O uso de medicamentos pode afetar a fertilidade?

Publicado em: 9 de Janeiro de 2017

Muito se estuda sobre medicamentos de uso comum que poderiam afetar a fertilidade, como os esteroides anabolizantes, os corticosteroides (usados, por exemplo, no tratamento de doenças reumatológicas ou alergias), a espironolactona (diurético), entre outros. Diferente dos anabolizantes que, comprovadamente, causam infertilidade irreversível aos homens – pela atrofia (diminuição) que provocam nos testículos – e afetam a fertilidade das mulheres – por interferirem na ovulação -, para os outros medicamentos em estudo, os efeitos podem ser revertidos com a parada do uso da medicação. Outros exemplos são alguns tipos de antibióticos (como eritromicina, ou ceftazidima, que pode afetar a motilidade do espermatozoide) e medicamentos usados para pressão alta (como bloqueadores dos canais de cálcio).

Alguns antidepressivos (com exceção dos mais modernos) podem, inclusive, ser prejudiciais ao processo de fertilização in vitro. Medicamentos que contêm estrogênios ou progesterona, mesmo que usados sobre a pele, podem interferir na ovulação. Em relação à finasterida (usada no tratamento do aumento benigno da próstata e na calvície), quando usada por até dois anos, um miligrama por dia, não afeta a produção de espermatozoides e não causa infertilidade. Sobre a isotretinoína, usada no tratamento de acne severa, sabe-se que ela é teratogênica, isto é, causa malformações para o feto em crescimento e, por isso, não pode ser usada por pacientes que estejam tentando engravidar.

A fim de evitar possíveis danos causados pelo uso inapropriado ou não de medicações, é sempre de extrema importância que a ingestão de medicamentos seja feita sob orientação médica.

Conteúdo atualizado em: 12 de julho de 2017

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