03/08/2016

Síndrome dos ovários policísticos: diagnóstico e tratamentos

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Uma das condições que impedem uma mulher de engravidar é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). O distúrbio causa desequilíbrio hormonal, interfere no processo normal de ovulação e leva à formação de pequenos cistos. A estimativa é de que 20% das mulheres em fase reprodutiva são portadores da Síndrome.

O sinal de alerta para a existência da SOP são os ciclos menstruais irregulares, já que a ovulação, nesses casos, ocorre com pouca frequência. Os cistos que se formam modificam a estrutura ovariana. Em geral, os ovários atingem um tamanho três vezes maior que o normal. A disfunção também faz o organismo secretar uma quantidade maior de hormônios masculinos.  

As causas da SOP não estão bem definidas. O que se sabe é que parte dos fatores que estão associados a ela é genética. Mulheres que são irmãs ou filhas de portadoras do distúrbio têm 50% de chance de desenvolvê-la.

Síndrome dos Ovários Policísticos é confirmada por meio de exames

A dificuldade para engravidar é outra característica comum da Síndrome dos Ovários Policísticos. A suspeita deste ser o motivo que impossibilita a gestação é confirmada pela avaliação dos sintomas e do histórico médico da mulher. São considerados, também, os exames clínicos e de sangue. Os que costumam ser solicitados para medir os níveis dos hormônios no organismo feminino são:

  • dosagem dos hormônios FSH, LH, Estradiol, TSH, SDHEA, Testosterona total, 17-OH progesterona (entre o 2º e 3º dias do ciclo menstrual);
  • curva de insulina associada à curva de glicemia e teste de intolerância à insulina;
  • ultrassom ginecológico transvaginal ou pélvico.

O ultrassom é um exame de imagem capaz de mostrar a presença de cistos nos ovários, mas que não consegue, sozinho, identificar as causas da irregularidade menstrual ou das outras manifestações. É, apenas, um exame complementar aos demais.

Tratamento depende da vontade da mulher de engravidar

Há duas formas de tratar a SOP. Uma se aplica às mulheres que desejam engravidar. A outra é indicada para aquelas que preferem adiar a maternidade ou não tem vontade de ser mães.

No primeiro caso, o médico especialista em reprodução humana assistida pode receitar anticoncepcionais hormonais no começo do tratamento para regularizar a menstruação. Os ciclos menstruais normais aumentam a chance de ovulação e gravidez.

O especialista também pode prescrever medicamentos para induzir a ovulação. E se essa for a opção de tratamento, a mulher precisa estar preparada para os eventuais efeitos colaterais provocados por alguns deles.

A Síndrome em mulheres que não estão tentando engravidar é tratada com pílula anticoncepcional ou outros métodos contraceptivos à base de hormônio na intenção de restaurar o equilíbrio hormonal. Contudo, a menstruação só se mantém normal enquanto a mulher estiver medicada. A interrupção no uso da contracepção restabelece os sintomas da SOP.

Independentemente do motivo, a Síndrome dos Ovários Policísticos merece atenção e tratamento, pois favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e obesidade, na fase do climatério feminino. As possíveis complicações podem ser evitadas com o simples agendamento de uma consulta. Mesmo uma pequena suspeita deve ser investigada pelo médico.

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Publicado por: Equipe Fecondare

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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