Mulheres com problemas nas trompas podem engravidar?

Publicado em: 22 de Março de 2017

Mulheres com problemas nas trompas de falópio, também conhecidas como tubas uterinas, costumam viver um impasse: será possível engravidar mesmo que as trompas não possam cumprir sua função?

As tubas são parte importante da fertilidade da mulher. É nelas que o óvulo encontra o espermatozoide, a fecundação acontece e o embrião se forma. Somente depois disso, ele é conduzido para o útero. Essa é a principal função dos dutos e não pode ser desempenhada se eles estiverem obstruídos ou sofrendo as sequelas de alguma outra condição que impeça a aproximação dos gametas.

O que causa problemas nas trompas

Os casos de infertilidade relacionados à inatividade das trompas se devem, basicamente, às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), à endometriose, à gravidez ectópica anterior, a maus hábitos de vida, entre outras causas.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis que mais afetam as trompas são as que causam infecções por gonococo e clamídia. Elas podem obstruir as tubas e provocar alterações funcionais, que podem gerar um quadro de infertilidade que só é descoberto, em alguns casos, no momento em que a mulher tenta engravidar e não consegue.

Endometriose

O que também gera problemas nas trompas é a endometriose. A doença surge quando as células do endométrio, que deveriam ser eliminadas pela menstruação, migram para as tubas uterinas e outros órgãos, provocando um processo inflamatório e prejudicando as trompas, necessárias à passagem do óvulo e à fecundação.

Em alguns casos, a única forma de tratar a endometriose é com cirurgia. O médico que for realizá-la, entretanto, precisa efetuá-la de maneira que a fertilidade não seja comprometida.

Gravidez ectópica

A endometriose também favorece a ocorrência da gravidez ectópica (quando a gestação ocorre nas trompas e não no útero), condição que causa danos às trompas e propicia o surgimento da infertilidade.

Via de regra, a gravidez ectópica está mais ligada a fatores genéticos e hereditários, mas também é influenciada por doenças inflamatórias pélvicas, pela realização de cirurgias abdominais (de apêndice, cesariana ou religamento das trompas), gravidez ectópica anterior e maus hábitos, como o tabagismo.

Tabagismo

O tabagismo é muito prejudicial para a fertilidade, pois afeta, por exemplo, a função fisiológica das trompas. Sem que as tubas uterinas estejam saudáveis, dificilmente a gravidez irá ocorrer. O cigarro interfere, e muito, nisso devido às irregularidades menstruais, às alterações hormonais e à dificuldade de implantação do óvulo que as substâncias contidas nele também desencadeiam.

Alternativas para a infertilidade causada por problemas nas trompas

O médico é quem avalia qual é o melhor tratamento quando alguma dessas condições é diagnosticada. Alguns casos podem necessitar de cirurgia ou a realização de algum outro tipo de procedimento. Em outras situações, a fertilização in vitro pode ser a melhor forma de ter um filho para as mulheres que têm dificuldades para engravidar, principalmente por problemas nas trompas.

Cirurgia

As cirurgias são indicadas nos casos em que os problemas nas trompas as tornam completamente obstruídas. O procedimento pode ser realizado com um corte na região pélvica, a exemplo do que acontece na cesariana, ou por meio de uma incisão no umbigo. A remoção do que está impossibilitando a passagem do óvulo ou o encontro com o espermatozoide é uma tentativa de permitir que a gravidez aconteça de forma natural.

Geralmente, os médicos orientam as pacientes a iniciar as tentativas de gravidez após o período de recuperação, que pode durar apenas 30 dias ou levar até um ano, dependendo das condições de saúde da mulher e outros fatores.

Fertilização in vitro

Nem sempre é possível reverter os problemas nas trompas ou restaurar a fertilidade, apesar da realização de um tratamento com esse propósito. Quando esse for o caso, uma alternativa é tentar engravidar por intermédio da fertilização in vitro (FIV).

A FIV é uma técnica de reprodução humana assistida de alta complexidade que inicia com a realização de alguns exames para detectar DSTs e doenças infecciosas no homem e na mulher, e verificar as dosagens hormonais e a quantidade de espermatozoides existente no sêmen.

O próximo passo é coletar os gametas e prepará-los para a fertilização. Os óvulos e os espermatozoides são colocados, pelo embriologista, em um ambiente que simula as condições das trompas e deixados em uma incubadora por cerca de cinco dias para que a fecundação ocorra e o processo resulte na formação de pré-embriões para serem implantados no útero da mulher. Depois disso, é preciso aguardar 12 dias para realizar o exame de sangue que confirma a gravidez.

O número máximo de fertilizações que os médicos indicam para um casal é três. Pode ser que nenhuma delas resulte em gravidez e seja necessário recorrer a outros métodos para promover a gestação. Um médico especialista em reprodução humana assistida saberá informar quais são as possibilidades em cada caso, mas é preciso que ele seja de confiança, para que a mulher não desista de se tornar mãe.

 

 

 

 

 

Conteúdo atualizado em: 29 de junho de 2017

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