Publicado em 26/09/2020

Quem possui endométrio fino pode engravidar?

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Quem tem endométrio fino pode engravidar sim! Embora este seja um problema que interfira na fertilidade da mulher, ainda assim é possível que ela consiga ter um filho biológico. Mas para isso, é preciso fazer um tratamento para aumentar a espessura endometrial.

Neste artigo, mostramos de que forma a mulher com endométrio fino consegue engravidar. Continue a leitura entenda como funciona o tratamento necessário para essa situação.

Sim: quem tem endométrio fino pode engravidar!

Sem dúvida, a atrofia no tecido endometrial pode ser um problema que dificulta a gravidez. A boa notícia, porém, é que esse problema não a impede de acontecer.

Alguns sinais relacionados ao fluxo menstrual podem ajudar a diagnosticar um endométrio fino. Felizmente, o tratamento para esse tipo de anomalia é muito acessível e, na maioria das vezes, proporciona bons resultados, devolvendo à mulher a capacidade de engravidar.

Qual é o tratamento para o endométrio fino?

O tratamento para aumentar a espessura do endométrio costuma ser feito com o uso de repositores de hormônios, como o estradiol e a progesterona. Esse tipo de abordagem é indicada para mulheres com endométrio atrófico ou atrofiado, ou seja, medindo de 0,3 a 6 milímetros (impedindo-as de engravidar naturalmente).

Essa classe de medicamentos aumenta a espessura endometrial. Com isso, possibilita a implantação do embrião no útero e, consequentemente, a gravidez — desde que não haja outros problemas de fertilidade concomitantes.

No entanto, tão importante quanto a espessura do endométrio é a sua receptividade. Prova disso é que muitas mulheres conseguem engravidar com endométrios de 4 milímetros.

Sendo assim, o uso dos remédios nem sempre é necessário. Converse com um médico especialista para avaliar o seu caso de forma individualizada.

Qual é a função do endométrio?

O endométrio é um tecido rico em vasos sanguíneos e glândulas especializadas, que reveste a parede interna do útero. Esses vasos são formados e destruídos periodicamente no ciclo menstrual, de acordo com as alterações hormonais de cada mulher.

A função do endométrio é acolher e nutrir o embrião nos estágios iniciais da gravidez. Assim, esse tecido oferece as condições necessárias para a implantação e nutrição do óvulo fecundado até a formação da placenta, permitindo o transporte de nutrientes e oxigênio entre mãe e feto.

É por isso que, quando não há fecundação, toda a camada funcional do endométrio é expelida. E, consequentemente, tem início o processo de menstruação.

O que pode deixar o endométrio fino?

Diversos fatores podem provocar atrofia no tecido do endométrio. A principal causa é o uso prolongado de anticoncepcionais. Por isso, antes de planejar uma gravidez, é importante que a mulher fique, pelo menos, 3 meses sem o uso desse tipo de contraceptivo.

Além disso, existe a mudança de espessura natural do tecido do endométrio durante o ciclo menstrual. No período fértil, espera-se que tenha entre 16 e 21 milímetros — embora seja possível manter o embrião com, apenas, 8 milímetros de espessura.

No entanto, mulheres que têm uma camada ainda mais fina podem não conseguir engravidar. Isso acontece porque o endométrio não é suficiente para nutrir o embrião e, consequentemente, garantir o seu crescimento.

Além do uso de métodos contraceptivos hormonais, existem outras possíveis causas para a diminuição da espessura do endométrio. São elas:

  • baixa concentração de progesterona;
  • presença de doença inflamatória pélvica;
  • lesões no útero após curetagem ou aborto (as quais podem levar à Síndrome de Asherman, condição na qual há a destruição da camada regenerativa do endométrio).

Existem sintomas que indiquem o endométrio fino?

Com um pouco de atenção, é possível perceber alguns sinais possivelmente ligados à atrofia do endométrio. Entre eles:

  • menstruação irregular;
  • dificuldade para engravidar;
  • histórico de abortamento.

Por outro lado, o endométrio fino também pode ser totalmente assintomático. Ou ainda, em certos casos, ter sintomas semelhantes aos de outras doenças ginecológicas ligadas à infertilidade. São exemplos:

  • patologias tubárias;
  • endometriose (principal responsável pelos casos de infertilidade feminina);
  • miomas e pólipos (tumores benignos do útero);
  • disfunção ovulatória (quando a mulher não menstrua ou menstrua com falhas no processo de ovulação);
  • insuficiência ovariana prematura (esgotamento natural da reserva ovariana);
  • síndrome dos ovários policísticos (intervalos menstruais muito longos ou ausência de ovulação);
  • hiperprolactinemia (aumento dos níveis de prolactina, um hormônio ligado à amamentação, sem que a mulher esteja amamentado, o que atrapalha a secreção de outros hormônios necessários à ovulação).

Qual é a relação da idade com o endométrio fino?

À medida que a mulher envelhece, o endométrio fica, naturalmente, mais fino. A esse problema, somam-se outros fatores decorrentes do avanço da idade, os quais aumentam a dificuldade para engravidar. Por exemplo:

  • a diminuição da reserva ovariana, assim como da qualidade dos óvulos;
  • a irregularidade e encurtamento dos ciclos menstruais, comprometendo a capacidade de fertilização.

Como deve ser um endométrio adequado?

Um endométrio com espessura adequada deve ter, no mínimo, 7 milímetros e, no máximo, de 12 a 14 milímetros (durante a ovulação). Essas condições melhoram a receptividade do endométrio ao embrião, aumentando a capacidade de engravidar.

Não à toa, nas clínicas de fertilização, o período entre o 20º e o 24º dia do ciclo menstrual (que, em média, dura 28 dias), é conhecido como “janela de implantação”.

Como descobrir se tenho endométrio fino?

diagnóstico para descobrir se o seu endométrio é fino pode ser feito por meio de um exame de ultrassom transvaginal (também chamado de endovaginal), realizado durante o período fértil. Para que a ovulação aconteça, é preciso que o endométrio se encontre com três camadas e tenha, no mínimo, 8 milímetros de espessura.

Cerca de 4 dias após a ovulação, o endométrio atinge sua maior espessura. E cerca de 6 dias depois da fecundação, ele se encontra na condição ideal para a implantação do óvulo fecundado.

Por que é preciso consultar um especialista?

Mesmo que a gestação ocorra sem qualquer tratamento, o endométrio fino pode trazer riscos para a mamãe e o bebê. Isso por que, mulheres com essa condição têm maior tendência à implantação anormal da placenta (condição chamada de placenta acreta), deslocamento placentário, pré-eclâmpsia, entre outros problemas. Já os bebês podem ter tamanho abaixo do esperado para a idade gestacional ou nascerem prematuros.

Caso tenha suspeita sobre o endométrio fino, é importante buscar ajuda em uma clínica de reprodução. Com o parecer de profissionais de confiança e especializados em saúde reprodutiva, é possível realizar um diagnóstico de qualidade e, dessa maneira, direcionar a melhor forma de tratamento!

Ainda tem dúvidas sobre a infertilidade feminina? Nossa equipe pode ajudar! Entre em contato e esclareça tudo o que desejar!

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Publicado por: Dr. Jean Louis Maillard - Ginecologista - Diretor técnico médico - CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605
Ginecologista formado na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1983, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, Precertopship de Histeroscopia e Fellow nos Hospitais Tenon e Port Royal em Paris

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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