Transplante de útero

Publicado em: 2 de setembro de 2014

Transplante de útero

O transplante de útero é uma novidade da medicina moderna e suas regras e seus protocolos ainda não estão totalmente definidos. Até o momento ele funciona da seguinte maneira: uma mulher com infertilidade de causa exclusivamente uterina pode receber o órgão para transplante se concordar em engravidar apenas uma vez e ficar tentando por no máximo um ano após a cirurgia.

A concepção deve ser tentada a partir de um de seus óvulos que será usado para a geração de um embrião por meio de técnicas de fertilização in vitro. Esse embrião será posteriormente colocado dentro de seu novo útero, pois a mulher não é capaz de engravidar naturalmente, já que a conexão, feita pelas tubas uterinas, entre os ovários, onde o óvulo é produzido, e o útero é perdida no transplante.

Devido ao risco de desenvolver câncer no novo útero, será realizada a retirada cirúrgica dele após a cesárea. O risco existe porque, para receber o órgão sem que o organismo dela o rejeite, a mulher deve ter o seu sistema de defesa suprimido, e essa supressão pode favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

A infertilidade de causa exclusivamente uterina se refere a mulheres que não podem ou não conseguem engravidar devido a algum acometimento desse órgão, como, por exemplo, as que nascem com o útero malformado ou que precisam retirá-lo por algum motivo, como a presença de tumores.

Para essas mulheres, havia duas opções: a adoção ou o uso de barriga de substituição (“barriga de aluguel”). Hoje uma terceira opção está em vista: o transplante de útero. Essa técnica ainda é uma novidade, tendo muitas questões éticas e médicas a serem esclarecidas para que ela proporcione uma opção segura para todas as mulheres que virem nesse procedimento a sua melhor opção. Cabendo salientar que trata-se ainda de uma técnica experimental sem evidência científica comprovada para sua utilização rotineira

 

*Human Reproduction, Vol.0, No.0 pp. 1–4, 2012, Uterine transplantation—a real possibility? The Indianapolis consensus, Giuseppe Del Priore, Srdjan Saso, Eric M. Meslin, Andreas Tzakis, Mats Bra¨nnstro¨m, Alex Clarke, Rodrigo Vianna, Renata Sawyer, and J. Richard Smith

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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