28/11/2012

Diabetes tipo 1 e reprodução feminina

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O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, isto é, causada pela produção de anticorpos (células de defesa) pelo próprio organismo contra algum órgão do corpo. No caso do diabetes tipo 1, os anticorpos produzidos se voltam contra o nosso pâncreas, especificamente contra as células do pâncreas que produzem insulina. A consequência disso para o organismo é a diminuição de insulina e o aumento de açúcar no sangue, já que é a insulina a responsável por tirar do sangue o açúcar e fornecê-lo aos tecidos do corpo que precisam.

Sempre se considerou que mulheres com diabetes tipo 1 tinham uma tendência a distúrbios do desenvolvimento reprodutivo, inclusive infertilidade. Sabe-se atualmente que o diabetes tipo 1 está associado a um atraso na puberdade, à irregularidade menstrual, à síndrome do ovário policístico e possivelmente a uma menopausa mais precoce. E, pensando nisso tudo, pesquisadores da Universidade de Córdoba na Espanha resolveram estudar a relação entre essa condição e a reprodução feminina.

A tendência a distúrbios reprodutivos que essas mulheres possuem foi em grande parte amenizada pela eficácia do tratamento com insulina (insulinoterapia com injeções), que iniciou na década de vinte. Por outro lado, o excesso de insulina que pode advir da terapia também pode causar problemas como ganho de peso, ovários policísticos e aumento de hormônios masculinos, afinal muitos tecidos do corpo possuem receptores de insulina, sendo sensíveis a ela.

O alto nível de açúcar no sangue dessas pacientes (hiperglicemia) também pode comprometer a função reprodutiva, afetando, por exemplo, a função dos ovários (responáveis pela produção do óvulo), mas parece que a ovulação em si não é afetada. Outro aspecto que pode ser observado nessas pacientes é a disfunção sexual, como diminuição do desejo sexual ou sensação de dor durante a relação.

Apesar de toda influência que o diabetes tipo 1 tem sobre a capacidade reprodutiva da mulher, a incapacidade de se reproduzir – infertilidade – apresenta uma taxa semelhante com a de mulheres sem essa doença. Ainda assim, pode-se afirmar que essas pacientes terão mais dificuldades para engravidar, tendem a ter irregularidades menstruais e menopausa mais precocemente, isto é, a sua reserva de óvulos tende a acabar mais cedo. A diabetes tipo 1 pode ser considerada um desafio na vida reprodutiva das mulheres.

Dr. Jean Louis Maillard (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107), explica que não só para a função reprodutiva, mas para o bom funcionamento de todos os sistemas do organismo é imprescindível que os indivíduos portadores de Diabete tipo I estejam sempre com sua glicemia controlada. Isto é feito pelo uso da insulina, dieta rigorosa e atividade física, que deve ser feita sob orientação especializada.

Para os portadores, a reprodução, estando a glicemia sob controle, funciona como para os indivíduos sem a doença. Cabe salientar que na gravidez, o acompanhamento e a adequação da dose de insulina devem ser realizados de uma forma mais rigorosa do que o normal“, salienta Dr. Jean.

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Publicado por: Equipe Fecondare

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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