Patologias tubárias e sua relação com a infertilidade feminina

Publicado em: 27 de setembro de 2011

Patologias tubárias e sua relação com a infertilidade feminina

A infertilidade feminina, definida como inabilidade para a concepção a despeito de ter relações sexuais regularmente sem método contraceptivo, afeta aproximadamente 10% da população em idade fértil.

As causas mais frequentemente associadas à infertilidade são as patologias tubárias, que, por sua vez, são causadas por danos provenientes da Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A DIP, na maioria dos países desenvolvidos, tem como etiologia infecção pela Clamídia.  A incidência de dano tubário após um episódio de infecção pélvica é de aproximadamente 12%,  após dois episódios sobe para 23% e após três episódios a taxa se eleva para 45%.

A Doença Inflamatória Pélvica pode envolver outras estruturas pélvicas altas que não as tubas uterinas, como o útero e ovários, e tem seu diagnóstico clínico bastante impreciso, haja vista sua apresentação. Dor em baixo abdome, relacionada ou não com relação sexual, pode sugerir tal patologia. Sangramento uterino anormal ocorre em cerca de um terço dos casos, enquanto sintomas como febre, uterite, corrimento vaginal e abatimento são sinais e sintomas relacionados, porém pouco específicos.

Outras causas de danos tubários incluem adesão pós-cirúrgica ou endometriose. O exame diagnóstico tido como padrão ouro é a laparoscopia, no entanto outros exames têm se mostrado como boa alternativa por demonstrar custos relativamente interessantes e boa acurácia: a histerosalpingografia é o principal deles.

O tratamento cirúrgico representa a melhor abordagem terapêutica para as patologias tubárias.  Estudos mostraram uma taxa em torno de 70% de gravidez após o procedimento cirúrgico em pacientes pré-selecionadas, enquanto os últimos resultados pesquisados por um centro italiano reportaram uma taxa de nascidos vivos por ciclo no tratamento da infertilidade por Reprodução Humana Assistida (método comumente utilizado para avaliar a taxa de sucesso em reprodução humana) de 13% (considerada boa).

Pode-se afirmar que a cirurgia de reconstrução tubária permanece como importante opção para muitos casais e deveria ser considerada como abordagem de primeira linha no diagnóstico e tratamento da infertilidade causada por patologias tubárias.

Dr. Jean Maillard, ginecologista da Clínica Fecondare (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107), explica que a ideia da equipe Fecondare é a de que a restauração da fertilidade passa por vários processos antes de se chegar ao laboratório de Reprodução Assistida. “Acreditamos que sempre que for possível melhorarmos a fertilidade com técnicas menos complexas elas devem ser realizadas, como no caso da cirurgia da patologia tubária que, ao nosso ver, deverá sempre ser pela técnica vídeo laparoscópica”, explica o ginecologista.

Artigo elaborado pela equipe Fecondare em parceria com a E-saúde.

Conteúdo atualizado em: 3 de Maio de 2017

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