Publicado em 28/08/2014

Gravidez ectópica e a infertilidade feminina

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gravidez ectópica é aquela que ocorre fora do útero. Na maioria das vezes, o embrião se instala na tuba uterina — nesses casos, a condição também é conhecida como gravidez tubária. Quando isso acontece, deve-se tomar algumas medidas preventivas, visando assegurar a vida da gestante e a possibilidade de engravidar novamente.

Neste artigo, mostramos as possíveis causas da gravidez ectópica e como minimizar os riscos associados a ela. Continue a leitura e entenda porque, para quem passou por esse tipo de problema, o planejamento gestacional é imprescindível!

Quais são as causas da gravidez ectópica?

As gestações tubárias correspondem de 1 a 2% do total de gestações. O problema costuma ser observado logo no início da gravidez, entre a 4ª e a 10ª semana.

Os motivos mais comuns são lesões nas trompas. Afinal, elas dificultam a passagem do óvulo fertilizado, impedindo-o de chegar até o fundo da cavidade uterina — local onde deveria se desenvolver.

A gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher e, via de regra, está ligada a fatores genéticos e hereditários. Porém, algumas circunstâncias favorecem sua ocorrência. São elas:

Como a fertilização in vitro pode ajudar a prevenir o problema?

fertilização in vitro (FIV) ajuda a evitar novos casos de gravidez ectópica, uma vez que os óvulos (fertilizados em laboratório) são implantados diretamente no útero. O procedimento é indicado para pacientes que têm risco de desenvolver a gravidez tubária, pois possíveis danos nas trompas não irão interferir na implantação do embrião.

Além delas, a técnica é especialmente recomendada para mulheres que já passaram por uma gestação ectópica. Nesses casos, os danos nas trompas levam a quadros de infertilidade — e a única maneira de engravidar é com a ajuda da medicina reprodutiva.

Vale destacar que, ao longo desse processo, o acompanhamento psicológico costuma ser muito benéfico. A terapia ajuda a lidar com a ansiedade e outros aspectos psicológicos comuns entre quem opta por um tratamento de reprodução assistida.

Gravidez ectópica: posso ter de novo e como é o diagnóstico?

Sim. Estima-se que o risco de reincidência possa chegar a 30%. Alguns sinais importantes de gravidez ectópica são quando a paciente apresenta atraso menstrual, sangramento vaginal (geralmente, leve e vermelho-vivo ou bem escuro) e dor moderada a intensa no abdômen (unilateral ou difusa).

Esses sintomas aparecem nas primeiras semanas de gestação. O diagnóstico é confirmado com um beta-hCG sérico e uma ultrassonografia transvaginal.

É preciso salientar que, seja por meio da FIV ou da gravidez natural, o risco de acontecer uma nova gestação tubária sempre existirá. Por isso, o acompanhamento pré-natal é de vital importância: quando a condição é identificada precocemente, pode-se adotar a estratégia de tratamento com o menor impacto possível.

Como é o prognóstico e tratamento da gestação ectópica?

A gravidez ectópica não tem capacidade de evoluir e chegar a termo. Ao mesmo tempo, se a condição não for tratada e houver ruptura da trompa, o risco da perda de vida da mãe é alto. Nos Estados Unidos, estima-se que 9% dos óbitos de mulheres por conta de gestações se deve a esse quadro.

Assim, é preciso interrompê-la o quanto antes, para evitar maiores complicações. Isso pode ser feito por meio da:

  • injeção de medicamentos que impeçam o desenvolvimento do embrião, levando-o a involuir (quando o mesmo tem menos de 4 mm, ausência de batimentos cardíacos, entre outros critérios);
  • ressecção para remoção do embrião implantado na trompa, via cirurgia laparoscópica;
  • cirurgia aberta, por vezes com a retirada da trompa acometida, realizada apenas em casos emergenciais (com hemorragia e/ou rotura da trompa).

A boa notícia é que, para mulheres que tiveram o problema e foram corretamente tratadas, é possível engravidar novamente e gerar um filho com segurança. Assim, uma vez que nenhuma gravidez ectópica tem chances de prosseguir, a melhor maneira de driblar a infertilidade e viabilizar uma gestação saudável é por meio da reprodução assistida.

Se você já passou por esse tipo de problema ou pertence ao grupo de risco devido a outros fatores, converse com um ginecologista especialista em reprodução humana. Agende sua consulta e conte com a expertise de nossa equipe em Florianópolis!

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Publicado por: Dr. Marcelo Costa Ferreira - Ginecologista - CRM/SC 7223 e RQE 2935
Formado em Medicina pela FURB, Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, Especialização em Reprodução Humana no Centro de Referência da  Saúde da Mulher em São Paulo e Especialização em Reprodução Assistida

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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