Como é feito o congelamento de sêmen no caso de câncer

Publicado em: 16 de Fevereiro de 2017

Como é feito o congelamento de sêmen no caso de câncer

O tratamento de um tumor pode deixar os homens inférteis, mas o congelamento de sêmen no caso de câncer pode permitir que os homens tornem-se pais no futuro, mesmo que a doença deixe sequelas.

O único tipo de câncer que causa infertilidade masculina é o de testículos que, para ser tratado, muitas vezes requer a remoção do órgão. Os demais cânceres não provocam a infertilidade. É o tratamento da doença que põe em risco a saúde reprodutiva do homem.

Aproximadamente metade dos homens que se submetem à radioterapia, quimioterapia, entre outros, para curar qualquer tipo de câncer fica infértil. Poucos sabem que isso pode acontecer e uma parcela menor ainda, que é possível congelar o sêmen para ter um filho mais tarde.

A divisão celular de um tumor é muito rápida. O medicamento utilizado na quimioterapia busca atingir essas células para impedir o avanço da doença, mas não consegue diferenciar o que é uma célula cancerosa de uma célula reprodutora, que detém a mesma multiplicação acelerada. Assim, provoca a infertilidade. Sem contar que o tratamento pode comprometer a produção de esperma.

Sobre o congelamento de sêmen no caso de câncer

O oncologista, em conjunto com o especialista em infertilidade masculina, deve orientar o paciente sobre a melhor solução para preservação da fertilidade. O congelamento de sêmen no caso de câncer, antes de iniciar o tratamento, permite o uso de técnicas de reprodução assistida para que o homem possa  exercer a paternidade no futuro.

Homens em qualquer idade reprodutiva podem optar pela criopreservação. A quantidade de espermatozoides para congelamento não precisa ser muito alta. Um número pequeno de gametas já o suficiente para que o homem possa ter filhos depois de tratar o câncer. O sêmen congelado pode ser mantido criopreservado por tempo indeterminado.

O congelamento deve anteceder a cirurgia ou a primeira sessão de quimioterapia, ou radioterapia. É feito de forma convencional, com o resfriamento gradual da temperatura em nitrogênio líquido, partindo da temperatura ambiente até alcançar os 190 graus negativos. O período de coleta da amostra de sêmen pode ser de até uma semana para ter-se várias palhetas congeladas com amostras diferentes.

Após estar totalmente congelado, o sêmen é guardado em contêineres de nitrogênio líquido, separadamente e devidamente nomeado e numerado, até o momento em que o homem decide que é hora de descongelá-lo para fazer a fertilização in vitro, procedimento mais indicado nesses casos.

Há mais de 50% de chance do homem ter um filho por meio da fertilização. Outras técnicas até podem ser empregadas, mas detém algumas restrições para serem utilizadas. Por exemplo, a inseminação artificial requer que haja no esperma mais de um milhão de espermatozóides para que a gravidez seja realmente uma possibilidade. O médico orienta sobre as alternativas e aconselha sobre a mais eficaz no momento de seguir com o tratamento em reprodução humana, depois do câncer.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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