Publicado em 04/03/2020 - Atualizado 15/05/2020

Tricomoníase na gravidez: quais os riscos?

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A tricomoníase na gravidez é uma condição séria e precisa de tratamento para preservar a vida da mãe e do bebê. 

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Caracterizada por uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, a tricomoníase é uma doença transmitida por uma pessoa infectada, por meio de relação sexual desprotegida.

O parasita causador da doença costuma viver na vagina ou na uretra, embora também possa ser encontrado em outras partes do sistema geniturinário. É um protozoário que causa microlesões na parte interna da vagina, podendo, inclusive, levar ao desenvolvimento de outras DSTs.

A doença pode atingir tanto as mulheres, quanto os homens. No entanto, quando uma mulher grávida encontra-se infectada, é fundamental que o tratamento seja feito corretamente, pois, caso contrário, é possível que o bebê nasça com complicações.

Mas qual a melhor forma de fazer o tratamento para a tricomoníase em mulheres grávidas?

Tricomoníase na gravidez: como são os sintomas?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é provável que cerca de 25 milhões de gestantes estejam infectadas com a doença. Na mulher, a tricomoníase atinge o colo uterino, uretra e vagina.

Um dos grandes problemas da doença é que, em 30% dos casos, a tricomoníase não apresenta nenhum tipo de sintoma por longos períodos.

No entanto, quando surgem, aparecem como um corrimento abundante e característico, de aspecto espumoso, purulento e com mau cheiro

Além disso, irritação da vulva; prurido; coceira nos órgãos genitais; sangramento e dor após relação sexual e alguns sintomas urinários, como dificuldade e dor ao urinar também se caracterizam como sinais da doença.

A partir disso, é necessário realizar um diagnóstico seguro e dar início ao tratamento da doença, para evitar complicações. 

Como tratar a tricomoníase na gravidez?  

O tratamento da tricomoníase busca erradicar o agente causador da doença. De forma geral, é indicado o uso de antibióticos e quimioterápicos. O tratamento tópico também é recomendado para as mulheres utilizarem na vagina.

É importante considerar que todas as gestantes, quando apresentam sintomas e confirmam o diagnóstico, devem ser tratadas com dose única de metronidazol 2g VO, medicamento utilizado para tratar doenças sexualmente transmissíveis (DST).

O tratamento deve ser realizado independente do estágio da gestação e, quando não apresenta melhora, é recomendado um tratamento alternativo para a variação do medicamento. 

Já quando a gestante não apresenta nenhum tipo de sintoma, é necessário avaliar os riscos e benefícios do tratamento para a situação, já que há possibilidade de que a criança nasça prematura, sob o uso do medicamento. Por isso, o ideal é entrar com a medicação após a 37 semana de gestação.

Além disso, o tratamento para tricomoníase é permitido durante o período de amamentação, embora o leite possa adquirir o gosto metálico e prejudicar a aceitação da criança. 

Quais as complicações para o bebê

Além de amenizar os sintomas de corrimento vaginal, o tratamento evita novos episódios de transmissão sexual e impede que o bebê desenvolva alguns problemas, como:

  • infecção genital,
  • baixo desenvolvimento intelectual;
  • infecção das vias respiratórias;
  • baixo peso.

É importante considerar que após a infecção pela doença, o tratamento não diminui os riscos do parto prematuro. No entanto, é fundamental tratar a doença para evitar complicações mais severas, como as citadas anteriormente.

Medidas importantes sobre o tratamento

É válido ressaltar que o parceiro também deve ser tratado com a medicação prescrita, sem a necessidade da prescrição diagnóstica. Inclusive, a maioria dos homens não percebem alterações quando estão infectados, embora uma pequena parte apresente inflamação na uretra.

Geralmente, a resistência dos homens em ir ao médico é mais um indicativo para que a doença continue se disseminando no organismo da mulher.

Por isso, é fundamental orientar que, durante o tratamento, as relações sexuais sejam evitadas a fim de que o organismo se equilibre novamente, e consequentemente, evite a piora do quadro e o surgimento de novas doenças. Além disso, mesmo após a medicação, o uso do preservativo deve ser feito.

Também deve ser evitado o consumo de bebidas alcoólicas, já que o mesmo pode desencadear o efeito antabuse, que consiste no resultado da interação do medicamento com o álcool e então trazer náuseas, tonturas, mal-estar e proporcionar gosto metálico na boca.

Faça um acompanhamento médico

Independente de surgir algum sintoma ou não, é fundamental que estar atento à saúde, buscando prevenir doenças. Por isso, antes de esperar algum sintoma surgir, procure um especialista e faça exames regulares para compreender de perto como anda a sua saúde. 

Principalmente se você estiver grávida, relate todo o seu histórico para o médico, a fim de otimizar o seu pré-natal e se manter livre de complicações para o bebê. Além disso, a tricomoníase e qualquer outra doença sexualmente transmissível pode ser evitada por meio do uso de preservativo.

De qualquer forma, lembre-se que apenas um especialista pode te ajudar a identificar doenças e recomendar o melhor tipo de tratamento para o seu caso.

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Publicado por: Dr. Jean Louis Maillard - Ginecologista - Diretor técnico médico - CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605
Ginecologista formado na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1983, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, Precertopship de Histeroscopia e Fellow nos Hospitais Tenon e Port Royal em Paris

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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