16/12/2018

Pólipos uterinos: conheça os sintomas e saiba como tratar

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Os pólipos uterinos são formações de tecido que acometem a cavidade interna do útero. Podem ainda ser classificados como lesões em relevo, de consistência corpulenta e amolecida, remetendo à aparência de uma verruga.

Geralmente, tendem a ser de caráter benigno e costumam atingir mulheres com idade entre 30 a 50 anos. 

Os pólipos uterinos devem ser tratados, pois podem ser bastante desconfortáveis e incômodos, além de apresentar algumas complicações, em alguns casos. 

Além disso, os pólipos uterinos podem interferir na fertilidade da mulher, assim como trazer complicações para uma gestação saudável.

Conheça agora de que maneira é possível identificar os sinais da presença de pólipos uterinos e qual a melhor maneira de tratá-los.

Como os pólipos uterinos podem se manifestar?

Os pólipos uterinos podem se manifestar de duas maneiras distintas: pólipo uterino endocervical e pólipo uterino endometrial. Vejamos como se diferenciam:

Pólipo uterino endocervical

Quando o problema aparece no colo do útero, chamamos de pólipo uterino endocervical.

Nesse caso, os pólipos ocasionam sangramentos vaginais fora do período menstrual da mulher e tendem a aparecer após a prática de relações sexuais, principalmente. 

Além disso, a probabilidade de que os pólipos apresentem uma tendência cancerígena é bastante baixa (cerca de 0,5%).

Pólipo uterino endometrial

O pólipo uterino endometrial acomete a mucosa do endométrio, tecido que recobre a cavidade interior do útero.

Geralmente, é mais comum em mulheres acima dos 40 anos e as chances de desenvolvimento de câncer no endométrio já são maiores (cerca de 3%). 

Se manifestam com fortes cólicas menstruais, mas fora do período da menstruação. Além disso, quando a melhor está menstruada, a quantidade de sangue expelido é excessiva.

O que causa os pólipos uterinos?

Até hoje não se sabe ao certo as definidas causas para o surgimento dos pólipos uterinos. Entretanto, a maior probabilidade apontada pela medicina aponta que grande parte das mulheres que sofrem com a doença já trazem um histórico familiar

Além disso, de forma geral, essas mulheres, geralmente, estão em um quadro de sobrepeso ou obesidade e apresentam-se hipertensas, na maioria dos casos.

Sugere-se ainda que a principal causa da evolução dos pólipos uterinos seja a alteração hormonal. 

Por isso, as mulheres que têm maior probabilidade de desenvolvê-los são as que possuem sangramento entre menstruações, período menstrual prolongado e menstruação irregular

Outro fator agravante são as pacientes que utilizam tamoxifeno para tratamento do câncer de mama e ainda mulheres que fazem uso de estrógenos como reposição hormonal principalmente quando não associam a progesterona.

Sintomas dos pólipos uterinos

De maneira geral, o sintoma mais frequente da presença de pólipos uterinos é o sangramento excessivo durante e entre as menstruações, ocorrência de períodos menstruais mais longos e até sangramentos após a menopausa

Além disso, mulheres que possuem pólipos uterinos também costumam apresentar dores abdominais fortes. A dor pode ser comparada com a de uma cólica menstrual comum e o nível de dor tende a ser maior de acordo com o tamanho e localização dos pólipos. 

Outros sintomas são sangramentos após relações sexuais, corrimento com mau odor e dificuldade para engravidar.

Entretanto, somente através dos sintomas não é possível diagnosticar o problema corretamente. Para tanto, são necessários exames de verificação.

Como diagnosticar os pólipos uterinos?

Geralmente, o pólipo uterino é diagnosticado por meio de ultrassom pélvico

Entretanto, em casos onde não é possível visualizar o problema com o procedimento, a descrição dos sintomas pode levar ainda à realização de uma ultrassonografia transvaginal, que, na verdade, é a técnica mais utilizada para o diagnóstico desta patologia.

Outra maneira de identificar a presença de pólipos uterinos é por meio da histeroscopia diagnóstica, um exame capaz de identificar visualmente toda a anatomia interna do útero.

Como tratar os pólipos uterinos?

O tratamento utilizado para os pólipos uterinos dependerá da gravidade da situação e da idade da paciente. Outra questão muito importante de ser levada em consideração é identificar o desejo da mulher de engravidar futuramente. 

Por isso, o tratamento pode ser iniciado com supressores hormonais ou ainda ser indicada a cirurgia de retirada do pólipo através de uma histeroscopia operatória. Em raros casos especiais  , ainda poderá ser realizada a retirada total do útero (histerectomia).

Cirurgia de retirada do pólipo

Usualmente, o tratamento mais indicado é a cirurgia de retirada do pólipo a partir de sua base de implantação. Assim sendo, foi verificado que o índice de câncer de endométrio é mais elevado em mulheres que realizaram somente a cauterização do pólipo em relação às que fizeram a retirada completa da lesão pela base. 

O procedimento é simples, seguido de anestesia local e pode ser realizado no próprio consultório médico. Outra maneira disponível de retirar o pólipo é por meio da histeroscopia cirúrgica.

É importante orientar as pacientes que uma vez feita a cirurgia de retirada dos pólipos, é bem difícil que o pólipo retorne. Entretanto, caso seja verificado algum sintoma, é importante procurar orientação médica imediata.

Quais as possíveis complicações dos pólipos uterinos?

É muito importante estar com o acompanhamento médico em dia, principalmente nos casos em que há predisposição genética de pólipos uterinos. Isso pode anteceder o tratamento para a remoção do problema e consequentemente otimizar a eficácia dos resultados. Caso o problema não seja tratado, algumas complicações podem aparecer:

Infertilidade

Dependendo da localização e do tamanho do pólipo, pode ocorrer infertilidade devido ao bloqueio da passagem dos espermatozoides. Além disso, a presença dos pólipos pode atrapalhar a implantação do embrião. 

Outro fator agravante é que os pólipos uterinos podem agravar outros problemas hormonais, que afetam o ciclo menstrual da mulher.

Câncer de endométrio

Como os pólipos surgem a partir do crescimento desordenado de células, eles podem evoluir para o câncer de endométrio, principalmente nas mulheres acima dos 45 anos. 

Entretanto, caso haja um acompanhamento regular, o quadro tende a ser revertido com eficácia. De certa forma, a presença de pólipos uterinos podem não caracterizar a causa da neoplasia endometrial maligna do câncer no endométrio, mas são capazes de sinalizar a presença da doença, por apresentarem sintomas significativos para uma análise mais profunda.

Como prevenir a presença de pólipos uterinos?

Para prevenir a doença, especialistas indicam a manutenção de hábitos saudáveis, que reduzirão a chance do desenvolvimento ou reincidência do problema, como:

  • manter uma dieta equilibrada, com redução de sal, gorduras, açúcar e rica em frutas, legumes e verduras;
  • praticar exercícios físicos;
  • manter o peso corporal;
  • manter a pressão sob controle.

Por isso, é fundamental realizar um acompanhamento frequente da saúde ginecológica da mulher, para que o problema possa ser diagnosticado o quanto antes. Assim sendo, os impactos no corpo da mulher tendem a ser menores e reversíveis.

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Publicado por: E-saúde

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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