25/11/2018

Disfunção tireoidiana e a reprodução humana

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A disfunção tireoidiana se caracteriza por alterações nos níveis do hormônio estimulante da tireoide (TSH) e hormônios tireoidianos livres. Dessa forma, caso esse quadro interfira na vida de mulheres em idade reprodutiva, é possível que haja uma interferência em sua fertilidade, além de trazer problemas durante a gestação, principalmente em seu início. No artigo a seguir, vamos explicar um pouco mais sobre essa relação que merece atenção.

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O que é disfunção tireoidiana?

A glândula tireoide é responsável por armazenar e secretar a tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3), e é controlada pela  hipófise e o hipotálamo. Assim, a disfunção na tireoide se dá quando alguma parte desse processo é afetada, alterando os níveis do hormônio estimulante da tireoide (TSH), tanto em excesso (hipertireoidismo), quanto em insuficiência (hipotireoidismo)

Hipotireoidismo clínico e subclínico

Conforme vimos, o hipotireoidismo clínico é a ocorrência de valores de T4 livre abaixo do normal e TSH elevado. Outra situação é o hipotireoidismo sub-clínico, que se dá quando as alterações hormonais são mais discretas, deixando o T4 livre em níveis normais  e o TSH elevado. 

Nesse caso, em relação à reprodução humana, os sintomas dessa disfunção tireoidiana podem incluir: abortos repetidos, infertilidade e dificuldade em emagrecer. Algumas mulheres com disfunções na tireoide ainda podem apresentar níveis aumentados de prolactina, incitando ainda mais a infertilidade

Qual a relação da tireoide com a gestação?

A gestação pode alterar, intensamente, a função tireoidiana. Isso se dá pelo fato de que, ao início da gravidez, os níveis elevados de gonadotrofina coriônica são capazes de proporcionar uma reação cruzada com o receptor do TSH, a fim de estimulá-lo. Isso acabará provocando um aumento do T4 livre e uma diminuição do TSH. 

Por isso, é importante que as pacientes com disfunções na tireoide acompanhem, com maior atenção, os níveis de TSH, principalmente no início do pré-natal. Nesse grupo destacam-se as pacientes de alto risco, aquelas que apresentam os seguintes fatores:

  • idade superior a 30 anos;
  • histórico familiar de hipotireoidismo;
  • doenças autoimunes;
  • sintomas ou sinais de hipertireoidismo;
  • uso de amiodarona ou lítio.

E se a disfunção tireoidiana não for tratada durante a gravidez?

É fundamental que essas pacientes tratem o problema, caso contrário, é possível que o feto sofra sequelas, como alterações no desenvolvimento neuropsicológico. 

Alguns estudos sugerem que mulheres com hipotireoidismo não tratado e anticorpo anti-TPO possuem ainda mais riscos de complicações obstétricas, em relação às mulheres com disfunção na tireoide, mas que façam uso de medicamento. Dentre as complicações a que estão susceptíveis, estão o aborto e parto prematuro

No caso do hipertireoidismo durante a gravidez os resultados das complicações podem acarretar em: restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro, baixo peso, pré-eclâmpsia, insuficiência cardíaca congestiva materna e perda do feto.

Qual a relação da tireoide com a infertilidade?

A autoimunidade tireoidiana é capaz de alterar a saúde reprodutiva da mulher, mesmo se não houver uma disfunção da tireoide. Por isso, as mulheres que já são inférteis possuem maior prevalência de auto-anticorpos contra a glândula, independente da causa da infertilidade. Além disso, a autoimunidade provoca um efeito direto no aparelho reprodutor, levando ao declínio da produção da progesterona e estrogênio no começo da gravidez.

Assim, se você estiver tentando engravidar sem sucesso é necessário consultar um ginecologista, que investigará as causas e considerar fatores hormonais para promover condições favoráveis para a gravidez.  

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Publicado por: Equipe Fecondare

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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