Celulares e infertilidade masculina

Publicado em: 9 de julho de 2012

Celulares e infertilidade masculina

Os celulares têm se tornado parte essencial de nossas vidas, presentes em quase todos os momentos para nos manter em comunicação com o mundo. Entretanto, é subestimado o impacto dessas ferramentas tecnológicas na saúde humana, seus efeitos nocivos ao nosso organismo.

Assim, este artigo expõe dados atualizados, extraídos de um artigo de revisão publicado em agosto de 2011 no Jornal da Sociedade Brasileira de Urologia, sobre a influência do uso dos celulares em uma parte específica da saúde humana: a reprodução, e sobre a associação dos celulares com a infertilidade masculina. Os celulares emitem ondas eletromagnéticas de radiofrequência a estações próximas e antenas, e essas também são absorvidas pelo corpo humano. Quanto mais avançados os sistemas de telecomunicação utilizados nos celulares, maior energia e frequência possuem as ondas emitidas e mais nocivos são os seus efeitos.

Segundo o estudo liderado pelo doutor Ashok Agarwal, as pesquisas recentes sobre o assunto evidenciaram relação entre a duração e a frequência de uso dos celulares e diminuição da qualidade do sêmen, com redução da motilidade e da quantidade de espermatozoides. Outras pesquisas mostraram mudanças no tecido testicular decorrentes do uso de celulares, como diminuição do tamanho dos testículos e alterações no diâmetro e estrutura dos túbulos seminíferos (locais em que os espermatozoides são produzidos).

O exato mecanismo pelo qual as radiações dos celulares afetam nossos tecidos não é ainda conhecido; no entanto, há dois efeitos biológicos principais relacionados ao celular: o primeiro é o efeito térmico, em que as radiações causam um aumento da temperatura corporal; o segundo é o efeito não térmico, através da passagem de uma corrente elétrica formada pela absorção das radiações dos celulares.

O efeito térmico tem sua atuação principal nos testículos, pois esses necessitam de uma temperatura abaixo da corporal para adequado funcionamento, razão pela qual, inclusive, se encontram em uma bolsa exterior ao corpo. Os efeitos não térmicos, por sua vez, afetam diretamente os espermatozoides produzidos e a secreção hormonal de testosterona, que é reduzida. Por meio desses efeitos não térmicos, os espermatozoides têm seu potencial de fertilização prejudicado, pois perdem motilidade, poder de proliferação e têm danos no DNA.

De acordo com o próprio artigo publicado no Jornal de Urologia, há muitas pesquisas que sugerem esses efeitos negativos dos celulares na fertilidade masculina, mas há a mesma quantidade de estudos que sugerem não haver correlação entre ambos. Portanto, são necessários estudos adicionais para avaliar de maneira mais precisa as consequências do aumento do uso dos celulares na saúde humana e no âmbito específico da reprodução e da fertilidade.

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Artigo elaborado pela equipe Fecondare em parceria com a E-saúde.

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Conteúdo atualizado em: 3 de Maio de 2017

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