Publicado em 25/08/2020

Indutores de ovulação: como funcionam e quando tomar?

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Indutores de ovulação são medicamentos administrados via oral e usados em tratamentos de infertilidade decorrente da chamada oligo-ovulação. A causa da ovulação irregular ou pouco frequente varia, mas, na maioria das vezes, é ligada à síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Neste artigo, saiba para quem essa via de tratamento é indicada, bem como quando tomar e como funcionam os indutores de ovulação. Boa leitura!

O que são indutores de ovulação e como tomá-los?

Os indutores de ovulação são medicamentos que elevam a produção e a secreção do hormônio folículo-estimulante (FSH). Seu uso é indicado em tratamentos para a infertilidade cuja causa é, comprovadamente, ligada à oligo-ovulação.

Esse diagnóstico é obtido por meio exames hormonais e de ultrassonografias seriadas — feitas de 3 a 4 vezes, entre o início do ciclo e a ovulação. A partir daí, pode-se analisar a ovulação, bem como se há folículos ovarianos com chances de liberar o(s) óvulo(s).

Como funciona um indutor de ovulação?

O tratamento de indução de ovulação com coito programado é considerado a técnica de reprodução assistida mais simples que existe. Ela costuma ser a primeira via de tratamento para quem tem SOP ou outros problemas que levem à ovulação irregular.

O objetivo do uso de um indutor de ovulação é fazer com que o organismo produza um óvulo ideal para a fecundação. Dessa forma, permitindo a formação de um embrião.

Mas para aumentar a probabilidade de o tratamento ser eficaz, é preciso escolher a opção de indutor mais adequada para cada paciente. A indicação varia de acordo com as condições pessoais e causas específicas do distúrbio.

A partir do momento em que a produção dos ovários começa a ser estimulada, o especialista consegue calcular quando a mulher estará ovulando. Então, o casal precisa se programar para manter relações sexuais nesse período. O tal “coito programado” serve para aumentar as chances de engravidar.

O uso de indutores de ovulação costuma ser eficiente?

Entre os possíveis tratamentos para a infertilidade, a indução de ovulação com coito programado apresenta taxas de sucesso (ou seja, de a mulher conseguir engravidar) consideradas baixas. Isso, em comparação às técnicas de reprodução assistida de maior complexidade.

Já quando ocorre, a probabilidade de ter uma gravidez múltipla, geralmente gemelar, se dá em torno de 15% dos casos. Isso deve ficar claro durante a consulta, para que o casal possa fazer um planejamento familiar adequado.

Qual é o risco do uso prolongado dos indutores de ovulação?

Mesmo em mulheres mais jovens, com menos de 35 anos de idade, o uso de indutores de ovulação é limitado. Caso a concepção não ocorra, as tentativas com essa técnica podem ser repetidas, de três a seis ciclos no máximo.

Se ainda assim a gestação não for confirmada, é preciso buscar outras vias de tratamento. Do contrário, corre-se o risco de desencadear uma síndrome de hiperestímulo ovariano (SHEO).

A SHEO provoca o aumento dos ovários, bem como o extravasamento dos líquidos existentes nos vasos sanguíneos. Por conta disso, gera sintomas que se manifestam como inchaço, rápido ganho de peso, mal-estar, dificuldade para respirar, náuseas, entre outros, podendo evoluir para uma trombose.

Além disso, estima-se que o uso prolongado(mais de 15 ciclos) desses medicamentos aumente, em três vezes, o risco de câncer de ovário. Isso, considerando mulheres tratadas em relação à população em geral.

Portanto, antes de começar um tratamento com um indutor de ovulação, deve-se procurar um bom especialista em reprodução assistida. Esse profissional é capaz de orientar as pacientes quanto aos riscos, ajudando-as a analisar os prós e contras da técnica. Além disso, pode prescrever medidas preventivas para minimizar os riscos e permitir às mulheres passar por todo o processo com segurança.

Quer saber mais sobre os tratamentos de reprodução assistida em Florianópolis? Agende uma avaliação individualizada na Clínica Fecondare!

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Publicado por: Dr. Ricardo Nascimento - Ginecologista - CRM-SC 3198 e RQE 2109
Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1981. Residência Médica na Maternidade Carmela Dutra- Secretaria Estadual de Saúde-SC, Especialização em Reprodução Humana na Universidade Federal do Paraná.

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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