20/12/2018

É preciso tomar hormônio para engravidar?

Tomar hormônio para engravidar é uma alternativa disponível para o tratamento de infertilidade. No entanto, é importante que essa escolha seja detalhadamente esclarecida, assim como deve ser alertado os possíveis efeitos secundários da ingestão de hormônios. 

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Os tratamentos que utilizam hormônios para engravidar são: 

  • estimulação ovariana;
  • inseminação artificial;
  • coito programado;
  • fertilização in vitro;
  • doação de óvulos e transferências de embriões congelados.

De que maneira a mulher pode tomar hormônio para engravidar?

Os hormônios femininos são importantes para a metabolização e análise de substâncias destinadas ao controle de energia. Além disso, os hormônios atuam no crescimento e funcionalidade de diversos órgãos, principalmente os sexuais, que são responsáveis por segregar outros hormônios importantes para a reprodução sexual. Dessa forma, o crescimento do óvulo dentro do organismo feminino também estará diretamente relacionado a determinados hormônios que se manifestam nos períodos de ovulação

Esses hormônios estão relacionados tanto ao ciclo menstrual, quanto são responsáveis pelo bom desenvolvimento de uma gravidez. Conhecê-los permite saber mais sobre a fertilidade da mulher. Confira quais são esses hormônios e como eles podem atuar em quadros de infertilidade feminina.

Medicamentos para ovulação

Em relação à ovulação, alguns hormônios poderão ser utilizados no tratamento de infertilidade.

Gonadotrofina

Um hormônio injetável que permite melhorar a resposta da mulher infértil por meio do controle dos folículos para o destino de ciclos de Fertilização in Vitro e inseminação artificial. O folículo é responsável por produzir estrogênio, por isso, se houver vários folículos, a quantidade de estrogênio será aumentada, o que pode acarretar em determinadas respostas. Sobre seus efeitos colaterais, podemos citar:

  • inchaço abdominal;
  • sensibilidade e dor na mama;
  • dor de cabeça;
  • sensação de náusea; 
  • região de aplicação da injeção pode apresentar-se arroxeada temporariamente;

No entanto, é importante apontar que esses efeitos são bastante raros, haja visto que o especialista tratará cada caso com bastante cuidado. A listagem é necessária só para que a paciente entenda que são condições normais após a aplicação.

Clomifeno

Esse é um hormônio anti-estrogênio e pode ser ingerido na forma de comprimidos durante cinco dias por mês. Atua estimulando a hipófise na produção do hormônio estimulador dos folículos, aumentando a produção de óvulos. É necessário cuidado com seu uso, pois em excesso (por mais de seis ciclos) poderá ser nocivo e aumentar o risco de câncer no ovário. Por isso é importante um acompanhamento médico especializado. 

Hormônios que atuam no controle ovulação

O chamados agonistas e antagonistas hormonais do GnRn, hormônio liberador da gonadotrofina, são hormônios injetáveis que atuam no bloqueio da hipófise. Eles proporcionam uma ovulação espontânea à mulher que desenvolve diversos folículos. 

Esses hormônios requerem aproximados 20 dias de tratamentos, sendo eficazes com três ou quatro aplicações. Em relação aos seus efeitos colaterais, estes podem causar certos incômodos na região aplicada, entretanto, não considera-se algo grave.

Medicamentos que amadurecem os óvulos

O hormônio estimulante HCG atua para maturar os óvulos, por meio de uma injeção subcutânea, levando a hiperestimulação ovariana. Dessa forma, o hormônio atua diretamente no amadurecimento final dos óvulos, parte importante para a inseminação artificial e punção dos óvulos, que são coletados para o tratamento da Fertilização in Vitro. 

Como efeitos colaterais, é normal que a aplicação do hormônio desencadeie alguns desconfortos, como inchaço nas mãos e tornozelos, sensação de distensão abdominal, além de náuseas e vômitos.

Hormônio que estimula a gravidez

A progesterona é o hormônio que as mulheres geram após a ovulação até a próxima menstruação. É indicada para ser utilizada antes da inseminação artificial ou na transferência de embriões até a realização do teste de gravidez. É possível aplicá-lo por via oral, vaginal ou de forma injetável. Sobre os efeitos colaterais, estes podem ser parecidos aos da tensão pré menstrual (TPM).

Faça um acompanhamento

Antes de optar por um tratamento hormonal é de suma importância fazer um acompanhamento com um ginecologista especialista em medicina reprodutiva. Após realizar exames e uma avaliação detalhada do seu estado de saúde para a prescrição medicamentosa.  uma . Além disso, certifique-se dos efeitos colaterais e relate ao especialista.

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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