Infertilidade feminina: saiba mais sobre a falência ovariana prematura

Publicado em: 16 de julho de 2014

Infertilidade feminina: saiba mais sobre a falência ovariana prematura

Você já ouviu falar em falência ovariana prematura? Essa é uma das causas para a mulher não conseguir engravidar. É importante ressaltar que embora ela possa parecer com uma menopausa precoce e muitas vezes seja chamada dessa maneira, o processo é diferente da menopausa.

O que é a falência ovariana prematura

Como o próprio nome já diz, a falência prematura é quando os ovários param de realizar sua função antes do esperado. Além da dificuldade ou até impossibilidade de engravidar, mulheres que têm esse problema correm risco de ter osteoporose, deficiência de estrogênio e como consequência a secura vaginal, e até mesmo predisposição a doenças cardíacas.

Embora os ovários parem, muitas vezes a mulher continua a menstruar, mas nota que os ciclos são irregulares. Outra grande diferença dessa falência para a menopausa é que as mulheres que sofrem com o problema no ovário podem conseguir engravidar, já as que estão na menopausa não mais. Mulheres com falência ovariana prematura podem apresentar também sintomas genitais como secura, dor nas relações sexuais e ardor na vulva.

Causas, diagnóstico e tratamento

Uma das principais causas é um fator genético que afeta o cromossomo X, como a Síndrome de Turner e síndrome do X Frágil. Há também alguns problemas autoimunes e a perda excessiva de tecido ovariano devido a uma cirurgia que tenha sido realizada para algum tratamento. Quimioterapia e radiação também podem causar falência ovariana prematura.

Para diagnosticar o problema, o médico precisará de uma história clínica detalhada das pacientes, além de pesquisar os níveis de gonadotrofinas. Sintomas como sudorese, alteração de humor e insônia, evoluindo mais tardiamente para a atrofia do trato urogenital, com maior propensão para vaginites e cistite, podem estar presentes.

Há vários exames que podem ser feitos para chegar ao diagnóstico desse problema, dentre eles o exame para quantificar a taxa de hormônio folículo-estimulante (FSH) da mulher. É necessário também realizar a dosagem de prolactina e hormônio estimulante da tireoide (TSH).

Quando o resultado do FSH é maior do que 40 UI/L, pode sugerir que a falência esteja ocorrendo e, caso o médico julgue necessário, pedirá a repetição do exame nos meses sequentes. A dosagem do estradiol pode ser feita para tentar identificar o hipogonadismo. Além disso, a ultrassonografia pélvica, ou transvaginal, pode ajudar na investigação diagnóstica. A gravidez nesses casos não é comum, embora seja possível. Muitas vezes a mulher tem que recorrer à doação de óvulos para conseguir engravidar.

Infertilidade feminina: saiba mais sobre a falência ovariana prematura

Mas como falamos, a dificuldade de engravidar não é o único problema encontrado. Há vários outros que podem ser causados por essa pausa prematura da função ovariana. Por isso, atualmente, a reposição hormonal (TRH) é a terapia mais usada. Ela ajuda a evitar um possível câncer de mama, melhora a massa óssea e previne a osteoporose. É importante que o tratamento seja realizado não apenas quando a mulher queira engravidar, mas também para evitar problemas secundários.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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