Posso escolher o sexo do bebê?

Publicado em: 8 de novembro de 2017

Posso escolher o sexo do bebê?

Ter um filho é uma realização, para muitos casais. Ter o bebê do sexo esperado é uma realização ainda maior. Não poder escolher o sexo do bebê é uma angústia para quem espera ansiosamente pela oportunidade de ter nos braços um menininho ou quer muito uma menininha. O que fazer, então, para conseguir realizar esse desejo?

Muitos casais buscam métodos naturais para que o óvulo seja fecundado por um espermatozoide com o cromossomo Y (que determina o sexo masculino) ou com o cromossomo X (que define o sexo das meninas), de acordo com a preferência.

Essa se torna a opção porque não há outra forma de poder escolher o sexo do bebê. Nem os casais que se submetem aos tratamentos de reprodução assistida para gerar o embrião podem fazer essa escolha.

Na Resolução CFM nº 2.168/2017, o Conselho Federal determina que “as técnicas de RA não podem ser aplicadas com a intenção de selecionar o sexo (presença ou ausência de cromossomo Y) ou qualquer outra característica biológica do futuro filho, exceto para evitar doenças no possível descendente”.

Quando é possível escolher o sexo do bebê

Há patologias que estão relacionadas ao gênero da pessoa e são graves. Para evitar que a criança seja uma portadora, é permitido, então, escolher o sexo do bebê. A hemofilia é uma dessas doenças genéticas ligadas ao sexo.

Mulheres descendentes de pais hemofílicos nascem portadoras da doença, porém, não a desenvolvem. Somente em casos extremamente raros. Já os filhos dessas mulheres certamente nascerão com a doença. A escolha do sexo, nesse caso, evita que a hemofilia seja transmitida de geração para geração.

É preciso realizar uma fertilização in vitro (FIV) para que seja possível escolher o sexo do bebê. A análise que detecta se nascerá um menino ou uma menina é chamado de exame de sexagem fetal. Antes de realizá-lo, é feita uma biopsia nos embriões. Somente depois dessa verificação é que ocorre o exame para a seleção dos embriões do sexo ao qual a doença não está associada.

Casais que não tem esse precedente podem recorrer aos métodos naturais para escolher o sexo do bebê. A apresentadora Angélica contou à cantora Cláudia Leite, em uma entrevista concedida para um programa veiculado em um canal de TV pago, que foi isso que permitiu a ela engravidar de uma menina, após ter concebido dois meninos.

A apresentadora calculou a data da ovulação e cuidou para ter relações sexuais dois dias antes do dia previsto em que o óvulo seguiria seu caminho até o útero. Há como essa prática dar certo por um simples motivo: os espermatozoides que carregam o cromossomo Y são mais rápidos, porém, menos resistentes. Ou seja, duram pouco tempo no interior do útero, enquanto os gametas masculinos que levam o cromossomo X são capazes de permanecer no mesmo ambiente por mais tempo, podendo aguardar a eclosão do óvulo.

Mas atenção! Algumas condições precisam estar propícias para que tudo dê certo. E, nem sempre, o homem ou a mulher tem controle sobre elas. O pH do útero, por exemplo, pode influenciar no resultado. Caso esteja mais ácido, pode ser hostil para os espermatozoides com cromossomo Y. Sem contar que o homem pode produzir uma quantidade maior de cromossomo X, o que reduz a possibilidade de ser concebida uma menina.

Conteúdo atualizado em: 27 de Abril de 2018

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