Publicado em 07/06/2020 - Atualizado 29/06/2020

Dr. Ricardo Nascimento explica: cuidados durante a gravidez na pandemia

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Gravidez e coronavírus: como lidar?

Em tempos de pandemia pela disseminação do novo coronavírus e causador da COVID-19, a preocupação de mulheres grávidas teve que ser redobrada. Para se atentar às medidas de segurança e proteger tanto a mãe, quanto o bebê, tornou-se fundamental a adequação aos cuidados com a doença que vão além daqueles que a mulher gestante deve se atentar.

Além dos cuidados fundamentais para as mulheres que já estão grávidas, é importante que aquelas que estavam planejando a gravidez também mantenham-se atentas a algumas orientações importantes durante a pandemia. 

Da mesma forma, os casais que buscam realizar procedimentos de reprodução assistida devem se adequar às normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Conversamos com o Dr. Ricardo Nascimento, especialista em reprodução humana na Fecondare e professor da Universidade de Santa Catarina (UFSC), que nos esclareceu sobre as medidas de proteção e a melhor forma de lidar com a pandemia, quando há a espera de um bebê

Leia o artigo e assista à entrevista que esclarece o assunto, na íntegra.

Gravidez na pandemia: e se a gestante for infectada pelo coronavírus?

Embora não haja uma tendência maior para que as mulheres grávidas estejam mais predispostas a contrair o coronavírus, é provável que no final da gravidez, existam complicações maiores, caso haja a contaminação pela doença. 

A diminuição de oxigênio para o bebê, em decorrência da dificuldade respiratória causada pelo vírus, parto prematuro ou mesmo uma ruptura de membranas são consequências previstas, caso haja a infecção.

Além disso, quando a gestante trabalha fora de casa, o ideal é que ela faça uma adaptação no serviço e se trabalhar na área da saúde, é importante que a profissional se afaste. Uma outra recomendação é manter o pré-natal reforçado, disponibilizando o contato frequente com o obstetra.

Quais os cuidados devem ser adotados pelas gestantes durante a pandemia?

Para quem já está grávida, deve seguir normalmente com os cuidados pré-estabelecidos, como o uso de máscaras, a permanência em casa e a frequente utilização do álcool em gel ou água e sabão para a higienização das mãos.

É importante saber que a vida continua. A mulher grávida não está mais propensa a contrair o vírus, quando comparada a outras pessoas, mas de toda forma, é fundamental que haja uma atenção ainda maior para os cuidados mencionados.

Após o parto dos cuidados devem continuar, ao amamentar o bebê o indicado é utilizar a máscara de proteção facial. Além de, é claro, cuidar da higienização quando segurar o bebê: tanto o corpo quanto a roupa devem estar limpos. 

O planejamento da gravidez também deve ser adiado durante a pandemia?

O ideal é que quem puder esperar para engravidar após o surto de Covid-19, aguarde até que a transmissão do vírus esteja normalizada. Da mesma forma, os tratamentos de reprodução assistida também devem ser evitados, salvo algumas exceções. 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está estabelecido que qualquer tratamento de Reprodução Humana Assistida deve ser adiado até que a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, declarada pelo Ministério da Saúde, relativa à pandemia de COVID-19, seja normalizada. 

As exceções estão dispostas para os casos oncológicos e outras situações em que o adiamento prolongado possa causar dano ao paciente. 

Embora os tratamentos de reprodução humana devam ser adiados, a coleta dos gametas (óvulos e espermatozoides), a feitura dos embriões e a realização de exames de estudo genético dos embriões são procedimentos que podem ser feitos, sob indicações específicas.

Preservação da fertilidade durante a pandemia

Graças à criopreservação de gametas e embriões, encontramos uma opção para os casais que estavam buscando engravidar e agora devem preservar a sua fertilidade, já que o adiamento da gestação deve ser respeitado.

Por isso, o congelamento dos embriões e a não transferência dos mesmos para o útero é uma medida que permite preservar essas pessoas, evitando que engravidem. Da mesma forma, permite que a fertilidade dos mesmos seja preservada, principalmente àqueles que se encontram na corrida contra o tempo para engravidar.

Com essa medida, o grupo que está impedido de realizar um procedimento de reprodução assistida imediato, encontra-se, de alguma forma, protegido e emocionalmente mais confortável, resguardando a possibilidade de uma gestação saudável após a pandemia do coronavírus.

Assista à entrevista completa com o Dr. Ricardo Nascimento:

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Publicado por: Maria Gabriela Pinho Peixe - Psicóloga - CRP – 12/06513
CRP – 12/06513  Psicóloga Psicologia formada pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI em 2006. Capacitação em Reprodução Assistida – Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida em 2016. Especialista clínica em Terapia Relacional Sistêmica pelo Familiare: Instituto Sistêmico em 2010 (lato sensu). Capacitação em Psicologia Hospitalar − Intersaúde: Curso em Psicologia da Saúde em 2006. […]

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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