Tecnologias na genética e a Reprodução Feminina

Publicado em: 22 de novembro de 2011

Tecnologias na genética e a Reprodução Feminina

Pesquisas científicas e estudos são realizados constantemente na área da reprodução feminina para esclarecer mecanismos fisiológicos do sistema reprodutor, a patogênese das doenças e gerar possibilidade de desenvolvimento de novas terapias e tratamentos.

A seguir, são apresentadas algumas das novidades científicas e tecnológicas sobre esse tema, da reprodução feminina, mais especificamente relacionadas às causas e aos tratamentos de infertilidade.

Em relação à função ovariana, aumentou-se drasticamente, nos últimos anos, o número de genes sabidamente expressos no ovário e que influenciam na fertilidade. Um gene que está em estudo é o responsável pela expressão da proteína-G I49, chamado de gene antifertilidade, e expresso em ovários e oócitos (óvulos imaturos). Quando há deficiência ou ausência do mesmo, como consequência, há uma maior expressão do receptor de FSH (hormônio folículo estimulante). Como o FSH é um hormônio da hipófise responsável por estimular a produção de oócitos nos ovários, com a falta do gene antifertilidade, esse hormônio funcionará melhor, pois haverá mais receptores disponíveis. Antagonistas do gene antifertilidade representam, portanto, potencial para novos tratamentos para fertilidade.

Também estão em destaque nas pesquisas as células do cumulus, que envolvem e nutrem o oócito. Essas células são responsáveis por regular a formação dos oócitos, promover a sua maturação e contribuir na fertilização pelos espermatozóides. Podem ser usadas na fertilidade in vitro, então, para ajudar na fertilização dos oócitos pelos espermatozóides, e também começaram a ser usadas recentemente para avaliar a qualidade do oócito e o potencial de desenvolvimento do embrião, já que são importantes para a nutrição e maturação dos oócitos e são de fácil acesso e numerosas.

Quanto à insuficiência ovariana, importante causa de problemas de fertilidade, foram identificados vários genes envolvidos na sua patogênese, que podem ajudar na investigação diagnóstica, já que não se sabe a causa de 70-90% das suas ocorrências, e também possibilitar futuros tratamentos.

Outro tema muito abordado nas pesquisas é o da endometriose, presença e crescimento de tecido endometrial em locais fora do útero, cujas principais manifestações clínicas são dor pélvica e infertilidade. Têm sido realizados estudos para clarear a etiologia e a patogênese da doença, pois, ainda que a endometriose possa ser tratada cirurgicamente, podem ocorrer recorrências das lesões, sendo necessário, portanto, o desenvolvimento de terapias mais efetivas.

O Dr. Jean Maillard, ginecologista da Clínica Fecondare (CRM-SC 9987 e CRM-RS 13107), diz que esse tipo de pesquisa tem avançado para solucionarmos os problemas que aflligem os casais inférteis, várias linhas tem trazido melhora nos resultados. “Acredito que a linha imunológica para endometriose e a terapia envolvendo os genes será o futuro próximo. Mesmo assim cabe sempre salientar que apesar de todas as conquistas as mulheres sempre nascem com sua reserva folicular limitada e que não se renova durante a sua vida, portanto essas devem ser alertadas para não exagerarem na postergação da maternidade”, explica o doutor.

Dr. Jean conclui ressaltando que, nos casos em que a maternidade em período de maior fertilidade da mulher é inviável, a criopreservação oocitária é a melhor conduta para que ela possua um backup em caso de necessidade.

Artigo elaborado pela equipe Fecondare em parceria com a E-saúde.

Conteúdo atualizado em: 3 de Maio de 2017

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