De mulher para mulher, um óvulo

Publicado em: 30 de Janeiro de 2013

De mulher para mulher, um óvulo

Mulheres impossibilitadas de engravidar podem se beneficiar do auxílio das técnicas de reprodução assistida, como, por exemplo, da fertilização in vitro (FIV), que é um processo que permite a união de um óvulo e de um espermatozoide fora do corpo da mulher. Em alguns casos de infertilidade feminina, para que a FIV aconteça, é preciso que haja uma outra mulher disposta a doar o seu óvulo.

Algumas são as razões para a necessidade do envolvimento de uma terceira pessoa na geração de um filho, como sofrer de insuficiência ovariana primária (quando a infertilidade é causada por um ovário que não funciona corretamente), possuir óvulos de má qualidade, ou querer evitar a perpetuação de certas doenças genéticas. Nessas situações e em outras, a procura por uma doadora pode se tornar uma realidade.

Há muitas questões envolvidas no processo de seleção desta mulher que irá fornecer o seu material genético ao casal. A preferência normalmente se dá por mulheres mais jovens, com fertilidade comprovada, ou seja, que já tenham filhos.

É importante ressaltar que, para a doação ser efetivada, é preciso haver um preparo tanto por parte da doadora quanto da receptora. Ambas precisam estar com seus ciclos menstruais regulados e sincronizados a fim de potencializar todo o processo e tentar garantir a gravidez, e isso se consegue por meio da injeção de hormônios estimulantes da ovulação; ainda é preciso haver um controle por meio de  exames de sangue e de imagem periódicos.

Este preparo e todo processo em si não são isentos de riscos. Há tanto aqueles inerentes a uma gravidez (hipertensão, parto prematuro, problemas com a placenta), quanto os que surgem por meio dos procedimentos aos quais as mulheres envolvidas se submetem, como a doadora podendo sofrer hiperestimulação ovariana, sangramento intra-abdominal, e a receptora uma gravidez ectópica (fora do útero) ou gestação de múltiplos.

Mas ao final de tudo as taxas de sucesso são bem altas, que costumam satisfazer as mulheres envolvidas. É uma difícil tarefa admitir sua própria infertilidade e ainda mais a necessidade de uma doadora para poder engravidar, mas quando as prioridades são colocadas a sua frente, como o desejo de constituir uma família, alguns aspectos envolvidos na realização deste sonho acabam se tornando irrelevantes, e quando tudo se concretiza, a trindade que se constitui faz todo o sacrifício ter valido a pena.

Conteúdo atualizado em: 9 de Março de 2017

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