29/05/2012

O que são os ovários policísticos?

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A síndrome dos ovários policísticos afeta de 4% a 18% das mulheres em idade reprodutiva e está associada a disfunções reprodutivas, metabólicas e psicológicas.

A obesidade piora a apresentação desta síndrome e o manejo do peso (perda de peso, manutenção e prevenção de ganho) é proposto como estratégia de tratamento inicial. A melhor forma de trabalhar a mudança no estilo de vida incorpora dieta, exercícios físicos e intervenções comportamentais.

Essa síndrome é uma importante causa tanto de irregularidade menstrual como excesso de hormônio masculino também conhecidos como androgênios. Quando a síndrome é expressa em todos os seus sintomas (hirsutismo – excesso de pelos em regiões tipicamente masculinas, ciclos menstruais irregulares, obesidade e uma morfologia ovariana clássica), ela pode ser prontamente diagnosticada. Contudo, têm sido consideravelmente controversos os critérios diagnósticos quando nem todos esses achados clássicos estão evidentes.

As manifestações clínicas da síndrome dos ovários policísticos frequentemente aparecem durante a infância ou nos anos peripuberais, sugerindo que a síndrome é influenciada por programação fetal e/ou eventos pós-nascimento precoces. Entretanto, não é muito comum que o espectro clínico da síndrome apareça integralmente antes da puberdade.

Vários grupos de especialistas têm proposto critérios diagnósticos para essa síndrome, usando o critério de disfunção ovulatória, hiperandrogenismo, ter ovários policísticos propriamente ditos e exclusão de outras desordens em combinações variadas.

Existem diversos tratamentos para cada sintoma da síndrome, a escolha entre eles depende das metas da própria paciente. Naquelas mulheres que são obesas, algumas das manifestações da síndrome podem melhorar com a simples redução do pelo. Drogas que diminuem os níveis de insulina podem ser efetivas tanto nas mulheres obesas como nas que possuem peso normal. A questão da fertilidade da mulher deve ser sempre discutida no início do tratamento, pois o desejo de engravidar num futuro próximo pode ser determinante na escolha da terapia.

Artigo elaborado pela equipe Fecondare em parceria com a E-saúde.

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Publicado por: Equipe Fecondare

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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