Diagnóstico molecular previne doenças do embrião na fertilização in vitro

Publicado em: 20 de Fevereiro de 2015

Diagnóstico molecular previne doenças do embrião na fertilização in vitro

É o sonho de muitas pessoas poderem constituir família. Casar, juntar e principalmente ter filhos. Entretanto, algumas pessoas acabam enfrentando alguns problemas para engravidar. Quanto mais avançada a idade da mãe, maiores as chances das crianças nascerem com algum problema congênito, como a Síndrome Down, por exemplo.

A ciência vem dando passos largos em direção a redução dos riscos. A tecnologia, hoje, permite o uso de diversos mecanismos para ajudarem pessoas a poderem realizar o sonho da maternidade.

Importância da Engenharia Genética na gravidez

A Engenharia Genética baseia-se em modernas técnicas de biologia molecular, que permitem a identificação, manipulação e multiplicação de genes. É um ramo bem novo da ciência, mas que já apresenta resultados surpreendentes. Hoje é possível fazer aconselhamentos genéticos analisando o DNA dos pais e alertando-os sobre os possíveis problemas que seus filhos possam ter numa gravidez futura, podendo já diagnosticar, controlar, prevenir ou intervir em determinados casos antes mesmo do bebê nascer.

Biópsia embrionária

Uma das alternativas que o estudos dos genes trouxe foi a biopsia embrionária (também chamada de diagnóstico pré-implantacional), que possibilita a análise genética, a fim de evitar algumas doenças e contornar dificuldades, ainda antes do desenvolvimento no útero, usada na fertilização in vitro.

O exame é realizado entre o terceiro e quinto dia de desenvolvimento do embrião, quando algumas células são retiradas e analisadas. Em até 24 horas já se pode obter os resultados, ou seja, quais são os embriões saudáveis. O resultado não tem 100%, o que é normal. Mas as taxas de acerto são bem altas. A média é que de 3% a 5% dos nascimentos tenham algum tipo de doença que não foi encontrada na biópsia embrionária, segundo o Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi em entrevista para o Uol.

As chances de esse exame danificar o embrião existem, mas são bem baixas, o que é um fator tranquilizador, como mostra o artigo de pesquisadores da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Já existem crianças saudáveis nascidas após este tipo de procedimento.

Para quem é recomendada a biópsia embrionária

A biópsia embrionária é recomendada para aquelas pessoas com histórico de doenças hereditárias, idade materna avançada, repetidos abortos, repetidas falhas de implantação, fator masculino severo e casais que já apresentaram anomalia genética em gestação anterior.

É importante lembrar que a técnica não exclui qualquer tipo de enfermidade genética, pois não detecta mutações ou alterações estruturais. Pode ser utilizada para a escolha do sexo, mas apenas quando o casal tenha alguma doença hereditária ligada ao sexo, como por exemplo, hemofilia.

Espera-se que com a aplicação e desenvolvimento do método, diminua-se a probabilidade de gestação múltipla e o aumento de resultados positivos, e reduzam-se também os casos de doenças genéticas tardias que envolvem predisposição do afetado, como diabetes, câncer de mama e outras.

Queda no número de abortos espontâneos

As perdas gestacionais espontâneas tendem a cair no primeiro trimestre, o que é algo motivador, já que, segundo pesquisa, os erros cromossômicos são responsáveis por pelo menos 50% dos abortos ocorridos neste período na fertilização in vitro. Mas o casal também deve estar preparado para o método não dar certo.

O campo da reprodução assistida é um setor em constantes e grandes avanços, tendendo sempre a mostrar resultados cada vez mais promissores e positivos. A biópsia embrionária, como vimos, ajuda diminuir as chances de controlar e/ou prevenir algumas doenças, mas deve ser escolhida com cuidado, sendo somente indicada em alguns casos específicos.

Entretanto, as chances de uma gravidez bem-sucedida aumentam e então é considerada uma ótima opção para aquelas mulheres que desejam engravidar, mas tem idade avançada, histórico de doenças hereditárias e de problemas sucessivos em tentativas anteriores de engravidar.

Procure seu médico, avalie as opções e lembre-se: acompanhamento profissional é sempre aconselhável! Ficar bem informado também é necessário. Acompanhe o blog para mais informações sobre fertilidade.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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