Publicado em 05/09/2020 - Atualizado 18/11/2020

Gonorreia tem cura?

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Contanto que seja diagnosticada e tratada precocemente, a gonorreia tem cura. Caso contrário, essa doença sexualmente transmissível pode desencadear uma série de complicações — levando, inclusive, à infertilidade. Além disso, se não tratada, a infecção pode evoluir para doenças graves e crônicas, como problemas neurológicos e cardiovasculares.

Neste artigo, explicamos tudo sobre essa perigosa DST. Para saber mais, continue a leitura!

O que é a gonorreia e como ela é contraída?

gonorreia é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), estima-se que seus casos correspondam a 56% do total de DSTs registradas no Brasil. Aliás, se não tratada, ela aumenta a suscetibilidade do organismo ao contágio de outras DSTs, inclusive a Aids.

Em adultos, a doença é contraída durante o ato sexual desprotegido, infectando a uretra (canal condutor da urina). Em caso de sexo anal ou oral, o reto e a garganta também são infectados, levando à obstrução anal e, até mesmo, a alterações da voz (por conta da faringite gonocócica), entre outros problemas.

Em recém-nascidos, a gonorreia é transmitida de mãe para filho, no momento do parto. Nesse caso, provoca a chamada oftalmia neonatal (um tipo de conjuntivite).

Como ela afeta o organismo?

uretrite gonocócica (ou blenorragia), infecção resultante da gonorreia, pode causar sérios danos à saúde. Se as bactérias entrarem em contato com a corrente sanguínea, elas podem se alastrar pelo corpo e atingir as articulações, levando à chamada infecção gonocócica generalizada.

Nesse caso, a infecção pode ser notada por sintomas como eritemas (feridas avermelhadas e doloridas na pele), dores e inchaços nas articulações, enrijecimento muscular e febre.

A gonorreia tem cura?

Felizmente, a gonorreia tem cura. No entanto, é fundamental que, para se livrar da doença, o tratamento seja feito da maneira correta, a fim de eliminar as bactérias completamente.

Em caso de suspeita, é necessário procurar um especialista que, imediatamente, irá solicitar a realização de alguns exames para confirmar o diagnóstico. Além do hemograma direcionado, o exame microscópio da secreção é indispensável.

Uma vez iniciado o tratamento, a infecção começa a regredir rapidamente. Quando há sintomas, eles levam de 10 a 14 dias para desaparecerem.

Como é o diagnóstico e tratamento da gonorreia?

O período de incubação varia de 24 horas a 14 dias. O diagnóstico é feito por meio da análise clínica e exames laboratoriais.

O tratamento da gonorreia é à base de antibióticos, administrados via oral ou parenteral em dose única (injeção), e deve ser feito em caráter de urgência.

Devido ao risco de contágio, é importante não manter relações íntimas durante o tratamento, nem mesmo com o uso de preservativos. Uma vez curada, prevenir-se, usando camisinha, é a melhor opção.

Mas atenção: em casos assintomáticos, as relações sexuais podem ser retomadas após o 7º dia de tratamento. Quando há sintomas, apenas após o desaparecimento completo.

É possível reconhecer os sintomas da doença?

Com certeza. Mas para isso, é importante estar sempre atento aos sinais que o corpo emite sobre a própria saúde.

No caso da gonorreia, os sintomas podem surgir nas primeiras 24 horas após a infecção. Isso porque, a bactéria causadora da doença possui ação bastante rápida. Em outros casos, no entanto, os sinais podem aparecer cerca de duas semanas dias após o contágio.

Sintomas da gonorreia na mulher

Embora a gonorreia nas mulheres seja, quase sempre, assintomática, a manifestação da doença pode causar:

  • incontinência urinária; 
  • dor ao urinar;
  • corrimento semelhante ao pus, de coloração branca-amarelada;
  • sangramento entre as menstruações;
  • inflamações nas glândulas de Bartholin (localizadas nas laterais da vagina), responsáveis pela lubrificação da mulher;
  • inflamação no ânus, quando houver relação íntima anal;
  • dor na garganta e alteração na voz, no caso de relação íntima oral.

Sintomas da gonorreia no homem

Os homens apresentam os sintomas logo nos dias seguintes ao contato sexual desprotegido. Entre o primeiro e o terceiro dia do contágio, podem surgir os seguintes sinais:

  • vontade frequente de urinar;
  • ardência ao urinar;
  • febre baixa;
  • corrimento de cor amarelada (semelhante ao pus) por meio do pênis;
  • inflamação no ânus, quando houver relação íntima anal;
  • dor na garganta e alteração na voz, no caso de relação íntima oral.

Como a gonorreia pode levar à infertilidade?

Não tratar a gonorreia — adequadamente e no momento certo — pode ocasionar complicações sérias. Caso não seja cuidada, essa doença leva à infertilidade em ambos os sexos.

Nos homens, a infecção pode chegar ao epidídimo e provocar uma inflamação no reservatório de esperma que fica junto ao testículo, chamada epididimite. É possível, também, que haja o estreitamento da uretra e a inflamação da próstata.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), organismo da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gonorreia, assim como a clamídia, são os principais fatores de doença inflamatória pélvica e infertilidade em mulheres. Nelas, a infecção pode chegar ao útero, trompas e ovários.

Qual é o perigo do contágio na gravidez?

Além de aumentar os riscos de complicações gestacionais, a gonorreia também pode ser a responsável pela gravidez fora do útero (gravidez ectópica). Já a transmissão da gonorreia, assim como de outras DSTs (como a clamídia, a sífilis e a tricomoníase), para o bebê pode levar ao:

  • aborto espontâneo;
  • morte neonatal (antes do 28º dia de vida);
  • nascimento prematuro
  • baixo peso ao nascer;
  • conjuntivite (oftalmia gonocócica), lesões na córnea e cegueira.

Outros acometimentos possíveis são:

  • aparecimento de sepses;
  • otite média;
  • meningite;
  • endocardite;
  • estomatite;
  • deformidades congênitas;
  • pneumonia;
  • bronquite, entre outros problemas.

Por isso, caso o diagnóstico ocorra próximo ao parto, o recém-nascido deve ser acompanhado com atenção. Dessa forma, é possível identificar e tratar esses problemas sem maiores complicações.

Como proceder em relação ao parceiro sexual?

A pessoa infectada tem a responsabilidade de comunicar todos os parceiros sexuais com os quais se relacionou nos últimos dois meses. Eles devem ser testados e, caso apresentem a doença, realizarem o tratamento. Aproveite que a gonorreia tem cura e não permita que o problema se agrave. Em caso de suspeita, busque ajuda. Essa é a forma mais eficaz de evitar tanto o risco de infertilidade como de prevenir complicações obstétricas e neonatais.

Esperamos que o artigo tenha sido útil, mas caso ainda restem dúvidas, entre em contato com a nossa equipe. Nossos especialistas estão à disposição para ajudá-lo da melhor forma possível!

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Publicado por: Equipe Fecondare

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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