A vitamina D e a reprodução humana

Publicado em: 7 de junho de 2013

A vitamina D e a reprodução humanaA vitamina D é um hormônio que atua em diferentes órgãos do organismo, sendo responsável principalmente pela absorção do cálcio e pela formação do osso, mas também tem um papel importante na saúde reprodutiva tanto do homem quanto da mulher. Existem dois tipos de vitamina D (D2 e D3) e ambas são produzidas com o auxílio da luz ultra-violeta que recebemos diariamente; o tipo D3 ainda pode ser obtido na alimentação, por meio de peixes gordurosos, por exemplo.

Sua relação com a reprodução está sendo estudada e algumas associações já foram bem estabelecidas. Pesquisas recentes destacam que a presença dessa vitamina se associa positivamente à velocidade e à movimentação dos espermatozoides, enquanto que sua deficiência está associada à baixa produção de testosterona e também de espermatozoides – essa última presente mesmo quando a quantidade de testosterona no organismo masculino esteja normal.

A sua deficiência no organismo feminino associa-se à síndrome dos ovários policísticos. Ela afeta o metabolismo da insulina, a produção das células que se tornarão os óvulos e ainda se associa à obesidade, que são componentes importantes no desenvolvimento da doença. Sua quantidade insuficiente no organismo também se associa à endometriose, à “TPM” e à cólica menstrual; em relação especificamente à gestante, relaciona-se ao aumento do risco de pré-eclâmpsia (doença grave que acontece no final da gestação), diabetes gestacional e ao aumento da necessidade de cesariana. Considera-se ainda um papel colaborador desse hormônio no sucesso da fertilização in vitro (técnica de reprodução assistida em que o óvulo e o espermatozoide são unidos em laboratório e posteriormente colocados no útero para se desenvolver).

Em relação à saúde fetal, os níveis maternos suficientes da vitamina se associam ao seu adequado desenvolvimento e crescimento, influenciando sobre o seu peso ao final da gestação.

Os benefícios creditados à vitamina D levaram à hipótese de que sua reposição em determinadas condições relacionadas à saúde reprodutiva poderia ser benéfica, apesar de não estar totalmente aceita pela literatura científica. De toda forma, já está sendo usada por médicos especialistas em reprodução humana e pode ser considerada durante o tratamento de infertilidade de forma complementar.

Conteúdo atualizado em: 17 de Abril de 2014

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