Meio ambiente e nutrição: que relação têm com a fertilidade?

Publicado em: 11 de Abril de 2016

Meio ambiente e nutrição: que relação têm com a fertilidade?

As soluções da vida moderna estão interferindo de forma substancial na nossa qualidade de vida, tendo influencia também sobre a fertilidade. A grande produção industrial para gerar bens de consumo e outras facilidades para o dia a dia tem gerado como efeito colateral uma poluição muito grande do ambiente. Os poluentes são substâncias estranhas (xenobióticos) ao nosso organismo e desencadeiam diversos problemas de saúde. Um deles é a infertilidade.

Os principais poluentes são os metais pesados, como o chumbo, o mercúrio, o cádmio, o alumínio, a dioxina, as hidrazinas (colorantes utilizados pela indústria de alimentos), os hidrocarbonetos clorados, o fenilpolicarbonato e mais alguns. A principal atuação deles é na causa de lesão no sistema neuroendócrino e maior incidência de câncer.

O aumento de doenças neoplásicas malignas que coincide com a curva de crescimento do uso destas substâncias nocivas tem chamado a atenção. Além de doenças neoplásicas, também são responsáveis pelo surgimento de reações inflamatórias e o comprometimento da  cadeia de ocitocinas, e do hormônio do crescimento, além de outras alterações orgânicas.

Os riscos do ambiente para a fertilidade

Os xenobióticos – representadas pelos agrotóxicos, pesticidas, plásticos, metais pesados oriundos de garimpos -, exacerbam a ação das substâncias oxigenoreativas e, com isso, o potencial antioxidante do organismo fica diminuído, aumentado o potencial oxidativo, ou seja, a ação dos chamados radicais livres.

No homem, os radicais livres estão presentes em todos os locais, mas atingem, principalmente, os testículos. Os espermatozoides são extremamente suscetíveis à atuação dos radicais livres. A ação destes repercute sobre a contagem dos espermatozoides, sua motilidade, morfologia e, em casos mais graves, causa lesão no DNA.

Com relação à mulher, em vários níveis do sistema neuroendócrino existe a presença dos radicais livres. Nela, a parte frágil à ação dos radicais livres são as tubas. Em função dos efeitos dos radicais livres no corpo, nas mulheres têm sido identificado a diminuição da reserva ovariana em uma idade mais precoce daquela em que ocorre o fenômeno naturalmente.

O que fazer para se proteger

As mutações são ocasionadas pela mudança de hábitos e pela pior qualidade de vida. Livrar-se dos xenobióticos é tarefa difícil, pois estão presentes no ar, na água, no solo onde os alimentos são cultivados e nos alimentos disponíveis no supermercado.

O que é possível fazer para controlar os efeitos indesejados dos poluentes sobre a saúde é ter um sistema de destoxificação eficaz e, com isso, eliminar os xenobióticos que estão presentes, principalmente, no sistema gorduroso, porque são atraídos pela gordura e ficam depositados nas regiões do organismo onde ela está mais presente.

Uma boa alimentação, rica em nutrientes, e a prática de exercícios físicos são hábitos de vida que auxiliam no combate à ação dos radicais livres no corpo e a eliminá-los do organismo. Os principais antioxidantes que colaboram com esse processo são o betacaroteno, as vitaminas C e E, e o selênio, presentes nos alimentos, principalmente nas verduras, vegetais, frutas e nozes. A união de exercícios físicos com a dieta adequada é, talvez, uma das melhores intervenções para a prevenção de doenças e manutenção da fertilidade. Banir os recipientes plásticos para a conservação dos alimentos e, sobretudo, jamais aquecer nada neles é outra boa dica.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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