20/03/2019

Sintomas de infertilidade no homem e na mulher

Você suspeita que esteja passando por um quadro de infertilidade? Está tentando engravidar há algum tempo e não obtém sucesso? Já foi diagnosticado com a capacidade diminuída para procriar? 

Saiba que este é um problema mais comum do que parece e que, felizmente, existem uma série de tratamentos para os casais que não conseguem engravidar naturalmente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade já foi considerada um problema de saúde pública. Mas existem sinais capaz de identificar a infertilidade?

Infertilidade: como identificá-la?

Quando um casal decide ter um filho, passam a tomar algumas medidas fundamentais para o sucesso da reprodução. Ou seja, suspende-se o uso da pílula anticoncepcional e do preservativo, e as relações sexuais passam a ser mais frequentes, com maior observação durante o período fértil. 

Entretanto, a gravidez nem sempre ocorre nos primeiros meses de tentativa. Muitas vezes, o casal demora quatro, cinco ou até seis meses para conseguir dar início à geração de uma criança.

Por isso, esse insucesso pode estar sinalizando um quadro de infertilidade tanto no homem, quanto na mulher ou até mesmo para os dois cônjuges

Segundo a OMS, um casal é considerado infértil, quando tenta engravidar mantendo relações sexuais por mais de um ano sem contraceptivos e não obtém o sucesso da gestação.

Dessa maneira, quando se chega nesse caso, é necessário procurar ajuda especializada para conhecer mais a fundo a raiz do problema. Embora não haja sintomas para identificar a infertilidade, alguns sinais podem sugerir para alertar sobre algumas causas do problema. 

Por isso, é muito importante estar atento à esses sintomas, que se manifestam de maneiras distintas no homem e na mulher.

Sintomas de infertilidade no homem

Embora muitas vezes, a grande maioria das pessoas atribua a ausência de geração de uma criança a um problema feminino, é importante orientar que a infertilidade também é um problema bastante frequente nos homens

Assim, é possível observar um quadro de infertilidade masculina por decorrência de problemas na ejaculação, problemas hormonais, alterações na qualidade e quantidade do esperma e em relação ao tamanho do testículo. Vejamos detalhadamente:

Ejaculação problemática

Caso o homem mantenha um quadro de ejaculação retrógrada ou mesmo não consiga ejacular, é bem provável que esse homem seja infértil. Isso acontece pois sem a ejaculação, o sêmen é incapaz de alcançar o aparelho reprodutor feminino e a gravidez, consequentemente, não acontece.

Tamanho do testículo

O tamanho dos testículos é um dos sintomas que pode sugerir que o homem tenha dificuldade em procriar. 

Por exemplo, quando um testículo é muito menor do que o outro ou quando há alguma massa estranha em algum um deles, é bem provável que as chances desse homem ter filhos seja muito inferior à capacidade normal de reproduzir.

Dificuldade em urinar

O mesmo vale para dificuldade na hora de urinar. Ou seja, a dificuldade ou dor para expelir a urina é um indicativo de que a capacidade reprodutora do homem talvez não esteja normalizada.

Desequilíbrio hormonal

Alguns casos de desequilíbrio hormonal também pode estar relacionados com a infertilidade masculina, como por exemplo alterações nos hormônios:

  • FSH (hormônio folículo estimulante): os valores alterados desse hormônio prejudica a produção normal de espermatozoides;
  • LH (hormônio luteinizante): os valores baixos desse hormônio induz à baixa da testosterona pela perda da libido sexual, a consequente dificuldade de ereção e a redução da produção de espermatozoides;
  • testosterona: baixos níveis de testosterona diminuem a ereção, a vontade sexual e a produção de espermatozoides.

Assim sendo, sintomas como excesso de sono, insônia e irritabilidade podem surgir como indicativos de desequilíbrios hormonais. 

Outros motivos

Alguns hábitos que fazem mal à saúde podem aumentar as chances de que um homem apresente situações de infertilidade. Por exemplo: 

  • tabagismo;
  • alcoolismo;
  • uso de drogas;
  • dieta rica em gorduras, sódio e açúcar.

Além disso, os homens hipertensos e diabéticos apresentam chances aumentadas de serem inférteis, quando comparados a indivíduos saudáveis. 

De qualquer maneira, caso você não se encaixe em um estilo de vida saudável ou se identifique a algum dos hábitos citados, procure fazer um acompanhamento médico regular, se deseja ter filhos um dia.

Sintomas de infertilidade feminina

Algumas vezes, mesmo que a mulher não faça uso de contraceptivos, a gravidez pode não acontecer em decorrência de algum problema clínico. Dessa maneira, para saber o que pode estar causando infertilidade na mulher, é importante estar atento aos sintomas.

Geralmente, o maior indicativo de infertilidade feminina está relacionado a problemas referentes ao ciclo menstrual desregulado ou características anormais da menstruação

Ciclo menstrual desregulado

Um ciclo menstrual irregular pode ser um aviso para a infertilidade feminina, pois é um fato capaz de alterar o aparelho reprodutor da mulher ou mesmo indicar que algo não vai bem. 

Entretanto, algumas mulheres só percebem a irregularidade do ciclo quando interrompem o uso da pílula anticoncepcional.

Cólicas menstruais e fluxo menstrual intenso

A mulher que sente cólicas menstruais muito fortes e demonstram um excesso de sangramento durante a menstruação podem estar apresentando um caso de endometriose ou de síndrome do ovário policístico. Essas doenças afetam o aparelho reprodutor feminino, podendo também causar infertilidade. 

Entretanto, nem todo caso de endometriose e ovários policísticos significam que a mulher esteja infértil. De qualquer forma, é importante procurar ajuda médica para tratar o problema o quanto antes e evitar a incapacidade de ter filhos.

Sintomas da Doença inflamatória pélvica

Geralmente, a doença inflamatória pélvica (DIP) é um problema caracterizado pelo não tratamento de algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como clamídia e gonorreia. Entretanto, a DIP também pode ser ocasionada por outras bactérias que se instalam na vaginal e no colo do útero.

Muitas vezes, essa doença é assintomática, mas quando se manifesta, os sintomas podem ser descritos por:

  • presença de corrimentos de odor forte;
  • dor abdominal ou dor na região pélvica;
  • desconforto durante a relação sexual;
  • vômitos e náuseas;
  • sangramento menstrual irregular ou presença de sangue após relações sexuais.

Por isso, se houver a identificação de algum desses sintomas, procure ajuda médica imediata e verifique se há relação com a DIP. Caso o diagnóstico seja positivo, investigue se o problema não afetou a capacidade de ter filhos.

Alterações hormonais

As alterações na produção de hormônios também podem dificultar a gravidez. Nesse caso, os sintomas são:

  • diminuição do apetite sexual;
  • alteração no aspecto da pele;
  • queda de cabelo acentuada;
  • ganho de peso. 

Idade avançada

Com o processo natural de envelhecimento, a mulher tende a diminuir sua capacidade de procriar. Isso acontece, em média, após os 35 anos, quando a quantidade de óvulos disponíveis para a fecundação tende a baixar.

Por isso, as mulheres com menos de 35 anos que já tentam engravidar há um ano, e não conseguem, devem procurar um especialista. Já as mulheres com mais de 35 anos precisam esperar menos tempo, cerca de seis meses, para procurar tratamento, pois as chances de estarem ficando inférteis podem ser ainda maiores.

De qualquer forma, caso você tenha descoberto que é infértil, mantenha a calma: existe uma série de soluções para o seu problema.

Como tratar a infertilidade?

Descobriu que não pode ter filhos naturalmente? Não se preocupe, pois graças aos avanços das técnicas em tratamentos de fertilização, hoje em dia é possível optar por uma série de procedimentos eficazes, como:

Consulte um especialista e uma clínica de reprodução assistida de confiança e agende logo o seu horário para verificar as melhores opções para o seu caso. 

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Publicado por: Dr. Ricardo Nascimento - Ginecologista - CRM-SC 3198 e RQE 2109
CRM 3198 e RQE 2109  Ginecologista Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 1981. Residência Médica na Maternidade Carmela Dutra- Secretaria Estadual de Saúde-SC, em 1982- 1983. Estágio de Especialização em Reprodução Humana na Universidade Federal do Paraná- Departamento de Tocoginecologia – Serviço do Prof. Rosires Pereira de Andrade, em 1984. Título […]

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas , consulte o seu médico.

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