Publicado em 09/10/2023

É possível engravidar após o câncer?

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Hoje em dia, engravidar após o câncer já é uma opção, graças às técnicas de reprodução assistida. Isso é um avanço, pois permite que os pacientes oncológicos possam aumentar a família mesmo após a doença, que tende a diminuir a fertilidade. Mas, como isso é possível?

diagnóstico de câncer é um momento angustiante e desafiador na vida de qualquer pessoa. Além dos impactos físicos e emocionais, muitos pacientes também enfrentam preocupações sobre o futuro reprodutivo.

Neste artigo, vamos explorar questões importantes relacionadas a essa jornada e as opções disponíveis para aqueles que desejam construir uma família após a superação do câncer.

Engravidar após o câncer: como funciona?

O tratamento do câncer, como a quimioterapia e a radioterapia, pode afetar significativamente a fertilidade. Ou seja, muitos pacientes em idade fértil, submetidos ao tratamento, possuem maior risco de perder a capacidade reprodutiva após tratar a doença.

Mulheres podem enfrentar a diminuição da reserva ovariana e a menopausa precoce, enquanto homens podem experimentar redução na qualidade do esperma. No geral, essa incapacidade pode ser transitória ou permanente, dependendo do caso. Mas, felizmente, existe solução.

Por que a fertilidade é reduzida após o câncer?

Para entender melhor o risco de alteração na fertilidade, primeiramente, é importante considerar o sexo e a idade do paciente, além do tipo de câncer enfrentado e o tratamento realizado.

Todos esses fatores são importantes ao considerar a queda da fertilidade do paciente com câncer. A radioterapia, por exemplo, pode destruir as células-tronco responsáveis pela origem dos óvulos e espermatozoides.

Já a quimioterapia, em altas doses, produz efeitos parecidos aos da radioterapia, porém seus efeitos podem variar conforme medicação utilizada, dose e frequência. No caso do tratamento cirúrgico oncológico, pode ocorrer a esterilidade do paciente, principalmente quando envolve remoção total ou parcial de ovários, ou testículos.

Em relação à idade, as mulheres mais próximas ao período da menopausa têm maiores chances de se tornarem inférteis. Isso ocorre porque além de o sexo feminino ser mais suscetível aos danos, é possível que os tratamentos resultem na perda da função do útero ou destruição, ou parcial, da reserva de óvulos.

No sexo masculino, a ausência de espermatozoides no sêmen pode ser percebida poucas semanas após o início do tratamento e as chances de voltar à produção dos gametas vai variar de acordo com cada procedimento. Ou seja, pode levar de dois a três anos para os homens voltarem a ser férteis ou, dependendo do caso, podem permanecer com a esterilidade permanente.

Há mais de cem diferentes tipos de câncer, cada um com sua particularidade no tratamento, estando uns mais propensos a causar infertilidade, enquanto outros têm efeito nulo nesse sentido.

Como é possível ter filhos após o câncer?

Para aqueles que desejam engravidar após o câncer, a primeira etapa é procurar a avaliação de um especialista em fertilidade ou médico reprodutivo. Este profissional pode realizar uma avaliação completa da fertilidade, incluindo exames de sangue e de imagem para determinar o estado dos órgãos reprodutivos.

No entanto, é importante destacar que a decisão de preservar a fertilidade deve ser estabelecida antes do tratamento oncológico. Assim, após passar pelo diagnóstico de câncer, o paciente deverá coletar e congelar seus gametas, para serem conservados em um banco e, futuramente, utilizados para gerar um filho.

criopreservação é a melhor opção disponível para garantir que os pacientes tenham a chance de construir suas famílias após o câncer. É importante optar pela preservação da fertilidade antes do tratamento, pois, uma vez tratado o câncer, maior a dificuldade de coletar os gametas aptos à reprodução. Normalmente, a coleta é feita em duas ou três semanas.

No entanto, em alguns casos, a espera pode ser um agravante, já que o tempo pode chegar a comprometer o tratamento oncológico. Por isso, existem casos específicos de câncer em que esperar não é uma opção e nesses casos, a saúde e o bem-estar do paciente deve ser a prioridade.

Converse com o seu médico

Assim que receber o diagnóstico de câncer, é fundamental iniciar uma conversa franca com o seu oncologista sobre suas preocupações com a fertilidade. Esteja atento a todas as informações e lembre-se que cada caso deve ser tratado de forma única.

Com tantas informações, todo paciente com câncer deve saber se o tratamento ao qual será submetido pode ou não resultar em infertilidade. Em caso positivo, o paciente deve ser orientado sobre os recursos e opções para a preservação da sua capacidade de gerar filhos.

Tenha em mente que você e seu médico estão trabalhando juntos como uma equipe para garantir o melhor resultado possível. Por isso, mantenha uma linha de comunicação aberta e faça todas as perguntas que precisar.

Feito isso, uma clínica especializada em reprodução assistida poderá auxiliar, preservando sua qualidade de vida e visando apresentar as melhores opções. As clínicas de fertilização contam com uma equipe de especialistas altamente qualificados, incluindo médicos reprodutivos, embriologistas e enfermeiros, com experiência em lidar com pacientes que estão enfrentando a doença.

Embora a preservação da fertilidade seja uma etapa importante após o câncer, uma equipe médica qualificada também é essencial. Assim, é possível garantir o melhor resultado possível para sua saúde e seus planos de engravidar após o câncer.

Para aqueles que buscam orientação e apoio durante a jornada de engravidar após o câncer, a Fecondare está aqui para ajudar. Aproveite também para nos seguir no InstagramFacebook e YouTube e obter informações atualizadas, dicas de saúde reprodutiva e histórias inspiradoras de pacientes

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Publicado por: Dr. Jean Louis Maillard - Ginecologista - Diretor técnico médico - CRM-SC 9987 , CRM-RS 13107 e RQE 5605
Ginecologista formado na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1983, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia, Precertopship de Histeroscopia e Fellow nos Hospitais Tenon e Port Royal em Paris

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