Ainda não tivemos o bebê: e agora?

Publicado em: 16 de Maio de 2016

Ainda não tivemos o bebê: e agora?

É sempre assim: quando um rapaz e uma moça estão namorando há algum tempo, a família e os amigos começam a perguntar quando eles vão se casar (o que não significa, necessariamente, entrar de véu e grinalda na igreja. Lembrem-se, os tempos são outros). Depois, a pergunta clássica é: quando vocês vão ter um filho?

Primeiro o casal se esquiva. “Tá cedo ainda”, respondem quase em uníssono. O tempo passa e decidem que é hora de aumentar a família. E fazem tudo relativamente certo. Ela, ao menos, marca uma consulta com o ginecologista, explica que planeja engravidar, faz o exame preventivo (do câncer do colo do útero, o Papanicolau, principal estratégia para fazer o diagnóstico da doença) e sai da consulta com uma receita médica para começar a tomar ácido fólico (para prevenção de uma série de doenças na mãe e no bebê que está por vir) e a recomendação de namorar, muito.

Animados, homem e mulher seguem a orientação à risca. Após o primeiro mês de tentativas, nada acontece. No segundo, também. No terceiro, menos ainda. É quando descobrem que o tempo estimado para uma mulher saudável, com menos de 35 anos, engravidar é de até um ano. Acima dos 35 anos, o tempo para aguardar que a concepção aconteça é de de seis meses. “Certo”, ponderam. “Ainda temos um tempo relativo para não se preocupar”.

Quando o bebê não vem

Mas aí um ano passa, outro também, sem novidades. Apreensivo, o casal resolve procurar ajuda  descobre que é infértil e a única forma de conseguirem ter o tão desejado herdeiro é por uma das técnicas de reprodução humana assistida. A notícia abala os dois. E cada um reage à sua maneira. Ele quer respostas. Ela, prefere saber mais sobre quais são as possibilidades e só depois tomar decisões. É natural, o ser humano não é programado para ter as mesmas reações mediante as situações. Cada um é único, portanto, enfrenta adversidades de acordo com sua individualidade.

O bom é que os dois conversem e se acalmem mutuamente, sem julgar ou tentar encontrar culpados. O diálogo entre o casal, bem como a disposição de um apoiar o outro são os primeiros e os mais importantes passos para que o tratamento dê certo. Quando o casal possui um objetivo comum e está comprometido em realizá-lo, a carga emocional envolvido se torna mais leve.

O que ajuda, também, é munir-se de informação e mudar o foco. Por exemplo, invés e o casal sofrer por não conseguir engravidar naturalmente, ver o tratamento da infertilidade como algo que proporcionará a eles a realização do desejo de tornarem-se pais. Não, não se deve deixar de lado os sentimentos. Todos eles são válidos e precisam ser vivenciados. É salutar. O que estamos sugerindo é que o casal desenvolva novos estilos atribucionais valorativos para cada questão.

Mudando a perspectiva

A infertilidade não é uma incapacitação física. É apenas a realidade de uma situação específica que pode ganhar um novo significado. E se o casal têm dificuldade de realizar essa inversão, possui a opção de obter a ajuda profissional de um psicólogo, que pode ajudar a diminuir a ansiedade presente na espera e em cada estágio do tratamento da infertilidade.

Contar com a ajuda de um especialista em nada representa fraqueza. E sim, que o casal está tentando se fortalecer para viver o que está por vir. Pense nisso. Nem todo mundo pode estar “no mesmo barco” do casal fictício que usamos como exemplo, mas, quem sabe, uma parcela vivencia situações em que o acompanhamento psicológico representa um caminho viável para não deixar que medos, anseios e a falta de informação barrem a realização do sonho de formar uma família.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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