Publicado em 15/12/2021

Não consigo engravidar: quando devo procurar ajuda?

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“Dr., sou jovem, saudável, mas não consigo engravidar”, dizem muitos pacientes. Pois saiba que conquista natural de uma gestação é uma realidade para 85% dos casais saudáveis na faixa dos 30 anos de idade. De acordo com dados médicos, os 15% restantes, caso desejem gerar um filho, devem recorrer às técnicas de reprodução assistida.

Neste artigo, mostramos quando é hora de buscar ajuda médica especializada, bem como quais são os tratamentos disponíveis. Além disso, há orientações do Dr. Jean Louis Maillard (CRM-SC 9987 – RQE 5605),ginecologista da Clínica Fecondare, em Florianópolis, SC. Confira!

 

Quero engravidar e não consigo: trata-se de infertilidade?

 

A infertilidade afeta milhões de pessoas em idade reprodutiva. Estimativas recentes da Redlara, ligada à OMS, sugerem que 48 milhões de casais e 186 milhões de pessoas compartilham esse problema em todo o mundo.

Dito isso, vamos aos fatos: para ser diagnosticado com infertilidade é necessário que o casal tente, primeiro, engravidar naturalmente. Passado esse período, homem e mulher devem consultar, juntos, um especialista em reprodução assistida. Só então é possível investigar as prováveis causas da dificuldade.

 

Não consigo engravidar: quais exames devo fazer?

 

Muitas vezes, a infertilidade apresenta sintomas. Nas mulheres, os mais frequentes são os ciclos irregulares, os quais podem ser causados por problemas como endometriosesíndrome dos ovários policísticos (SOP),entre outros. Redução da libido, alterações na pele, queda de cabelo acentuada e ganho de peso também podem ter relação com distúrbios hormonais, que afetam a fertilidade.

Já nos homens, destacam-se os problemas na ejaculação, a impotência sexual, alterações na aparência do esperma, o tamanho dos testículos e a dificuldade para urinar. E tem mais: excesso de sono ou irritabilidade podem ser sintomas ligados a disfunções hormonais. Essas, por sua vez, diminuem a produção de testosterona, prejudicando a fertilidade.

Sendo assim, para traçar o diagnóstico, o médico responsável parte da análise:

  • dos sintomas;
  • do estilo de vida, para saber se há fatores de risco associados (como o tabagismo, o alcoolismo e/ou a dependência química);
  • do histórico clínico, para verificar se existem comorbidades (como diabetes, hipertensão e obesidade).

 

Os exames ajudam a chegar ao diagnóstico e, assim, definir a melhor estratégia de tratamento. Entre eles, destacam-se:

  • exames de sangue que medem os níveis hormonais e exames de imagem (como a ultrassonografia),no caso das mulheres;
  • espermograma, exames para medir os níveis hormonais, ultrassonografia e, por vezes, biópsia dos testículos, no caso dos homens.

 

Além desses, o médico pode solicitar um cariótipo. Esse tipo de exame realiza uma análise cromossômica do casal, ajudando a descobrir porque não consegue engravidar.

 

Não conseguir engravidar costuma ser “culpa” da mulher?

Não. Veja bem: a infertilidade não escolhe gênero. Além disso, existem inúmeros motivos que levam a não conseguir engravidar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA),mulheres e homens apresentam os mesmos índices de problemas. Assim, entre os casos de infertilidade:

 

Assim, a “responsabilidade” pela infertilidade só pode ser colocada, de antemão, sobre as mulheres em situações em que não há um parceiro. Ou seja, isso ocorre somente nos casos de maternidade independente (também conhecida como produção independente).

 

Por que não consigo engravidar?

 

infertilidade pode ser ocasionada por diversos fatores. Os mais comuns são:

 

Ao identificar as causas, os especialistas em reprodução humana irão recomendar o tratamento mais adequado para cada casal ou mulher (caso deseje ser mãe solo). As técnicas de reprodução assistida podem ser:

 

Quais são os tratamentos para quem não consegue engravidar?

Segundo o Dr. Jean, diversos tratamentos podem ser utilizados. As indicações são feitas com base nas necessidades dos pacientes. Confira!

 

Indução da ovulação com namoro programado

 

indução da ovulação é um tratamento de baixa complexidade que objetiva melhorar a resposta ovariana. Para isso, pode-se administrar a medicação via oral ou injetável. O controle da ovulação é feito por ultrassonografia transvaginal e dosagens hormonais.

“Vale destacar que, em todas as técnicas de reprodução assistida, utiliza-se a indução da ovulação, para que se tenha maiores chances de resultados positivos”, explica o ginecologista. Já o namoro programado fica por conta da indicação da melhor data para ter relação sexual, baseada na resposta do organismo da paciente aos medicamentos.

 

Inseminação artificial (IA)

 

inseminação artificial também é considerada um tratamento de baixa complexidade. Nesse procedimento, após a indução da ovulação, o esperma processado e concentrado é colocado, diretamente, na cavidade uterina no dia preciso da ovulação. “Estudos mostram que a taxa de gravidez após a técnica pode variar muito, dependendo de múltiplos fatores. No entanto, de um modo geral, é bastante significativa: em torno de 15 a 20%”, afirma Dr. Jean.

 

Fertilização in vitro (FIV)

 

fertilização in vitro é um tratamento de alta complexidade. A primeira parte consiste em coletar os gametas (óvulos e espermatozoides) e prepará-los para o procedimento. Posteriormente as células reprodutivas são acondicionadas em um local que simula as condições das trompas, em uma ação feita pela(o) embriologista no laboratório.

Os embriões obtidos ficam em uma incubadora por até cinco dias. Se o processo evoluir no meio de cultura, o embrião selecionado é colocado no útero da mulher, por via vaginal. Esse processo é indolor e, após 12 dias, realiza-se um exame de sangue (Beta HCG) para saber se a paciente conseguiu engravidar. “O sucesso da FIV depende da qualidade dos espermatozoides, dos óvulos, sobretudo dos embrioes que geraram e da receptividade do endométrio, sendo de grande importância a qualidade do laboratório de reprodução assistida”, explica o especialista.

 

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

 

injeção intracitoplasmática de espermatozoides também é um tratamento de alta complexidade. A diferença da ICSI em relação à FIV está no processo de fertilização. Na ICSI, é o embriologista quem realiza a fecundação, por meio da injeção do espermatozoide, previamente selecionado, dentro do óvulo. Na etapa seguinte, como na FIV, o embrião é transferido para o útero da paciente.

 

Não consigo engravidar: quando procurar ajuda médica?

 

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, buscar auxílio médico em uma situação de infertilidade pode não custar muito. Afinal, o valor do investimento no tratamento depende das causas do problema e das técnicas necessárias.

“Muitas vezes, tratamentos mais simples são suficientes para conquistar a gravidez. Por isso, dizer que a reprodução assistida é uma alternativa para poucas pessoas não é verdade”, reforça o médico.

“Dr., não consigo engravidar”. Se você se identifica com essa frase, tome nota: caso esteja tentando engravidar há mais de um ano, procure um médico. Mas se tiver 35 ou mais, espere, no máximo, seis meses para buscar ajuda. Isso porque, o fator tempo influencia, principalmente, na fertilidade feminina.

 

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Publicado por: Dr. Ricardo Nascimento - Ginecologista - CRM-SC 3198 e RQE 2109
Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1981. Residência Médica na Maternidade Carmela Dutra- Secretaria Estadual de Saúde-SC, Especialização em Reprodução Humana na Universidade Federal do Paraná.

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      Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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