-se de uma inflamação ou infecção da uretra que, se não tratada, pode levar a doenças que afetam o útero, trompas e ovários, prejudicando a fertilidade.

7. Urografia excretora

A urografia excretora é outro exame usado para avaliar distúrbios ligados à função urinária (como estreitamentos ureterais) que possam ter relação com a infertilidade. Geralmente, é solicitada de forma complementar à ultrassonografia sugestiva de endometriose.

8. Histerossalpingografia

A histerossalpingografia é um tipo de exame de raio-X contrastado. Ela possibilita ao médico visualizar as condições do interior do útero e das trompas de falópio, para avaliar se existem desvios funcionais ou na anatomia desses órgãos.

09. Histeroscopia

A histeroscopia capta imagens internas do útero por meio da introdução de uma sonda com uma pequena câmera (histeroscópio). O exame permite investigar a existência de anomalias, como miomas e pólipos uterinos. Além disso, possibilita averiguar problemas inflamatórios do endométrio e colher material de regiões específicas para análise laboratorial.

Como buscar um tratamento adequado às suas necessidades?

A dificuldade para engravidar acende um alerta para o problema da infertilidade. A boa notícia é que quanto antes você buscar ajuda especializada, maiores as chances de engravidar.

Como mostrado, somente um médico especialista em reprodução humana pode investigar, com a profundidade necessária, o que está impedindo a concepção. É indispensável realizar alguns exames para infertilidade feminina e interpretá-los corretamente, considerando as características de cada paciente. Portanto, não desanime. Por mais que o processo até o tratamento leve algum tempo, o desfecho vale a pena!

Se você deseja conversar com um especialista em fertilidade, conte com a equipe da Fecondare. Agende sua consulta e faça uma avaliação individual!

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Publicado por: Dr. Jean Louis Maillard - Ginecologista - Diretor técnico médico - CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605
Ginecologista formado na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1983, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, Precertopship de Histeroscopia e Fellow nos Hospitais Tenon e Port Royal em Paris

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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