Talvez você ainda não queira ser mãe agora. Talvez o momento certo ainda não tenha chegado — seja pela carreira, pelo relacionamento, por ainda não ter encontrado a pessoa certa, ou simplesmente porque você ainda não se sente pronta. E tudo bem. O que muitas mulheres não sabem é que existe uma forma de preservar essa escolha para o futuro: o congelamento de óvulos.
Neste artigo, explicamos como funciona o procedimento, quem pode se beneficiar e o que considerar antes de tomar essa decisão.
O que é o congelamento de óvulos?
O congelamento de óvulos — tecnicamente chamado de criopreservação de oócitos — é um procedimento que permite preservar seus óvulos no estágio atual de qualidade, para uso no futuro. Os óvulos são coletados, vitrificados e armazenados em nitrogênio líquido, onde permanecem por tempo indeterminado sem perder suas características — não envelhecem, não se deterioram.
A técnica foi aprovada para uso clínico pela American Society for Reproductive Medicine (ASRM) em 2013 e, desde então, tornou-se uma das ferramentas mais importantes da medicina reprodutiva moderna.
Por que a idade importa tanto nessa decisão?
Porque os seus óvulos envelhecem junto com você. A qualidade e a quantidade dos óvulos diminuem progressivamente a partir dos 30 anos — e de forma mais acentuada após os 35. Isso significa que congelar óvulos aos 31 preserva uma qualidade que pode não estar mais disponível aos 38 ou 40.
Por isso, quanto antes a decisão for tomada, maiores as chances de sucesso no futuro. O ideal é realizar o procedimento antes dos 35 anos, quando a reserva ovariana ainda está em boas condições. Mulheres acima dessa idade também podem fazer — mas a avaliação da reserva ovariana se torna ainda mais determinante para definir a viabilidade.
Quem deve considerar o congelamento de óvulos?
O congelamento de óvulos em Florianópolis é indicado para diferentes perfis:
- Mulheres que desejam adiar a maternidade por razões pessoais, profissionais ou afetivas
- Sem parceiro no momento, mas que querem manter a opção de uma gravidez futura com óvulos próprios
- Com histórico familiar de menopausa precoce ou falência ovariana
- Que vão se submeter atratamentos oncológicos — quimioterapia e radioterapia podem comprometer a fertilidade de forma irreversível.
- Com doenças que afetam os ovários, como endometriose ou síndrome dos ovários policísticos (SOP)
Como funciona o procedimento passo a passo?
- Avaliação inicial Tudo começa com uma consulta para avaliar a reserva ovariana — por exames de sangue (dosagem de AMH e FSH) e ultrassonografia transvaginal. Essa avaliação define quantos óvulos você tem disponíveis e qual protocolo de estimulação é mais adequado para o seu caso.
- Estimulação ovariana Você recebe hormônios por injeção subcutânea durante 10 a 12 dias, com o objetivo de estimular os ovários a produzirem mais óvulos do que o habitual — já que naturalmente apenas um é liberado por ciclo. Durante esse período, o médico acompanha o desenvolvimento folicular por ultrassom.
- Punção folicular No dia ideal, os óvulos maduros são coletados por uma punção transvaginal guiada por ultrassom, realizada com sedação leve. É um procedimento rápido — dura cerca de 20 minutos — e você recebe alta no mesmo dia.
- Vitrificação Os óvulos maduros e de boa qualidade são vitrificados — um processo de congelamento ultrarrápido que evita a formação de cristais de gelo e preserva a integridade celular. Em seguida, são armazenados em tanques de nitrogênio líquido.
- Armazenamento Os óvulos ficam armazenados até o momento em que você decidir utilizá-los. Quando esse momento chegar, eles são descongelados e fertilizados em laboratório, por FIV ou ICSI.
O congelamento garante a gravidez no futuro?
Não — e é importante ser honesta sobre isso. O congelamento preserva a possibilidade, mas não a garante. As taxas de sucesso dependem de fatores como a idade em que os óvulos foram coletados, a quantidade e qualidade armazenada e a resposta do organismo no momento da transferência.
O que se sabe é que óvulos coletados em mulheres jovens e saudáveis têm resultados notavelmente melhores do que os de pacientes mais velhas com histórico de subfertilidade — reforçando, mais uma vez, a importância de não adiar indefinidamente essa decisão.
Por onde começar?
O primeiro passo é simples: uma consulta de avaliação. Com os resultados da reserva ovariana em mãos, o médico consegue dizer com clareza se o momento é ideal, quantos ciclos de estimulação podem ser necessários e o que esperar de todo o processo.
Se você está considerando a preservação da fertilidade em SC, a equipe da Fecondare está pronta para essa conversa — com atendimento individualizado, sem pressa e sem pressão.
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O momento certo é antes de você precisar
A decisão de congelar óvulos raramente é urgente — mas quase sempre é sensível ao tempo. Não existe uma resposta única sobre quando fazer, porque cada mulher tem uma reserva ovariana, um histórico e um momento de vida diferente. O mais importante é não deixar essa conversa para depois só porque a maternidade ainda parece distante.
Se você está pensando em adiar a gravidez e quer entender se o congelamento de óvulos faz sentido para o seu caso, não espere os 35 anos chegarem para buscar orientação. Uma avaliação médica hoje pode abrir um leque de possibilidades que amanhã talvez não esteja mais disponível.
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