É possível ter filho após o câncer?

Publicado em: 16 de outubro de 2016

É possível ter filho após o câncer?

Muitos paciente em idade fértil, submetidos a tratamentos do câncer têm risco de perder a capacidade reprodutiva após tratar-se, podendo essa incapacidade ser transitória ou permanente. Dependendo do caso, é possível ter filho após o câncer.

Para entender melhor o risco de alteração na fertilidade, algumas avaliações devem ser consideradas, como o sexo e idade do paciente, além do tipo de câncer enfrentado e qual o tratamento realizado.

Por exemplo, a radioterapia pode destruir as células-tronco responsáveis pela origem dos óvulos e espermatozoides. Já a quimioterapia, em altas doses, produz efeitos parecidos aos da radio, porém seus efeitos podem variar conforme medicação utilizada, dose e frequência. Já o tratamento cirúrgico leva à esterilidade quando envolve remoção total ou parcial de ovários ou testículos.

Em relação à idade, as mulheres mais próximas ao período da menopausa têm maiores chances de se tornarem inférteis, além de o sexo feminino ser mais suscetível aos danos, podendo os tratamentos resultar na perda da função do útero ou destruição total ou parcial da reserva de óvulos.

No sexo masculino, a ausência de espermatozoides no sêmen pode ser percebida poucas semanas após o início do tratamento, e as chances de voltar à produção dos gametas varia de acordo com cada tratamento, levando de dois a três anos para os homens voltarem a ser férteis, ou podendo permanecer com a esterilidade permanente.

Há mais de cem diferentes tipos de câncer, cada um com sua particularidade no tratamento, estando uns mais propensos a causar infertilidade, enquanto outros têm efeito nulo nesse sentido.

Como é possível ter filho após o câncer

É  importante que a decisão sobre a preservação da fertilidade seja tomada antes do início do tratamento contra o câncer, pois uma vez iniciado o tratamento, mais difícil é a coleta de gametas aptos à reprodução. Normalmente essa coleta é feita em duas ou três semanas, tempo que pode chegar a comprometer o tratamento oncológico. Assim, existem casos específicos de câncer, como a leucemia, onde a espera pode ser um agravante. Nestes casos  a saúde e o bem-estar do paciente deve ser a prioridade.

Com tantas informações, todo paciente com câncer deve saber se o tratamento ao qual será submetido pode ou não resultar em infertilidade e, em caso positivo, deve ser orientado sobre os recursos e opções para a preservação da sua capacidade de gerar filhos.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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