O que é a infertilidade conjugal?

Infertilidade conjugal: quando o casal deve procurar ajuda juntos

Quando a gravidez não acontece, a primeira pergunta que surge — quase sempre — é dirigida à mulher. “Será que tem algum problema com ela?” Mas a infertilidade conjugal não funciona assim. Ela é, por definição, uma questão do casal — e entender isso muda completamente a forma de encarar o diagnóstico e o tratamento.

Neste artigo, a Dra. Ana Lúcia Bertini Zarth explica o que é a infertilidade conjugal, quando o casal deve procurar uma clínica de fertilidade e o que acontece a partir daí.

O que é infertilidade conjugal?

A infertilidade conjugal é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contraceptivos. Em mulheres acima de 35 anos, esse prazo cai para 6 meses — porque a reserva ovariana diminui com a idade e cada ciclo conta mais.

Estima-se que a infertilidade conjugal afeta entre 10% e 15% dos casais em idade reprodutiva no mundo — o que representa dezenas de milhões de pessoas. No Brasil, esse número chega a cerca de 8 milhões.

Infertilidade não é “problema da mulher”

Esse é um dos maiores equívocos que existe sobre o tema. Os dados mostram uma realidade bem diferente: segundo a SBRA,35% dos casos de infertilidade conjugal têm origem feminina, 35% têm origem masculina, 20% envolvem fatores de ambos os parceiros e apenas 10% permanecem sem causa identificada.

Ou seja, em pelo menos metade dos casos, o fator que dificulta a gravidez está — total ou parcialmente — no homem. Por isso, a investigação precisa envolver os dois desde o início. Aguardar que a mulher “descarte tudo” antes de avaliar o parceiro é uma abordagem ultrapassada e que atrasa o diagnóstico.

Quando o casal deve procurar uma clínica de fertilidade?

A resposta direta é: após 12 meses de tentativas sem sucesso. Mas há situações em que faz sentido antecipar essa consulta. Procure uma clínica de fertilidade antes desse prazo se:

  • A mulher tem mais de 35 anos — nesse caso, 6 meses já são suficientes para buscar avaliação
  • Há histórico conhecido de endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou alterações uterinas
  • O homem já tem diagnóstico de alterações no espermograma
  • A mulher tem ciclos menstruais muito irregulares ou ausência de menstruação
  • O casal passou por cirurgias ou infecções no aparelho reprodutor

Nesses casos, antecipar a investigação não é precipitação — é prudência.

Entenda os principais sintomas de infertilidade no homem e na mulher.

O que acontece na primeira consulta?

A primeira consulta numa clínica de fertilidade é, antes de tudo, uma conversa. O médico vai querer entender o histórico clínico do casal, o tempo de tentativas, os hábitos de vida e os antecedentes de saúde de ambos.

A partir daí, são solicitados exames para os dois parceiros. Para a mulher, os principais são exames de sangue para avaliação hormonal e da reserva ovariana, além de ultrassonografia transvaginal. Para o homem, o exame essencial é o espermograma — que avalia contagem, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

Com os resultados em mãos, o especialista tem condições de identificar a causa da infertilidade conjugal na maioria dos casos e propor o tratamento mais adequado

O impacto emocional também é do casal

Tentar engravidar sem sucesso mês após mês é emocionalmente desgastante — para os dois. Sentimentos como frustração, ansiedade e culpa aparecem com frequência, e o estado emocional do casal pode, inclusive, influenciar os resultados do tratamento.

Por isso, na Fecondare, o acompanhamento psicológico faz parte da estrutura de cuidado oferecida aos casais desde o início do processo. Não é um recurso de “último caso” — é uma parte importante do tratamento.

Saiba como o suporte psicológico pode ajudar casais que estão tentando engravidar.

Infertilidade conjugal tem tratamento

A boa notícia é que a grande maioria dos casos de infertilidade conjugal tem solução. Com o diagnóstico correto, é possível indicar o tratamento mais adequado — desde abordagens simples, como a indução da ovulação com coito programado, até técnicas mais avançadas como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro.

O ponto de partida é sempre o mesmo: a decisão do casal de buscar ajuda juntos. Quanto antes essa decisão for tomada, mais opções estarão disponíveis — especialmente porque a idade é um fator que influencia diretamente as chances de sucesso.

O que fazer agora?

Se vocês estão tentando engravidar sem sucesso, o próximo passo é uma consulta de avaliação para os dois. Na Fecondare, a investigação é feita de forma completa, individualizada e acolhedora — porque entendemos que por trás de cada exame existe uma história e um desejo muito maior.

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Equipe Fecondare

Especialidade: Ginecologista
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