Congelamento de óvulos, sêmen e embriões
Conteúdo revisado pela equipe médica da Fecondare · Atualizado em
O congelamento de óvulos, sêmen e embriões (criopreservação) guarda as células reprodutivas para uso futuro em um tratamento de reprodução assistida. É feito por vitrificação, um resfriamento rápido em nitrogênio líquido que evita a formação de cristais de gelo. É indicado para quem quer adiar a gravidez (no caso dos óvulos, de preferência antes dos 35 anos) e para quem vai passar por tratamentos que podem afetar a fertilidade, como a quimioterapia. Na Fecondare, em Florianópolis (SC),atendemos pacientes de toda Santa Catarina.
Visto como uma das principais opções para aqueles que desejam adiar uma gravidez, o congelamento de óvulos, sêmen e embriões é uma ótima alternativa que garante bons resultados.
Existem muitas mulheres que por circunstâncias econômicas, laborais, de saúde, ou simplesmente porque não possuem um parceiro, decidem ou se veem obrigadas, a adiar a maternidade.
Para essas situações, existe o congelamento de óvulos, também conhecido como criopreservação, que preservam a qualidade das células reprodutivas e oferecem para a mulher a segurança de ter ovócitos saudáveis para o futuro.
Desta maneira, independente do passar do tempo, uma mulher pode experimentar a maternidade com ovócitos próprios, que foram gerados na sua idade mais fértil.
Diferente dos homens, a mulher nasce com um número determinado de ovócitos e, com o tempo, sua capacidade para conceber vai diminuindo, especialmente a partir dos 35 anos. Devido ao ritmo de vida atual, cada vez mais mulheres postergam a sua gestação e assim apresentam um nível de fertilidade mais baixo quando decidem engravidar.
Com o congelamento dos ovócitos, as mulheres podem alcançar a maturidade sem passar por uma diminuição significativa de chances para conceber no futuro.
Para quem é indicado o congelamento de óvulos, sêmen e embriões?
É importante destacar que qualquer pessoa pode recorrer à criopreservação, no entanto, costuma ser um procedimento indicado para todos que desejam a gravidez, mas que por algum motivo precisam adiar a ideia.
No geral, preservar a fertilidade é uma das melhores decisões quando existe o risco de redução do potencial reprodutivo, independente do motivo, que podem variar desde alguns tratamentos, como a quimioterapia até a redução da fertilidade natural.
Para pacientes com câncer
Além de adiar a maternidade para o momento mais adequado, o congelamento de óvulos, sêmen e embriões é uma alternativa para preservar a fertilidade de homens e mulheres que sofrem de alguma doença genética.
Doenças que podem levar a uma perda precoce da capacidade reprodutiva ou que serão submetidos a uma terapia oncológica, por exemplo, portanto, pacientes com câncer podem realizar o procedimento.
Com o consentimento do oncologista, a criopreservação se torna a melhor opção para que, futuramente, esses pacientes realizem os tratamentos de reprodução assistida e consigam a tão desejada gravidez.
Congelamento na Fecondare
- Consulta e exames para avaliar a reserva ovariana (hormônio antimülleriano e ultrassonografia).
- Para os óvulos: estimulação ovariana com acompanhamento por ultrassom e coleta com sedação.
- Vitrificação e armazenamento no laboratório da clínica, no Baía Sul Medical Center.
- Para pacientes com câncer, a clínica participa do programa ProBem desde 2013, com condições facilitadas. Saiba mais sobre oncofertilidade.
Conheça também o programa Congele seus óvulos.
Preparação para a criopreservação
O primeiro passo desse procedimento consiste em coletar tanto os espermatozoides, quanto os óvulos que serão criopreservados.
Contudo, antes de partir para a técnica em si, existem alguns preparos fundamentais para que todo o processo funcione, sendo eles a estimulação ovariana, punção folicular e vitrificação.
Estimulação ovariana
Este procedimento é necessário para aumentar as possibilidades de êxito, já que de forma natural apenas um ovócito é liberado em cada ciclo menstrual.
No geral, a estimulação ovariana é um tratamento que visa estimular o ovário para que se desenvolvam mais ovócitos a serem congelados. O processo todo dura em média 10 a 12 dias, em função do protocolo utilizado e da resposta de cada paciente.
Durante o mesmo, realizam-se de 3 a 4 ecografias para acompanhar o desenvolvimento folicular.
Punção folicular e Vitrificação
O próximo passo após a estimulação ovariana é a punção folicular, em que serão captados os ovócitos de dentro dos folículos ovarianos. Este processo dura em média de 15 a 30 minutos.
Os ovócitos obtidos são vitrificados e armazenados em containers de nitrogênio líquido, podendo ser descongelados a qualquer momento e, em seguida, fertilizados com sêmen do parceiro ou do doador.
Os embriões resultantes, então, são transferidos diretamente para a cavidade uterina.
Congelamento de embriões
Quando um casal passa por um processo de fertilização in vitro e obtêm uma quantidade excedente de embriões que serão implantados na mulher, é possível congelar esses embriões para uma gestação futura.
Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) possui algumas regras e limites sobre esse assunto, a começar pelo número total de embriões, que, de acordo com eles, não deve passar de oito.
Em 2020, o CFM atualizou a resolução sobre a criopreservação na reprodução assistida no Brasil. Sendo assim, ficou decidido que os embriões devem ficar criopreservados por 3 anos no minimo mas se o casal assim desejar teoricamente a manutenção pdoe ser eterna
No entanto, em casos onde o desejo do paciente seja esperar mais tempo, os embriões podem continuar na criopreservação por mais tempo, mas o indivíduo deve assumir a responsabilidade pela decisão.
A Dra. Ana Lúcia Zarth CRM-SC 8534 e RQE 10334, ginecologista da equipe médica da Fecondare, Clínica de Fertilização em Florianópolis, fala mais sobre a preservação da fertilidade no vídeo abaixo.
Quer saber mais sobre essas e outras técnicas de reprodução assistida? Entre em contato conosco. Se for do seu interesse fazer uma avaliação individual, você pode marcar uma consulta pelo pré-agendamento pelo WhatsApp!
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- Criopreservação: regras e limites
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Perguntas frequentes sobre Congelamento de óvulos, sêmen e embriões
O material passa por vitrificação, um resfriamento rápido que preserva as células sem formação de cristais de gelo, e é armazenado em nitrogênio líquido, podendo ficar congelado por anos até ser usado em um tratamento futuro. Saiba mais sobre o congelamento de óvulos, sêmen e embriões
O congelamento de óvulos, sêmen ou embriões antes da quimioterapia ou radioterapia é a principal estratégia. A Fecondare participa do programa ProBem desde 2013, com condições facilitadas para pacientes oncológicos, e conta com acompanhamento psicológico especializado em oncofertilidade. Saiba mais sobre oncofertilidade
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A maioria dos efeitos é temporária, como inchaço abdominal e sensibilidade. O principal risco é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO). Complicações graves, como trombose ou infecções, são raras com os protocolos atuais. Entenda os efeitos dos hormônios no tratamento
De preferência antes dos 35 anos, quando a quantidade e a qualidade dos óvulos ainda são maiores. O especialista avalia cada caso.
A Resolução CFM nº 2.320/2022 não fixa um prazo máximo, e a vitrificação preserva as células por anos.
O quanto antes, de preferência logo após o diagnóstico e antes do início do tratamento oncológico, com o aval do oncologista.
As normas do Conselho Federal de Medicina não permitem divulgar valores de procedimentos médicos. O valor depende do protocolo de medicação, dos exames e do número de ciclos, e é apresentado em um orçamento personalizado na consulta.
