Evitando infecções durante a gestação

Publicado em: 6 de setembro de 2016

Evitando infecções durante a gestação

Todas as pessoas estão sujeitas a infecções. As gestantes são um grupo que demandam maior atenção porque não somente elas estão sob risco, mas também o feto em formação. O bom é que existem diversas maneiras simples e práticas de evitar a maioria das infecções durante a gestação, e principalmente aquelas que podem fazer mal para o feto ou para o recém-nascido que é amamentado. Para iniciar o cuidado, tenha em mente que pessoas, animais, mosquitos e comida podem ser fonte de infecção.

Medidas de higiene, quando se tornam hábitos, são fáceis de seguir. Algumas doenças podem ser transmitidas quando levamos as mãos à boca ou aos olhos (porque nossas mãos podem estar contaminadas com saliva ou urina), por isso é de extrema importância que se lave frequentemente as mãos. Lavar as mãos é um processo rápido, mas exige paciência e cuidado. A técnica correta inclui molhar as mãos primeiramente, aplicar o sabonete e esfregar as mãos por pelo menos 15 segundos, limpando inclusive o punho, entre os dedos, e as unhas, enxaguá-las bem e, após esse processo, secá-las com uma toalha descartável ou de pano, mas que seja trocada frequentemente. E, apenas quando não há pia disponível, optar pela praticidade do “álcool gel”, lembrando de limpar de maneira igualmente cuidadosa, e deixar o produto secar naturalmente em suas mãos.

Sempre deve-se lavar as mãos antes e após entrar em contato com comida, lidar com o lixo ou com roupa suja, ir ao banheiro, ter contato com animais e com o jardim. A toxoplasmose é uma doença que pode ser transmitida por meio das fezes de gatos (presentes por exemplo na areia) ou por meio do consumo de carne mal cozida e que, se transmitida ao feto, pode causar diversas manifestações graves. A gestante pode não ter sintomas ou ter sintomas como de uma gripe comum.

Cuidados importantes para evitar infecções durante a gestação

Mulheres grávidas que convivem com crianças, no trabalho, em casa, ou socialmente, devem lembrar sempre de lavar as mãos, principalmente após o contato com elas (depois de trocar  fraldas, limpar nariz, mexer nos  brinquedos, etc.). As crianças podem transmitir doenças virais que são comuns para elas, mas que, se contaminarem gestantes, podem causar problemas para o feto. Um exemplo é a infecção pelo Parvovírus B19, que pode causar aborto ou problemas cardíacos no bebê. Ela é uma doença comum que causa cansaço, dores nas juntas e manchinhas vermelhas e dores pelo corpo. Um achado bem característico da doença na criança é a presença de bochechas bem vermelhas, como se tivessem sido esbofeteadas.

Outros cuidados incluem o uso de repelentes (evitando picada de mosquitos), a vacinação (da gripe, de difteria e do tétano) e cuidados antes de viajar. Antes de viajar se informar sobre as infecções que podem ocorrer nos lugares, quaisquer que sejam eles, e tomar as devidas providências. Importante também é assegurar a imunidade das pessoas que moram na mesma casa que a gestante, como, por exemplo, os outros membros da família estarem em dia com a vacinação. Doenças sexualmente transmitidas também podem ser um risco para o bebê, portanto toda gestante deve pensar em usar a  camisinha em todas as relações sexuais de todos os tipos, mesmo que possua um parceiro fixo em quem confie.

Lidar com a comida é outro aspecto importante. Tanto o seu preparo, quanto o seu armazenamento, ou a forma como ela é estocada pode promover contaminação. Algumas contaminações na comida podem não causar nenhuma modificação em seu aspecto (cheiro, sabor, aspecto visual) e, portanto, pode não haver indícios de estar contaminada, como é o caso da ação promovida pela bactéria Listeria que, inclusive, pode causar morte ao feto. Por isso alguns cuidados devem ser tomados, como não comer carne crua, ou não deixá-la em contato com outros alimentos. Lavar bem frutas e vegetais e louças. Não comer ovos crus e guardá-los em outra parte da geladeira que seja mais refrigerada do que a porta. Não deixar por muitos dias a comida congelada, principalmente se forem sobras de um preparo anterior etc.

Dada a quantidade de informação e a importância desses cuidados, é muito importante que a gestante seja orientada pelo seu médico em relação a infecções. A grande maioria delas pode ser evitada com cuidados simples do dia a dia que se tornam automáticos na rotina. Qualquer dúvida deve ser perguntada a seu médico.

Conteúdo atualizado em: 8 de Fevereiro de 2017

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