Publicado em 09/06/2020 - Atualizado 18/11/2020

Criopreservação de óvulos, sêmen e embriões: opções para preservar a fertilidade

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A criopreservação de óvulos, espermatozoides e embriões tem se apresentado como uma alternativa muito eficaz para a preservação da fertilidade durante a pandemia do COVID-19

Essa via de auxílio sempre foi uma opção para quem queria postergar o sonho de ter um filho. A técnica pode ser usada aos casais que querem congelar seus embriões e utilizá-los posteriormente, assim como para os homens e mulheres que desejam preservar seus gametas enquanto se encontram em condições saudáveis para uma futura gravidez. 

A questão é que, durante a pandemia do coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) decretou o adiamento para todos os procedimentos de reprodução assistida, com exceção de casos oncológicos e de outras situações onde a espera poderia trazer complicações aos pacientes.

Dessa forma, os casais que planejam engravidar, tiveram que adiar o plano. No entanto, a criopreservação surgiu como uma possibilidade de preservar a fertilidade, enquanto o país se encontra em período de isolamento.

Criopreservação: entenda melhor o processo

Está cada vez mais comum adiar a procriação, seja por diversos motivos. Problemas financeiros, ideais de vida, questões de saúde e até mesmo a espera pelo parceiro são algumas razões que levam as pessoas a optarem pela preservação da fertilidade.

Por isso, preservar a fertilidade é fundamental para manter a qualidade das células reprodutivas e oferecer segurança para a procriação futura. 

Mas como a criopreservação é realizada?

Congelamento de óvulos

A mulher nasce com um número de ovócitos saudáveis para a reprodução, mas com o passar do tempo, a capacidade para procriar vai diminuindo, principalmente após os 35 anos

Por isso, ao optar pelo congelamento de óvulos, é possível que a mulher permaneça segura por mais tempo quanto à maternidade. Para realizar esse procedimento, é preciso passar pela estimulação ovariana e a vitrificação.

A estimulação ovariana é feita para estimular o ovário a produzir mais ovócitos para o congelamento, já que naturalmente, apenas um ovócito é liberado em cada ciclo menstrual. Dessa forma, durante dez dias, é realizada a estimulação para que o maior número de ovócitos seja produzido durante o desenvolvimento folicular.

Feito isso, o próximo passo é a punção folicular. Nessa etapa, são captados ovócitos dentro dos folículos ovarianos, que serão vitrificados e armazenados em containers de nitrogênio líquido, o que preserva a qualidade dos mesmos.

Assim sendo, os ovócitos podem ser descongelados a qualquer momento para que então ocorra a fertilização com o sêmen do parceiro ou de um doador. Após esse processo, os embriões resultantes são analisados para que a transferência seja realizada diretamente para a cavidade uterina.

Congelamento do sêmen

O congelamento do sêmen também pode ser realizado para os homens que desejam adiar a paternidade, como também para os pacientes com câncer, que tendem a ter uma queda na fertilidade após os tratamentos da doença

Para fazer o congelamento de sêmen, primeiramente, é feita um análise seminal completa em uma amostra e o restante do conteúdo será preservado em nitrogênio líquido. 

Dessa forma, para aumentar as chances de fertilização posterior, o recomendado é que seja congelado um número de ejaculados estipulados pelo profissional, com os respectivos intervalos orientados.

É importante orientar que cada amostra é minuciosamente avaliada, para assegurar confiabilidade e precisão para uso futuro. 

Congelamento de embriões

Essa é uma opção muito eficaz quando o casal passa pelo processo de fertilização in vitro (FIV) e obtém uma quantidade excedente de embriões que serão implantados na mulher. Assim, por meio desse processo, é possível congelar os embriões para uma gestação futura.

Quanto tempo os gametas podem ficar congelados?

De maneira geral, as amostras podem ficar congeladas por tempo indeterminado

Dessa forma, quando a decisão for voltada para o descongelamento dos gametas ou embriões, o ideal é que seja feito um tratamento de reprodução assistida para garantir maiores chances de sucesso da gestação.

Até que é idade é possível congelar gametas?

Para o congelamento de óvulos, o ideal é que seja realizado até os 35 anos, salvo algumas exceções. Isso se dá pelo fato de que, geralmente, essa é a idade comumente estipulada para o bom funcionamento dos gametas femininos para uma gestação futura. 

“Não é impeditivo que seja feita com uma idade mais avançada, mas a eficácia cairá”, destaca o Dr. Jean Louis Maillard, médico ginecologista da Fecondare.

De qualquer forma, cada situação deve ser analisada com cuidado e particularidade, segundo a análise do profissional especializado e os respectivos exames que avaliam o caso.

Pacientes com câncer podem fazer a criopreservação durante a pandemia?

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está estabelecido que qualquer tratamento de Reprodução Humana Assistida deve ser adiado até que a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, declarada pelo Ministério da Saúde, relativa à pandemia de COVID-19, seja normalizada. 

No entanto, as exceções estão dispostas para situações em que o adiamento prolongado possa causar dano ao paciente, como:

Por isso, tanto os tratamentos de reprodução assistida, quanto a criopreservação de óvulos e sêmen estão liberadas para os pacientes com câncer, desde que sigam as orientações regulamentadas pela ANVISA para que os devidos cuidados sejam respeitados.

Gostou do artigo? Para saber mais sobre criopreservação, faça o download gratuito do E-book sobre a preservação de gametas.

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Publicado por: Dr. Ricardo Nascimento - Ginecologista - CRM-SC 3198 e RQE 2109
Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1981. Residência Médica na Maternidade Carmela Dutra- Secretaria Estadual de Saúde-SC, Especialização em Reprodução Humana na Universidade Federal do Paraná.

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